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Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016)

Antes de entrar na sala do cinema e assistir Animais Fantásticos e Onde Habitam, estava com um medo muito grande do que a franquia poderia se tornar. Na verdade, esse sentimento permaneceu pelos primeiros minutos e logo o alívio chegou. Se você acha que esta é mais uma forma de Hollywood tentar fazer dinheiro a qualquer custo, pode ficar tranquilo! J.K. Rowling chega para mostrar que o Universo criado por ela é bem mais rico do que podemos imaginar e ainda tem muito a ser explorado, seja no cinema, teatro ou livro.

mv5bmje5ntuwmjg4nl5bml5banbnxkftztgwmteymti1mdi-_v1_sx1777_cr001777747_al_Ir ao cinema sem saber nada é um sentimento um tanto esquisito para quem é fã da série. Afinal, acompanhamos o crescimento do bruxo e todos os conflitos vividos em Hogwarts: primeiro no livro e em seguida no cinema. Neste filme, as únicas informações prévias que temos são as criaturas e suas características. O que não dá tantas dicas perto de um roteiro tão rico e detalhado quanto o apresentado nas telonas.

Sim. Animais Fantásticos é uma grande homenagem aos fãs da saga que estavam com saudade de reviver um universo tão mágico e tão detalhado. A escolha de Eddie Redmayne como protagonista foi sábia. Assim como Daniel Radcliffe nos primeiros filmes, Eddie tem um olhar doce, curioso, inocente e principalmente, de encantamento. No filme, Eddie dá vida a Newt Scamander, um magizoologista que chega à cidade de Nova York acompanhado de sua maleta carregada de animais de todos os tipos. Ao descer do navio, uma série de desventuras é iniciada em meio a um grande conflito da comunidade bruxa norte-americana, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses.

E não precisou de muito tempo para entendermos que este filme seria completamente diferente da franquia Harry Potter. Com um elenco formado predominantemente por adultos, um clima pesado e um céu acinzentado o tempo todo, este, acompanhou o amadurecimento dos fãs sem perder a magia. Animais Fantásticos vai além da homenagem. É uma redefinição do universo que conhecemos, trazendo novos personagens, cenários e conflitos. É entender que quanto mais descobrimos, mais sede temos de viver no universo criado por Rowling.

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Se nos oito filmes você acompanhou uma Londres moderna, neste você se depara com uma Nova York dos anos 1920. E é com base nisso que o longa carrega sua essência: uma atmosfera de ingenuidade, marcada pela burocracia e medo. As homenagens ficam marcadas por momentos sutis, em que é citada a escola de bruxaria concorrente de Hogwarts, Ilvermorny e diálogos em que Albus Dumbledore é citado.

Preciso confessar que quando o filme começou, me assustei com a direção que estava tomando. Os primeiros minutos de Jacob Kowalski (Dan Fogler) me trouxe o sentimento de comédia pastelão com o gordinho engraçado que aparece só para se dar mal. Paguei a língua! Kowalski é um personagem cativante, que quebra as barreiras do estereótipo de que todo gordinho tem que ser apenas engraçado e mostra que tem um papel muito mais importante do que simplesmente nos entreter. Em um elenco repleto de estrelas já consagradas como Colin Farrell, Ezra Miller e Jon Voight, Fogler se destaca!

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Após sermos apresentado à fofura de tantos personagens e sorrir com a dupla que tenta resgatar os animais que acabaram saindo da mala, o ambiente se torna sombrio e perigoso, confirmando que nem tudo são flores, como já estamos acostumados. Alguns momentos de jump scares somam para deixar o filme “menos infantil” e sabermos que a saga está apenas no começo. Falando em um filme “menos infantil”, neste também somos levados a uma boate comandada por elfos domésticos e apresentados a drinks que nos dão vontade de frequentar o ambiente e sorrir bastante. Para completar, Ezra Miller dá vida ao misterioso Credence, um jovem adotado por uma mulher trouxa que prega morte as bruxas e demonstra sua tristeza e abandono em seu comportamento.

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Animais Fantásticos reinventa a franquia, aposta no novo e surpreende o público! Os recursos de computação gráfica são incríveis e no IMAX ficou surpreendente. Se você é fã da franquia assim como eu, pode ter certeza de que vai amar a nova saga deste universo que tanto amamos viver!

E você, o que achou do filme ?

Felipe Borba

Nasceu no Pará, cresceu no Maranhão e vive em Minas Gerais. Além de se considerar um explorador da natureza; Felipe é publicitário com especialização em Marketing Estratégico, é viciado em novas tecnologias, queria ser adotado pelo Neil Gaiman e tem mais livros do que dá conta de ler.