Resenha: Labirinto - A. C. H. Smith | Cinema de Buteco
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Resenha: Labirinto – A. C. H. Smith

“Afinal (…) a vida é uma espécie de Labirinto, com todas as suas voltas e reviravoltas, seus caminhos retos e seus ocasionais becos sem saída.”

Diferente do que estamos acostumados, Labirinto apareceu primeiro no cinema e em seguida ganhou um livro por A.C.H. Smith. Quem cresceu durante os anos 90 com certeza assistiu ao menos uma vez na Sessão da Tarde o filme “Labirinto – A Magia do Tempo”, de 1986. Dirigido por Jim Henson e produzido por Eric Rattray em conjunto com George Lucas, a fantasia conta com o músico David Bowie, que compôs e cantou diversas músicas da trilha sonora!

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Se você é novo e não teve a oportunidade de conferir o filme, aí vai um breve resumo: O filme conta a história de Sarah Williams, uma adolescente que precisa cuidar do seu irmão pequeno enquanto seu pai e sua madrasta precisam sair. Irritada com a situação, Sarah pede para que o Rei dos Duendes venha buscar seu irmão. E é aí que surge Jareth, levando seu irmão Toby para o seu castelo.

“- Certa noite – prosseguiu Sarah – Em que o bebê estava sendo horrível com ela, a garota chamou os duendes para ajudá-la e eles disseram “Diga as palavras certas e nós levaremos o bebê embora para a Cidade dos Duendes, e você estará livre.”

“Rei dos Duendes!

Rei dos Duendes!

Quero que seja assim:

Venha e leve esta criança

Para bem longe de mim! ”

Sem imaginar que o tal pedido viraria realidade, agora Sarah precisa enfrentar o desafio que o Rei dos Duendes lhe propôs para recuperar seu irmão: Jareth dá a ela treze horas para cruzar seu labirinto e chegar ao castelo, caso ela não consiga, Toby virará um duende.

“- Você jamais o encontrará.

– Ah – disse Sarah respirando profundamente – Então… existe um lugar onde procurar.

– Sim – disse ele – Existe um lugar. Você tem treze horas para decifrar o Labirinto, antes que seu irmãozinho se transforme em um de nós”


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Com pouco mais de 190 páginas, o livro segue o mesmo roteiro do filme, porém com algumas vantagens que sempre temos se comparado aos filmes: neste, conseguimos nos aproximar muito mais dos pensamentos de cada personagem e entender o motivo que leva cada um a agir de tal forma. Ler Labirinto é uma verdadeira sessão nostálgica. Afinal, com tantas descrições, fica impossível não reviver cena deste filme que marcou a infância de tanta gente.

“Sinto como… se eu estivesse num sonho, mas não me lembro jamais de ter sonhado com nada parecido antes! ”

Mas para ser sincero, o mais bacana desta edição, é sem dúvida alguma as notas de Jim Henson que A.C.H Smith teve acesso. Então, se você é fã deste marco dos anos 90, com certeza ficará feliz em descobrir ainda mais sobre o universo criado e conferir cenas que não foram apresentadas no filme. Sem dúvida alguma, esta é um dos trabalhos editoriais mais incríveis que já vi. Além da história, você pode conferir desenhos originais dos duendes, notas de criação e muitos outros extras.

“Muitas vezes, jovenzinha, parece que não estamos chegando a lugar algum quando, na verdade, estamos. ” “Bem, com certeza não estou chegando a lugar algum neste momento. ” “Talvez”, disse o Sábio, “talvez as coisas apenas pareçam ser assim. As coisas nem sempre são o que parecem. ”

 

FILME

Um dos filmes mais memoráveis da década de oitenta (pelo menos entre o gênero de fantasia). Bowie, desta vez, atua no papel do “Rei dos Duendes”. O roqueiro mostrou uma ótima atuação que foi complementada com excelentes canções (como “As The World Falls Down”, “Magic Dance”…) e ótimos passos de dança. Portanto, nesse filme, Bowie mostrou sua pluralidade artística, que sempre foi um dos maiores destaques de sua carreira. (Por: Juliana Vannucchi)

FICHA TÉCNICA

Título | Labirinto

Autor | Jim Henson e A.C.H. Smith

Ilustrador | Brian Froud

Tradutora | Giovana Louise

Editora | DarkSide®

Edição | 1a

Idioma | Português

Especificações | 272 páginas, Limited Edition (capa dura)

ISBN | 978-85-9454-009-6

 

Felipe Borba

Nasceu no Pará, cresceu no Maranhão e vive em Minas Gerais. Além de se considerar um explorador da natureza; Felipe é publicitário com especialização em Marketing Estratégico, é viciado em novas tecnologias, queria ser adotado pelo Neil Gaiman e tem mais livros do que dá conta de ler.