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Os Melhores Clipes do Muse

Nosso editor Tullio Dias escolheu os melhores clipes do Muse, banda britânica que se apresenta no Brasil no final do mês: 

Os-Melhores-clipes-do-Muse Os Melhores Clipes do Muse

É PRECISO DEIXAR CLARO QUE ESSA LISTA DIZ RESPEITO MAIS AOS VÍDEOS DO QUE DAS MÚSICAS EM SI. Ou seja, não quer dizer necessariamente que o melhor clipe corresponde à melhor música. São coisas bem diferentes e que precisam ser deixadas bem claras antes de mergulharmos numa breve análise dos 10 melhores clipes do Muse até esse momento de suas carreiras. Quem é fã de longa data da banda, sabe que escolher os grandes vídeos musicais de Matthew Bellamy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard é complicado. Mais por falta de opção do que pelo excesso, mas vamos em frente.

Aprecie sem moderação.

10- Plug in Baby

Esse clipe está aqui por algumas razões bem simples: 1) é um dos melhores registros em vídeos musicais do que a banda faz ao vivo (vide o baixista balançando a cabeça loucamente); 2) a influência dos cogumelos mágicos explica resume bem o que é fetiche para o Muse; 3) essa música deixava uma pessoa muito especial numa condição semelhante às Cataratas do Niágara, e esse detalhe deveria colocar “Plug in Baby” no topo da lista, eu sei.

9 – Muscle Museum

“Muscle Museum” é uma das canções favoritas dos fãs e a banda prometeu em 2014 que tocaria ela no próximo show no Brasil. Será que o Muse cumprirá a promessa? De qualquer maneira, o clipe dirigido por Joseph Kahn apresenta várias pessoas normais fazendo suas tarefas do dia a dia até começarem a sofrer um colapso nervoso que faz com que todas chorem desesperadamente. Doido.

8- Feeling Good

O cineasta David Slade dirigiu um dos clipes mais bonitos do Muse. Desconsiderando os fãs esquisitos com a cara toda distorcida e a sensação constante que o vídeo é uma recriação das viagens de cogumelo mágicos de Matt e seus amigos, temos um show de cores bem vivas que realmente nos fazem sentir muito bem. Slade também dirigiu o belo clipe de “New Born”, “Bliss” e o incrível “Hyper Music”.

7- Dead Inside

Em dezembro publicaremos nosso ranking com os melhores vídeos musicais do ano e “Dead Inside” estará lá. É quase como uma continuação de “Madness”, mas trabalhando já no conceito do disco Drones. O vídeo mostra um casal fazendo um duelo de dança em que uma das partes representa o amor e a esperança, enquanto a outra é apenas o lado negativo da parada.

6- Supremacy

O clipe de “Supremacy” é provavelmente top5 das coisas mais bizarras que o Muse já lançou em sua carreira. É como se os fãs surfistas do Kiss se reunissem para um final de semana muito louco no mar, com direito a esportes radicais e casamento. Uma verdadeira loucura. Se o vídeo fosse para outra música, acredito que o público não estranharia tanto, porém “Supremacy” é uma das poucas faixas com DNA Muse do disco The 2nd Law e ver a banda zoando justo nela dividiu opiniões. Qualquer que seja a sua opinião, o fato é que os surfistas macabros do clipe são interessantes.

5- Dead Star

Para incluir “Dead Star” no ranking, acabei deixando de fora “Time is Running Out” e “Hyper Music”, que são vídeos marcantes e indispensáveis na videografia do Muse. No entanto, a regra é clara e só vale escolher 10 clipes. “Dead Star” se destaca por ser um filme todo fragmentado, confuso e agitado. É assim que o Muse faz as pessoas se sentirem num primeiro contato e poucos vídeos (fora o já citado “Hyper Music” e “Plug in Baby”) mostram de verdade a vibe da banda.

4- Hysteria

I want you now. I want you now. Give me your heart and your soul

Estrelado pelo tripé Justin Theroux (da série The Leftovers), o clipe conta a história de um homem que se apaixona por uma profissional do sexo e fica alucinado da vida por não ter um relacionamento mais sério com ela. Aquela coisa fora do ambiente de negócios, entende? O vídeo mostra um quarto de hotel completamente destruído pela angústia e raiva desse rapaz, que originalmente seria interpretado pelo próprio vocalista Matthew Bellamy.

3- Supermassive Black Hole

Considerado por muitos como o melhor trabalho visual do Muse, o grande trunfo de “Supermassive Black Hole” é a direção da excepcional diretora Floria Sigismondi, que assinou clipes do Marilyn Manson, Incubus, White Stripes e outras diversas bandas ao longo da carreira. O vocalista brinca que não existe um conceito escondido nas máscaras e nos reflexos distorcidos da banda no espelho: “Apenas ficou legal, entende?”, disse. No entanto, para uma música que fala sobre futilidade fica até fácil entender a mensagem do clipe.

2- Madness

Complicado falar de “Madness”. Além de ser uma das melhores composições da carreira da banda, mesmo que seja um cover de “With or Without You” misturado com solos de guitarra do Brian May, do Queen, o clipe consegue reproduzir todo o sentimento da música. Os dois personagens vivem uma verdadeira guerra de sentimentos, um caos do amor que os mantém afastados, mas incapazes de se desligarem um do outro. Só quem vive algo assim com outra pessoa consegue entender a beleza dessa obra.

1- Knights of Cydonia

O primeiro lugar da lista tinha que ser do clipe com mais referências cinematográficas do Muse: “Knights of Cydonia”. Em diversos outros clipes tivemos uma ou outra referência, sendo a sala de reuniões de Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, a mais famosa delas (em “Time is Running Out”), mas nada que chegue perto do nível épico de “Knights of Cydonia”: Star Wars, Três Homens em Conflito, Matrix, Batman, Planeta dos Macacos, Mad Max, Blade Runner e vários outros clássicos do cinema são devidamente homenageados no vídeo de Joseph Kahn. Dificilmente o Muse conseguirá superar esse clipe, principalmente para os fãs cinéfilos.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.