Ação Críticas

Crítica: Deadpool

Ele veio em 2009 e foi um desastre total. Sete anos depois, a Marvel e a Fox mudaram isso e trouxeram à tela uma adaptação decente do hilário Deadpool (EUA, 2016). Com todo o humor, piadas e conversas com a plateia que eram esperados do personagem dos quadrinhos, Ryan Reynolds e companhia vão ganhar a franquia que merecem.

Como os créditos de abertura – sensacionais – avisam, os verdadeiros heróis da produção são os roteiristas, no caso Rheet Reese e Paul Wernick. Por mais que tenhamos alguns buracos em determinados momentos, a narrativa e, o mais importante, os diálogos, são ótimos. Por quê? A ordem não é cronológica; começamos com uma eletrizante cena de ação em uma ponte, depois voltamos ao tempo para entender como chegamos até ali, voltamos ao presente, ao passado de novo e tudo está explicado. Falando assim parece que é uma bagunça, mas não é não. Tudo bem que é muito mais divertido vermos Deadpool já transformado e não como Wade Wilson (Reynolds), mas é essencial entender sua história.

deadpool-crítica-2016 Crítica: Deadpool

Agora, as melhores parte, de longe, são as conversas presentes na película. Sejam elas entre os personagens, sejam elas entre o protagonista e nós, elas são o grande atrativo da adaptação da Fox. O anti-herói nada mais é do que um tagarela apaixonado que não mede esforços para se vingar daqueles que o fizeram ser o que é e evitar que façam com outros o mesmo. Deixo claro: ele não é mau, mas também não é uma pessoa boa; ele é tão adorado por causa do seu carisma e humor, perfeitamente incorporados por Reynolds. Ele puxa a cueca de um, goza a calça marrom do outro e o nome de detergente do médico Francis (Ed Skrein), atropela um com uma máquina de gelo mesmo levando um bom tempo para fazê-lo…difícil não se contagiar com seu humor negro.

O universo dali é tão louco que as piadas misturam tanto aquele ambiente fictício quanto o mundo real em que vivemos. Temos a mutante Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand) que é constantemente comparada à Sinead O’Connor, a escola dos X-Men que somente possui dois alunos de Charles Xavier porque, segundo Deadpool, o estúdio não teve dinheiro para pagar os outros atores, referências a outros filmes e por aí vai. Sem contar as brincadeiras com o próprio Reynolds e os fracassos do Deadpool de 2009 e o longa do Lanterna Verde.

Sem isso eu duvido muito que teria gostado de Deadpool, admito; o que o torna o sucesso que é são as características do personagem central e como ele envolve os coadjuvantes. Pontos também para o diretor Tim Miller, que realizou um filme cativante, traduzindo em imagens essa personalidade hilária e tagarela de Wade Wilson. Provavelmente veremos essa mesma equipe trabalhando junta na continuação, já autorizada pelo estúdio. Mal posso esperar por ela!

OBS: tem cameo do fofo do Stan Lee e cena pós-créditos, fiquem atentos!

 

 

Daniela Pacheco

Fascinada por cinema desde pequena. Ídolos? River Phoenix, Audrey Hepburn, Wagner Moura e Marion Cotillard.