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Os 20 melhores livros de 2016

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2016 foi um ano incrível para quem ama ler. Além de grandes lançamentos, este também foi o ano de edições especiais e comemorativas de títulos que já estão entre os nossos favoritos há bastante tempo! Selecionamos clássicos, novos nomes da ficção científica, terror, e é claro, muito livro que já virou ou vai virar filme. Confira!

20 – Ed & Lorraine Warren: Demonologistas – Gerald Brittle

Tradução: Giovanna Louise

“As pessoas têm sido metodicamente ensinadas a não acreditar em fantasmas, espíritos e forças sobrenaturais porque se supõe que essas coisas sejam ‘irracionais’. Na minha opinião, fechar a mente ao conhecimento é que é irracional.”

Começamos a nossa lista com uma das editoras mais queridas entre nós: a DarksideBooks. A editora que vem conquistando o coração (e alma) dos leitores com edições fantásticas, trouxe um dos livros mais aguardados para quem é fã de terror: Ed & Lorraine Warren. A biografia definitiva dos mais famosos investigadores paranormais do nosso plano astral. Não é de hoje que os fãs do terror conhecem Ed Warren e sua esposa, Lorraine. O casal foi retratado em filmes de grande sucesso, como Invocação do Mal, Annabelle e Horror em Amityville. Mas basta folhear as páginas de Ed & Lorraine Warren: Demonologistas para constatar que, muitas vezes, a vida pode ser bem mais assustadora que o cinema. No livro, Gerald Brittle desvenda alguns dos principais casos reais vividos pelos Warren. Ed e Lorraine permitiram ao autor acesso exclusivo aos seus arquivos sobrenaturais, que incluem relatos extraordinários de poltergeists, casas mal-assombradas e possessões demoníacas. O resultado é um livro rico em detalhes como nenhum outro.

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19 – O Dia em que a Inspiração apareceu – Rob Gordon

O começo do conto já é extremamente corajoso. Nos primeiros parágrafos, e pela própria capa, já é possível notar um certo ar noir. Depois outras boas referências vêm, como Um conto de Natal de Charles Dickens e Medianeras, filme argentino de Gustavo Taretto. Mas acima disso tudo está uma das principais características de Rob Gordon, a tremenda sensibilidade de extrair emoções de cenas cotidianas simples. Sempre consumi arte, primeiro por uma necessidade básica, conforme descrevo no editorial do meu blog (A vida não faz sentido sem o estudo da arte); mas também por que tenho convicção que algumas delas me tornam uma pessoa melhor. Este é o caso de O Dia em que a Inspiração Apareceu, um conto que me conquistou já na sua descrição: “O mais importante não é descobrir se uma história é real, e sim o que ela pode ensinar sobre a realidade.” (Por: Leonardo Carnelos)

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18 – Coração de Aço (Executores #1) – Brandon Sanderson

Tradução: Isadora Prospero

“O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”

Sem dúvida alguma, a Editora Aleph está entre as nossas preferidas. Afinal, uma editora especialista em ficção científica e que rala pra caramba para trazer grandes títulos para o Brasil, não podia ficar e fora da nossa lista. Com certeza você já deve ter ouvido falar do grande Brandon Sanderson e seu mais novo título: Coração de Aço. No primeiro livro da série Executores, várias pessoas, de diferentes origens, recebem superpoderes, mas são corrompidas por eles e tornam-se vilões cruéis. Após tomarem o controle das cidades para si, eles criam uma nova realidade distópica, submetendo os humanos a uma vida de servidão. Isso aconteceu há dez anos, quando David viu seu pai ser morto por Coração de Aço, ditador de Nova Chicago. Agora, ele se dedica a estudar as fraquezas desse e de outros supervilões, planejando fazer parte do misterioso grupo dos Executores, pessoas comuns com a ousada missão de matar os tiranos um a um.

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17 – Homens Elegantes – Samir Machado de Machado

Tradução:

“[…] O mundo é cruel, lhe dizem. Não, o mundo é indiferente, são as pessoas que decidem serem ou não cruéis. ”

Em Homens Elegantes, somos apresentados ao personagem Érico Borges, um fiscal de alfândega brasileiro e veterano da Guerra Guaranítica, que é enviado a Londres em 1760. Seu objetivo é investigar uma rede de contrabando de um dos artigos mais controlados no comércio brasileiro de então: livros. Assim, ele se vê saindo de um Brasil Colônia de mentalidade quase medieval, direto para um dos centros nervosos do Iluminismo.

Criado em uma colônia, o provinciano Érico não é nada bobo. Ele é um hábil espadachim, um grande espião e um leitor perspicaz. Com tantos atributos, seria impossível convocar outra pessoa para tal missão. Aos poucos, o protagonista se disfarça de Barão de Lavos para se misturar e se infiltrar à sociedade londrina (que é completamente diferente e avançada se comparada ao Brasil) e se deslumbra com as excentricidades e com a liberdade encontrada por lá. Durante toda a narrativa, somos transportados para um passado de luxo, bailes, vestes e costumes da época. Com tantas descrições, fica praticamente impossível não se sentir parte da Sociedade Macarroni do Séc. XVIII.

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16 – Depois a Louca sou eu – Tati Bernadi

“Eu me sinto pilhada desde que nasci e… que cansaço, pelo amor de Deus. Jura que você precisa de algo “que te tire de você?” “Que te leve daqui?” Eu só quero algo que me devolva a mim.”

 Tati Bernardi possui uma escrita leve e divertida, rondada de comentários ácidos e sarcasmo. Em Depois a Louca sou Eu, Ela continua questionando convenções sociais consagradas, mas que perderam um pouco do sentido com o avançar do tempo, deflagrando incoerências e hipocrisias nas relações humanas que às vezes fazemos e concordamos sem nem mesmo nos questionar os motivos por trás daquilo. Quase que num formato de esquetes de stand-up comedy, o livro episódico é uma ótima opção pra ler de forma descompromissada, mas ao mesmo tempo consumir conteúdo de qualidade. (Por: Leonardo Carnelos)

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15 – Vertigo (Um Corpo que Cai) – Pierre Boileau, Thomas Narcejac

Tradução:Fernando Scheibe

“Pois há verdades em que não podemos deter nosso pensamento sem sentir imediatamente uma vertigem da alma, cem vezes mais horrível que a vertigem do corpo”.

Publicado originalmente em 1954 com o título D’entre Les Morts, Vertigo – Um Corpo que Cai chega ao Brasil em uma edição de luxo na coleção Hitchcok, lançado pela editora Vestígio. O filme seguiu o enredo criado no romance de forma surpreendente, e, por mais que sejam poucas, as mudanças são bastante significativas, principalmente com relação às motivações dos personagens.

A trama começa em 1940, quando o detetive policial Flavières é forçado a renunciar seu trabalho após um acidente em um telhado. O protagonista havia perseguido um suspeito, mas acabou sofrendo um ataque de vertigem e perdeu a coragem. Como resultado, seu colega policial acaba sendo morto.

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14 – Homens imprudentemente poéticos – Valter Hugo Mãe

“Estavam vivos e juntos, pensavam. Estavam vivos e juntos. A felicidade poderia ser aquilo. Matsu, por incapacidade de se conter, dizia isso mesmo: a felicidade está na atenção a um detalhe. Como se o resto se ausentasse para admitir a força de um instante perfeito.”

Quando li O Filho de Mil Homens, me apaixonei de cara pelo trabalho de Mãe. Com o passar do tempo, comecei a tomar gosto pelo autor e procurar tudo que ele fazia. Encontrei diversos videos e entrevistas do português no youtube, em canais como Fronteiras do Pensamento e daí em diante, não paro de recomendar ele para ninguém.

Em Homens Imprudentemente poéticos, Mãe situa seus personagens em uma aldeia no sopé do monte Fuji, próximo da região conhecida como a Floresta dos Suicidas, lugar que visitou enquanto escrevia a história. Os vizinhos, o artesão Itaro, que está em fase de preparação para a morte, e o oleiro Saburo são inimigos, mas devido às circunstâncias da vida, relativizam a discórdia e se opõem com cordialidade. Tal como em seu romance A desumanização, que teve a Islândia como cenário, Mãe escolhe um lugar longínquo para retratar a história, levando o leitor ao Japão profundo, um  ambiente sagrado que partilha o mesmo universo das fatalidades e da miséria. Diante das dificuldades e conscientes do valor da natureza exuberante que os cerca, os personagens passam a valorizar as pequenas alegrias do cotidiano e a espera da morte.

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13 –Neuromancer – William Gibson

Tradução: Marcia Men

“Night City era como uma experiência malsucedida de darwinismo social, projetada por um pesquisador entediado que não tirava o dedo do botão de fast-forward.”

Publicado originalmente em 1984, Neuromancer retorna em uma edição especial ilustrada por Josan Gonzalez. Vencedor dos principais prêmios da ficção científica, este é o livro de estreia de William Gibson – que anteviu vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Prevendo um futuro onde o mundo virtual se sobressai sobre a vida real, a obra tornou-se uma referência do gênero e foi eleita pela TIME como um dos 100 melhores romances do século. 

Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da Matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade. Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson.

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12 – Flores – Afonso Cruz 

“Tenho certeza de que a vida morre com a rotina e não com a morte, e que o hábito nos petrifica, um dia olhamo-nos ao espelho e estamos transformados em estátuas, faz lembrar a mulher de Lot, quando ela e o marido saem de Sodoma, estando esta a ser destruída devido à iniquidade dos seus habitantes, e lhe dizem para não olhar para trás.”

Um homem sofre muito com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o fato de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. Contudo, talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo e constatar o quanto a sua vida se afastou dela, o homem decide ajudar o vizinho a recuperar todas as recordações perdidas. Em seu livro mais recente, o português Afonso Cruz apresenta uma bela reflexão sobre o amor e a memória.

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11 – Rita Lee – Uma Autobiografia

“Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas – e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas…. Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado. ”

Guilherme Samora é jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee.

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10 – As Chamas do Paraíso (A Roda do Tempo #5) – Robert Jordan

Tradução: Rafael Miranda Rodrigues

“Só uma batalha perdida é mais triste que uma batalha vencida.”

Depois de uma perigosa jornada ao Deserto Aiel, Rand se consagrou como Aquele Que Vem Com a Aurora, conforme profetizado por seu novo povo. Ter um exército de homens e mulheres extremamente hábeis na batalha deveria ser uma vantagem, mas, conforme se apega aos novos aliados, o Car’a’carn , chefe dos chefes, se sente cada vez mais vulnerável às tramas de seus inimigos. Enquanto isso, Nynaeve e Elayne perdem aliadas importantes e ganham uma poderosa inimiga. Após a expulsão de Siuan Sanche da Torre Branca, as duas Aceitas devem tentar encontrar as poucas Aes Sedais que continuam fiéis à sua causa. Porém, Moghedien está à espreita, determinada a capturar Nynaeve em sua teia. Em As Chamas do Paraíso , Jordan aprofunda ainda mais seu criativo universo. Antigas instituições caem por terra e novas alianças se formam, pois o Dragão provoca mudanças por onde passa. Heróis lendários se juntam à história no novo volume de A Roda do Tempo , uma das mais extraordinárias séries já escritas.

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09 – Mr. Mercedes (Trilogia Bill Hodges #1) – Stephen King

Tradução: Regiane Winarski

“Todo preceito moral é uma ilusão. Até as estrelas são miragem. A verdade é a escuridão, e a única coisa que importa é fazer uma declaração antes de entrar nela. Rasgar a pele do mundo e deixar uma cicatriz. É disto que se trata a história, afinal: cicatrizes”.

Nesta nova trama de King, Bill Hodges acaba de se aposentar da polícia e deixou alguns casos não resolvidos, e um deles é nada menos que Mr. Mercedes. Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.

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08 – Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni – Ilana Casoy

Para quem ainda não conhece a autora, Ilana Casoy é pesquisadora e escritora na área de violência e criminalidade, possui um currículo gigante (que você pode conferir clicando aqui), têm quatro livros publicados, incluindo os sucessos: Serial Killer – Louco ou Cruel? e Serial Killers – Made in Brazil – publicados pela DarkSide Books. Em seu mais novo trabalho, Casoy nos apresenta os dois casos mais famosos do Brasil dos últimos tempos: “Arquivos Richthofen” e “Arquivos Nardoni”.

A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes. A autora traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público

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07 – Clarice Lispector Todos os Contos – Organização e prefácio Benjamin Moser

” Laura se espantou um pouco, porque as coisas nunca eram dela. Mas estas rosas eram! Rosadas, pequenas, perfeitas. Olhou-as com incredulidade: eram lindas e eram suas. Por que dá-las então? Linda e dá-las? Pois quando você descobre uma coisa boa, então você vai e dá? O fato de não durarem muito parecia tirar-lhe a culpa de ficar com elas, numa obscura lógica de mulher que peca. “

Nesta linda edição publicada pela Editora Rocco, não nos deparamos com um simples livro, mas com uma verdadeira declaração de amor. Organizado por Benjamim Moser, fã declarado da autora, Todos os Contos foi publicado primeiro no Reino Unido e Estados Unidos. Foi considerado um dos melhores livros de 2015 e também levou o prêmio de uma das melhores capas do ano.  Hoje o nome de Clarice se tornou bastante comum por conta das frases publicadas nas redes sociais, mas o que muitos não sabem é que nas décadas de 1940 até 1970, seus escritos eram considerados por muitos como subversivo, imoral e similares. O livro é uma excelente opção para quem nunca leu nada ou está iniciando sua jornada a se tornar um clariciano. Nesta coletânea, é possível conhecer Clarice por inteiro, desde os primeiros escritos, ainda na adolescência, até as últimas linhas.

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06 – Forrest Gump – Winston Groom

Tradução: Aline Storto Pereira

Forrest Gump é um idiota. Ou ao menos é assim que a sociedade o considera. Estigmatizado por seu QI baixo, Forrest não acredita ter nascido para grandes feitos. Mas as situações em que se envolve desde a juventude são tudo, menos comuns. Ainda na escola, o jovem gigante do Alabama é promovido a prodígio do futebol americano, em um primeiro sucesso que rapidamente o leva a outras aventuras. Do Vietnã à China Comunista, da Nova Guiné a Hollywood e até no espaço, inusitadas circunstâncias vão guiando Forrest em uma trajetória de vida impressionante e nada corriqueira. A obra chega às livrarias com acabamento em capa dura, 13 ilustrações de Rafael Coutinho – ilustrador, desenhista, quadrinista e fã da obra – e um ensaio comparando o livro à sua adaptação cinematográfica, feito pela francesa Isabelle Roblin – professora da Université du Littoral Côte d’Opale. Também merece destaque a capa dupla-face: uma sobrecapa de papel, com impressão em ambos os lados, que permite ao leitor escolher o seu design favorito. A capa é de Pedro Inoue, o mesmo artista de 2001: Uma Odisseia no Espaço e a da edição comemorativa de 50 anos de Laranja Mecânica.

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05 – Deuses Americanos – Neil Gaiman

Tradução: Leonardo Alves

“Sabem, acho que prefiro ser homem do que deus. A gente não precisa de ninguém para acreditar na gente. A gente vai seguindo em frente de qualquer jeito. É o que fazemos. ”

 Neil Gaiman é o meu autor favorito. Ele sempre conseguiu me fazer sorrir quando eu não estava no clima e que a cidade pode ser repleta de surpresas positivas. A sua criatividade é uma das minhas grandes fontes de inspiração, e em Deuses Americanos não foi diferente.

2016 foi um ano perfeito para os fãs do mestre dos sonhos. Além desta edição de Deuses Americanos, também fomos agraciados com: Lugar Nenhum, Criaturas Estranhas e Alerta de Risco. Recomendo os três! Publicado originalmente em 2001, Deuses Americanos retorna pela Editora Intrínseca na edição preferida do autor. A saga da obra é contada ao longo da jornada de Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de olhar enigmático que está sempre com um sorriso no rosto, embora pareça nunca achar graça de nada. Depois de apostas, brigas e um pouco de hidromel, Shadow aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos, um país tão estranho para Shadow quanto para Gaiman. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses — os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) —, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

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04 – Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter #8) – J.K. Rowling

Tradução: Anna Vicentini

“Aqueles que amamos jamais nos deixam verdadeiramente, Harry. Existem coisas que a morte não pode tocar. Pintura… e lembrança… e amor.”    

Falar de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada sem falar em nostalgia, é praticamente impossível. Afinal, quem tem seus vinte e poucos anos hoje, cresceu com Harry, Rony e Hermione. Mas este livro não está na quarta posição simplesmente por se tratar de algo que estávamos um tanto que ansiosos para ler. Pode-se dizer que a magia de Harry salvou o mercado editorial em 2016 e deu a revigorada que as livrarias tanto precisavam. Quanto ao livro, muitos consideraram uma verdadeira fanfic e outros ficaram bastante felizes com o resultado.  O que muitos andam chamando de um oitavo livro, é na verdade um roteiro de uma peça de teatro, podendo ter complicado a leitura de muitos. O mais bacana disso, foi a  elaboração de algumas das rubricas, nos situando em termos de cenário, personagens e, até mesmo, alguns gestos que os atores devem realizar. Quanto ao livro, a história se passa 19 anos após os acontecimentos em Harry Potter e as Relíquias da Morte. E é importante enfatizar que Harry sai um pouco de cena e dá espaço para seu filho Albus, que ao entrar para Hogwarts passa a ter problemas com tudo que envolve seu pai e principalmente, o passado de seu sobrenome.

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03 – Enclausurado – Ian McEwan

Tradução: Jorio Dauster

“Então aqui estou, de cabeça para baixo, dentro de uma mulher. Braços cruzados pacientemente esperando, esperando, esperando e me perguntando dentro de quem estou, o que me aguarda”, diz o feto na primeira linha de Enclausurado

O narrador deste livro é nada menos do que um feto. Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante — que é também tio do bebê —, assassinar o marido. Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro de McEwan é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade.

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02 – Destinos e Fúrias – Lauren Groff

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

“Sua avidez, sua profunda bondade, eram as vantagens do privilégio dele. Esse sono tranquilo de ter nascido homem, rico, branco, americano e nessa época próspera, quando as guerras que aconteciam eram longe de casa. Esse rapaz que ouviu desde o momento em que nasceu que podia fazer o que quisesse. Só precisava tentar. Poderia errar e errar, e todo mundo esperaria até ele acertar. ”

Muito além dos livros sobre casamentos desastrosos que estamos acostumados a ver, Destinos e Fúrias nos faz refletir a ambiguidade do casamento, os papeis que o homem e a mulher exercem na relação e quais são as tantas regras invisíveis que assolam essa instituição.

Para começar, Destinos e Fúrias foge da visão romântica, abordando o amor e o casamento de uma forma completamente diferente. Na obra, o amor pleno e sem divergências é substituído por um amor complexo, dúbio e questionável. Provocante, a obra de Lauren Groff nos apresenta os jovens Lotto e Mathilde, de 22 anos, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos: reuniões com amigos no apartamento em Manhattan; uma carreira que ainda não paga as contas; uma casa onde só cabem felicidade e sexo bom. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido.

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01 – Guerra do Velho – John Scalzi

Tradução: Petê Rissatti

“Parte do que nos faz humanos é o que significamos para as outras pessoas e o que as pessoas significam para nós. ”

Scalzi é atualmente o queridinho da ficção científica nos Estados Unidos e fechou este ano um contrato de 3,4 MILHÕES DE DÓLARES com a Editora Tor. O autor venceu em 2013 o Hugo Awards e fechou três contratos para adaptações televisivas dos livros Redshirts pelo FX, Lock in pela Legendary TV e Guerra do Velho pelo Syfy.

O que torna alguém humano? Qual o significado da mortalidade e a ética de extensão de vida?

Diferente de muitas obras da categoria, Guerra do Velho passa longe de ser um livro sério e cheio de explicações complexas, deixando a leitura ainda mais fluida e despretensiosa.  A obra é um entretenimento de ficção científica e ideal para quem está começando no gênero. Nesta aventura intergaláctica, os seres humanos acima de 75 anos são convocados a participarem do exército e lutar no espaço contra raças alienígenas um tanto hostis, enquanto na terra ninguém sabe muito bem o que está se passando lá fora. O exército, conhecido como Forças Coloniais de Defesa (FCD) não apenas mantém a guerra longe dos terráqueos e colonos, como também evita que eles saibam demais sobre a situação do universo. Nesta era das viagens interestelares, poucos são os planetas habitáveis disponíveis e para piorar, há muitos alienígenas lutando por eles.

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Felipe Borba

Nasceu no Pará, cresceu no Maranhão e vive em Minas Gerais. Além de se considerar um explorador da natureza; Felipe é publicitário com especialização em Marketing Estratégico, é viciado em novas tecnologias, queria ser adotado pelo Neil Gaiman e tem mais livros do que dá conta de ler.

Participe do nosso bolão de apostas para os vencedores do Oscar 2017!