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	<title>Cinema de Buteco</title>
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	<description>Cinema por quem entende mais de mesa de bar</description>
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		<title>A Invenção de Hugo Cabret</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 02:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tullio Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drinks e Petiscos]]></category>
		<category><![CDATA[A Invenção de Hugo Cabret]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações]]></category>
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		<description><![CDATA[SE, COMO AFIRMAM OS TEÓRICOS, o cinema é a “arte do tempo” ou a “arte da luz”, Martin Scorsese parece querer ilustrar estas premissas com seu A Invenção de Hugo Cabret, indicado a 11 categorias do Oscar neste ano (Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Montagem, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Trilha Sonora, Efeitos Visuais, Mixagem e Edição de Som). Antes<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
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<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html/scorsesehugo" rel="attachment wp-att-8080"><img class="aligncenter" title="ScorseseHugo" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/ScorseseHugo.jpg" alt="ScorseseHugo A Invenção de Hugo Cabret" width="691" height="488" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">SE, COMO AFIRMAM OS TEÓRICOS, o cinema é a “arte do tempo” ou a “arte da luz”, Martin Scorsese parece querer ilustrar estas premissas com seu A Invenção de Hugo Cabret, indicado a 11 categorias do Oscar neste ano (Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Montagem, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Trilha Sonora, Efeitos Visuais, Mixagem e Edição de Som). Antes de tudo, não se trata de uma produção endereçada ao público infanto-juvenil ou apenas aos cinéfilos de plantão, mas a qualquer pessoa que goste minimamente do ritual de ir ao cinema – e o filme deve ser visto em tela grande, uma vez que a projeção é em 3D, numa espetacular utilização desta tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que narrar as aventuras do solitário e esperto órfão Hugo (Asa Butterfield) que vive escondido em uma estação de trem de Paris, buscando desvendar a engrenagem de um misterioso protótipo encontrado por seu falecido pai (Jude Law), o filme – uma adaptação do romance infanto-juvenil de Brian Selznick – faz uma declaração de amor ao cinema e a um de seus mais geniais pioneiros: o mágico francês, “pai dos efeitos especiais”, Georges Méliès (1861-1938).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html/hugokingsleymelies" rel="attachment wp-att-8079"><img style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="hugoKingsleyMelies" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/hugoKingsleyMelies.jpg" alt="hugoKingsleyMelies A Invenção de Hugo Cabret" width="386" height="242" align="left" hspace="10" vspace="5" /></a>Como pode ter sido relegado ao esquecimento (ainda em vida) um dos maiores inventores do cinema, autor de mais de 500 filmes – infelizmente, muitos perdidos na inexorável marcha do tempo? “O tempo não tem sido gentil com os filmes” – diz o personagem do pesquisador (interpretado por Michael Stuhlbarg) a um Hugo que, assim como muitos espectadores, desconhece aquele cineasta que já simulava 3D em sua época, com várias camadas de belos cenários e técnicas inventivas; que tirava de sua mente criativa as ideias mais lúdicas e inusitadas a fim de encantar o público, percebendo o potencial do cinema para tornar possível o impossível. Ben Kingsley compõe com magnífica fidelidade um Méliès comovente, desiludido e digno, apresentando-o às novas gerações, numa exaltação à magia do cinema como arte do espetáculo que ele ajudou a criar.</p>
<p style="text-align: justify;">“O que é incrível sobre Méliès é que ele explorou e inventou basicamente boa parte do que fazemos hoje com computadores, tela verde e tecnologia digital, mas ele conseguiu apenas com sua câmera e estúdio”, afirma Scorsese, no folder de divulgação do filme. “E quando olho para trás e vejo os seus filmes originais, me sinto emocionado e inspirado, porque eles ainda carregam a vibração da descoberta mais de 100 anos depois de terem sido feitos. E também porque eles estão entre as primeiras e mais poderosas expressões de um formato de arte que eu amo, e ao qual me dediquei pela maior parte da minha vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cinéfilo desde a infância solitária e asmática, grande conhecedor da História do Cinema e fervoroso defensor da preservação e restauração de filmes, Scorsese conduz o espectador pelo mundo e a época em que o cinema se estabelecia como principal forma de entretenimento do século XX, desde seu primeiro plano: um envolvente mergulho da câmera pela cidade luz até a estação de trem e as engrenagens de um imenso relógio em que vive o protagonista. A chegada da câmera à estação nos remete a um dos primeiro filmes exibidos publicamente pelos irmãos Lumière, no Grand Café do Boulevard des Capucines, a 28 de dezembro de 1895, A Chegada do Trem à Estação de La Ciotat – episódio recriado dentro da acessível narrativa dos “filmes dentro do filme” que Scorsese habilmente articula.</p>
<p>Passado no início da década de 1930, A Invenção de Hugo Cabret ainda presta homenagem a vários momentos marcantes do período mudo e não só nas reconstruções de cenas dos fantásticos filmes de Méliès, com uma coloração que referencia suas películas pintadas à mão: Viagem à Lua (1902) e sua iconográfica lua atingida por uma bala de canhão, além de A Sereia (1904), em que Scorsese, com licença poética, possibilita um close-up inédito em Madame Méliès (interpretada por Helen McCrory). Além disso, insere trechos de O Garoto (1921, Chaplin), A Caixa de Pandora (1929, Pabst), O Gabinete do Dr. Caligari (1919, Wiene), A General (1926, Bruckman e Keaton), O Homem-Mosca (1923, Newmeyer e Taylor). Aliás, este último numa recriação dentro da própria narrativa, reforçando a ideia de que a vida (no caso, a de Hugo) imita a arte.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html/george-melies-la-voyage-dams-la-lune" rel="attachment wp-att-8081"><img title="george-melies-la-voyage-dams-la-lune" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/george-melies-la-voyage-dams-la-lune.jpg" alt="george melies la voyage dams la lune A Invenção de Hugo Cabret" width="358" height="270" align="left" hspace="10" vspace="5" /></a>Através de seu filme e das obras citadas, Scorsese reporta à noção do cinema como grande invento do mundo moderno, com a exaltação da velocidade (lembrando que fotografias passam rapidamente por nossos olhos nos dando a ilusão de movimento): engrenagens, máquinas, trens e relógios (elementos que constituem a essência da visualidade do filme); além do fascínio e da “fantasmagoria” das primeiras imagens projetadas como misteriosas sombras de luz numa tela branca e numa sala escura. É interessante que uma das primeiras palavras pronunciadas por Méliès/Kingsley no filme seja “ghosts” (fantasmas), ao folhear o caderno de notas e desenhos de Hugo, que, por sua vez, remetem a um flip-book – um dos brinquedos óticos do século XIX que evidencia a própria origem das imagens em movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com interpretações cativantes do talentoso elenco, além do rigoroso trabalho da equipe com antigos colaboradores, Scorsese – novamente aparecendo como fotógrafo numa cena (como o fizera em A Época da Inocência, de 1993) – contagia o público com o prazer genuíno que sempre revela em seu ofício de cineasta. O filme ainda apresenta uma visualidade impressionante, desde a reconstituição de época primorosa, do veterano designer de produção Dante Ferretti, até os efeitos especiais que deixariam Méliès orgulhoso de seu legado.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, deve-se ressaltar a sábia e pertinente utilização da filmagem em 3D que, com raras exceções, vem sendo mal aproveitada nas produções atuais, vezes afastando o espectador do que acontece na tela – com a impressão de objetos sendo atirados em sua direção. No início de A Invenção de Hugo Cabret, flocos de neve parecem envolver toda a sala de cinema, para, a partir daí, nos conduzir ao interior do filme, através da ampliação da profundidade de campo, fazendo-nos mergulhar no mundo fascinante de Hugo Cabret e no universo de sonho da sétima arte. Na verdade, como disse Scorsese em entrevista: &#8220;Todos nós vemos em três dimensões&#8221;. E na primeira incursão por esta tecnologia de um dos mais relevantes diretores do cinema contemporâneo, através dessa imersão, potencializa-se a experiência emocional e estética do espectador que assiste ao filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma aula de cinema para crianças de todas as idades que amam a fantasmagoria que nos transporta por algumas horas para um mundo utópico, lúdico e encantador. Um refúgio que nos permite continuar sãos e otimistas neste mundo real tão assustador e desencantado&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html/hugo_cabret" rel="attachment wp-att-8082"><img class="aligncenter  wp-image-8082" title="HUGO_CABRET" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/HUGO_CABRET.jpg" alt="HUGO CABRET A Invenção de Hugo Cabret" width="720" height="435" /></a></p>
<p><strong>Título original:</strong> <em>Hugo</em><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-invencao-de-hugo-cabret.html/hugokingsleymelies" rel="attachment wp-att-8079"><br />
</a> <strong>Direção:</strong> Martin Scorsese<br />
<strong>Roteiro:</strong> John Logan<br />
<strong>Elenco:</strong><br />
<strong>Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip5.jpg" alt="caip5 A Invenção de Hugo Cabret"  title="A Invenção de Hugo Cabret" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>

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		<title>Toda Forma de Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tullio Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drinks e Petiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Plummer]]></category>
		<category><![CDATA[Ewan Mcgregor]]></category>
		<category><![CDATA[Mélanie Laurent]]></category>
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		<category><![CDATA[Toda Forma de Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[BELAS HISTÓRIAS DE AMOR NÃO SURGEM FACILMENTE EM QUALQUER PRODUÇÃO HOLLYWOODIANA. Geralmente, os romances costumam ser babacas, extamente igual acontece na vida real. Quando um longa-metragem consegue capturar a essência do amor, na grande parte das vezes, trata-se de representar a frustração e o amor como uma constante fonte de alegria e decepção. Exemplo mais<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html/beginners-movie-poster1" rel="attachment wp-att-8063"><br />
</a><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html/beginners2" rel="attachment wp-att-8064"><img class="aligncenter size-full wp-image-8064" title="beginners2" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/beginners2.jpg" alt="beginners2 Toda Forma de Amor" width="578" height="420" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">BELAS HISTÓRIAS DE AMOR NÃO SURGEM FACILMENTE EM QUALQUER PRODUÇÃO HOLLYWOODIANA. Geralmente, os romances costumam ser babacas, extamente igual acontece na vida real. Quando um longa-metragem consegue capturar a essência do amor, na grande parte das vezes, trata-se de representar a frustração e o amor como uma constante fonte de alegria e decepção. Exemplo mais recente é o de <strong>Namorados Para Sempre</strong>. Porém, vez ou outra surgem produções capazes de celebrar o sentimento sem cair no ridículo. <strong>Direito de Amar</strong>, produção que (quase) rendeu o Oscar de Melhor Ator para <strong>Colin Firth</strong>, e <strong>Toda Forma de Amor</strong> são alguns desses filmes e curiosamente, ambos tem temática gay.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mike Mills</strong> escreveu o roteiro de <strong>Toda Forma de Amor</strong> como uma espécie de autobiografia de sua própria vida. Assim como acontece no filme, que ele também assina a direção, o seu pai se assumiu gay depois de uma idade avançada e pouco depois faleceu. Mills disse que essa foi a maneira que encontrou para continuar o diálogo com o seu pai, que sempre falava sobre as suas experiências de vida e da busca constante pela felicidade e o amor. O título original <em>Beginners</em> remete exatamente a essa relação, em que dois homens passam a lidar com a vida depois de tomarem grandes decisões.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html/569761-the-beginners" rel="attachment wp-att-8062"><img class="aligncenter size-full wp-image-8062" title="569761-the-beginners" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/569761-the-beginners.jpg" alt="569761 the beginners Toda Forma de Amor" width="650" height="366" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Toda Forma de Amor</strong> (que nem na <a href="http://letras.terra.com.br/lulu-santos/103/">música</a> do Lulu Santos) narra o recomeço da vida de dois homens: um senhor de 75 anos de idade, que após a morte da esposa, se assume gay e passa a viver tudo que negou durante toda a sua vida. Hal encontra a sua verdadeira felicidade e se encontra como pessoa, mesmo sabendo que estava com câncer e que logo morreria; e de seu filho adulto, Oliver, que começa a refletir sobre a sua própria vida e em tudo que aprendeu com o pai e suas descobertas.</p>
<p style="text-align: justify;">Descrevendo a sinopse dessa maneira, o leitor mais desavisado pode criar a falsa impressão de que <strong>Toda Forma de Amor</strong> é uma comédia dramática gay, mas não é. Assim como acontece em <strong>Direito de Amar</strong>, a sexualidade do personagem pouco importa para tudo que o filme tem a oferecer para o público. Mais do que a relação de cumplicidade entre pai e filho (interessante notar que Oliver não faz julgamentos quanto a decisão do pai em sair de dentro do armário) e do aprendizado que essa relação deixa para Oliver, o filme é justamente sobre não ter medo de recomeçar a sua própria vida do zero e correr atrás do que realmente nos torna realizados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> <strong><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html/images-4" rel="attachment wp-att-8065"><img title="images" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/images1.jpeg" alt=" Toda Forma de Amor" width="299" height="168" align="left" hspace="10" vspace="5" /></a></strong>Christopher Plummer</strong> justifica toda a badalação em torno de sua performance como Hal Fields. Durante boa parte do drama, a impressão que fica é que os comentários foram supervalorizados, já que, por melhor e mais competente que o ator seja, não havia nenhum motivo de alarde até chegar na etapa final e Hal contar sobre sua relação com a falecida esposa. Toda a cena, dos closes no rosto de Plummer até as coisas que são ditas, é de partir o coração. <strong>Ewan McGregor</strong> não faz feio e consegue mostrar seu talento ao lado de um ator tão eficiente quanto Plummer. Ele faz bem o papel de homem sofrido e que precisa se reinventar após a morte do pai. Acabei me lembrando de <strong>George Clooney</strong> e a sua participação apagada em<strong> Os Descendentes</strong>, onde ele interpreta um personagem que também passa por uma jornada de autoconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que o foco do filme esteja na relação de Plummer-McGregor, a atriz <strong>Mélanie Laurent</strong> (<strong>Bastardos Inglórios</strong>) rouba a cena como o interesse romântico de Oliver. Complicada, indecisa e altamente sedutora, Anna desenvolve um envolvente romance com o personagem de McGregor. A química entre os dois atores é deliciosa e oferece um ponto de vista mais otimista e jovial quanto a forma de melhor aproveitar uma relação amorosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um belo filme, acompanhado de uma trilha sonora recheada de jazz antigo e com atuações realmente inspiradas. Difícil não gostar de <strong>Toda Forma de Amor</strong> ou querer ficar se preocupando com eventuais &#8220;problemas&#8221; técnicos. Mills é competente ao contar a sua história, especialmente por usar uma narrativa não-cronológica para apresentar seus personagens e acontecimentos, e como todo bom filme que se preze, o importante é emocionar o espectador. Imperdível.</p>
<p> <a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/toda-forma-de-amor.html/beginners-movie-poster1" rel="attachment wp-att-8063"><img class="aligncenter" title="beginners-movie-poster1" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/beginners-movie-poster1.jpg" alt="beginners movie poster1 Toda Forma de Amor" width="281" height="432" /></a></p>
<p><strong>Título original:</strong> The Beginners<br />
<strong>Direção:</strong> Mike Mills<br />
<strong>Roteiro:</strong> Mike Mills<br />
<strong>Elenco:</strong> Ewan McGregor, Christopher Plummer, Mélanie Laurent</p>
<p><strong>Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip4.jpg" alt="caip4 Toda Forma de Amor"  title="Toda Forma de Amor" /></p>
<div></div>
<div></div>

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		<title>Guerreiro</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 15:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tullio Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drinks e Petiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Gavin O’Connor]]></category>
		<category><![CDATA[Guerreiro]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Nolte]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hardy]]></category>

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<p style="text-align: justify;">Leia também o texto de Fernanda Minucci.<br />
Leia ouvindo &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=RvCLA5kTmQA&amp;feature=related">Start a War</a>&#8220;, do The National.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/guerreiro.html/tom-hardy-shirtless-warrior-01-thumb-450x277-30430" rel="attachment wp-att-7847"><img class="aligncenter size-full wp-image-7847" title="tom-hardy-shirtless-warrior-01-thumb-450x277-30430" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tom-hardy-shirtless-warrior-01-thumb-450x277-30430.jpeg" alt=" Guerreiro" width="450" height="277" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">JULGAR UM FILME APENAS POR CONTA DA PRESENÇA DE UMA BANDA NA TRILHA SONORA É BURRICE? Provavelmente sim. Provavelmente não. A questão mais importante é ressaltar o impacto que a canção tem na cena em que é utilizada. Considerando por esse lado, só de ter &#8220;About Today&#8221;, do The National, o longa-metragem Guerreiro já merecia uma excelente cotação etílica no ranking do Cinema de Buteco. Acontece que ele também tem performances incríveis, cenas de lutas de tirar o fôlego e um belo roteiro do cineasta Gavin O`Connor.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme conta a história de dois irmãos que entram num torneio de luta-livre para conseguir pagar suas dívidas ou promessas. O problema é que eles não conversam há anos, após serem separados devido ao turbulento relacionamento de seus pais. O filho mais novo (Hardy) viajou com a mãe, deixando o mais velho (Edgerton) lidando com o pai alcoólatra (Nolte). Quando eles se encontram, cara a cara no ringue, precisam esquecer que são irmãos e lutar para cumprir os seus objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/guerreiro.html/tom-in-scene-from-warrior-tom-hardy-20086567-720-566" rel="attachment wp-att-7848"><img style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="Tom-in-scene-from-Warrior-tom-hardy-20086567-720-566" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Tom-in-scene-from-Warrior-tom-hardy-20086567-720-566.jpg" alt="Tom in scene from Warrior tom hardy 20086567 720 566 Guerreiro" width="346" height="272" align="left" hspace="10" vspace="5" /></a>A primeira coisa que deve ser elogiada em Guerreiro é a atuação de Nick Nolte. O veterano ator está interpretando um daqueles personagens que a Academia adora: um homem decadente e que busca o perdão por todos os erros e abusos cometidos no passado. O personagem lembra um pouco aquele interpretado por James Coburn no tenso Temporada de Caça, de 1997. Naquela ocasião, Nolte ficou apenas na indicação para o grande prêmio de melhor ator, enquanto Coburn recebeu o Oscar de Ator Coadjuvante por sua atuação como um pai abusivo e que ainda lidava com os reflexos da bebida em sua conturbada relação com os filhos. Paddy Conlon é frágil e tenta em vão recuperar o carinho e atenção dos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Explorar relacionamentos entre pais e filhos é um grande filão em Hollywood. Algumas vezes, como disse a Fernanda Minucci no seu texto, acaba sendo extremamente clichê. Guerreiro tenta escapar um pouco desse arriscado tema ao misturar a luta-livre na história e oferecer dois personagens principais muito bem trabalhados e que tornam inevitável que o espectador se identifique e acabe torcendo pelo sucesso de ambos. Connor é hábil ao conduzir o drama dos dois irmãos e adiar o encontro por boa parte da produção, algo semelhante ao que David Fincher fez em Millennium &#8211; Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. O choque de titãs é inevitável e deixa o público com o coração na mão, incapaz de decidir qual dos dois deverá sagrar-se campeão do torneio.</p>
<p style="text-align: justify;">Guerreiro tem as melhores cenas de luta dos últimos anos. Hardy destrói todos seus adversários com uma fúria de deixar até mesmo o Anderson Silva apreensivo. Logo na primeira luta, durante o treinamento de um outro lutador, Tommy apresenta toda a sua selvageria e desfere chutes e socos sem dó. Engraçado observar como a atitude do personagem nos ringues é exatamente o contrário do que ele é normalmente. Calado, marrento, mas com uma bagagem psicológica completamente abalada por conta de sua experiência na Guerra e também por conta dos familiares, Tommy libera toda a sua raiva nos oponentes. A atuação de Tom Hardy é fundamental para transformar Guerreiro em um filme especial. Ele não precisa falar nada para transmitir para o público os seus demônios e bem, essas coisas deveriam ser valorizadas numa atuação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/guerreiro.html/warrior-tom-hardy-25084717-500-328" rel="attachment wp-att-7849"><img class="aligncenter size-full wp-image-7849" title="Warrior-tom-hardy-25084717-500-328" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Warrior-tom-hardy-25084717-500-328.jpg" alt="Warrior tom hardy 25084717 500 328 Guerreiro" width="500" height="328" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com tantos comentários positivos, o longa-metragem acaba escorrendo na sua conclusão. O sentimentalismo fala mais alto e a aguardada luta final não passa de uma grande lavação de roupa-suja, quase como nos programas da Márcia Goldsmith. Claro que todo mundo que acompanha o UFC sabe que é a técnica e a estratégia que definem quem será o vencedor de uma luta, mas Connor ignorou esses detalhes para focar na tentativa de reconciliação dos dois irmãos. Ambos em frangalhos, com os corpos destruídos e aquela incômoda sensação de borboletas no estômago de quando estamos prestes a recuperar algo que ficou perdido por muito tempo. Não chega a estragar todas as qualidades apresentadas pelo elenco e pelo diretor/roteirista, mas diminuiu demais o ritmo e adrenalina do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de UFC se tornando paixão nacional e ficando cada vez mais forte no mundo todo, é uma grande surpresa pensar que mesmo assim, a produção foi lançada direto em DVD no Brasil.  Uma pena. Mas depois que O Cavaleiro das Trevas Ressurge estrear nos cinemas, o trabalho de Tom Hardy ganhará uma atenção especial e muitos filmes serão descobertos pelos cinéfilos. Guerreiro com certeza terá o seu lugar de destaque.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/guerreiro.html/warrior-tom-hardy-joel-edgerton" rel="attachment wp-att-7850"><img class="aligncenter size-full wp-image-7850" title="warrior-tom-hardy-joel-edgerton" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/warrior-tom-hardy-joel-edgerton.jpg" alt="warrior tom hardy joel edgerton Guerreiro" width="300" height="400" /></a></p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/sb3BkvsUXDk" frameborder="0" width="640" height="315"></iframe></p>
<p><strong><br />
Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="caip3.5 Guerreiro"  title="Guerreiro" /></p>
<div>
<p><em>Dedicado para a Julia Goulart, fã de MMA e UFC, que costuma dar porrada nos amiguinhos. </em></p>
</div>

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		<title>Meia Noite em Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 11:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/meia-noite-em-paris-2.html/meia-noite-em-paris-2" rel="attachment wp-att-8046" class="broken_link"><img class="aligncenter size-full wp-image-8046" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/meia-noite-em-paris-2.jpg" alt="meia noite em paris 2 Meia Noite em Paris" width="320" height="212" title="Meia Noite em Paris" /></a></p>
<p>HÁ ALGO NA PARIS FILMADA POR <strong>WOODY ALLEN</strong> EM <em>MEIA NOITE EM PARIS</em> QUE TORNA POSSÍVEL UMA SENSAÇÃO NOSTÁLGICA MESMO EM RELAÇÃO ÀQUILO QUE NÃO SE VIVEU. De certa forma Gil, interpretado por <strong>Owen Wilson </strong>(que consegue captar a essência dos personagens típicos do diretor na medida certa) quando volta ao passado sempre que o relógio marca meia noite, vai de encontro com aquilo que ele gostaria de ser, sem sucesso: ele está prestes a casar com Inez (<strong>Raquel McAdams</strong>) linda e insuportavelmente rasa, e busca inspiração para escrever seu romance, embora seja reconhecido por escrever roteiros de filmes nada relevantes, o que o deixa insatisfeito.</p>
<p>Esta ida à Paris para a qual somos convidados com uma belíssima abertura filmada com cores à beira da saturação (a direção de fotografia é do mesmo responsável por <em>Violência Gratuita </em>e <em>Um Beijo Roubado</em>), parece tentar – e conseguir, buscar a Paris que inspira e encanta, e que faz nascer uma necessidade de viver. É isso que acontecerá com Gil. Sua volta ao passado (coisa que nunca será explicada pelo filme – ponto para o roteiro de Allen) o colocará em contato com seus ídolos, em encontros que passam a ser comuns em sua rotina parisiense. No começo há um choque, afinal é uma situação surreal. Com o tempo a convivência com aquelas figuras (entre eles Scott F Fitzgerald, Ernest Hemingway, Cole Porter, Luis Bruñuel, Picasso) será inspiradora e de certa forma fará com que tome coragem (um dos atributos que descobre ser imprescindível para um bom escritor) para escrever seu livro.</p>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/meia-noite-em-paris-2.html/meia-noite-em-paris-stil" rel="attachment wp-att-8048" class="broken_link"><img class="aligncenter size-full wp-image-8048" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/meia-noite-em-paris-stil.jpg" alt="meia noite em paris stil Meia Noite em Paris" width="320" height="192" title="Meia Noite em Paris" /></a></p>
<p>Não deixa de ser interessante (e quase uma homenagem de Allen) a forma como estes personagens icônicos da história das artes aparecem e tomam identidades bem marcadas, trazendo por vezes momentos divertidos. Buñuel não consegue entender o roteiro sugerido por Gil, numa alusão à <em>Anjo Exterminador</em> por exemplo.</p>
<p>Incluindo uma sequência final de acontecimentos que inclui um amor que se torna impossível justamente por esta insatisfação que move o protagonista do filme, Allen recorre ao seu costumeiro ceticismo: não existe a possibilidade real de se viver em outra época sem que esta se torne também uma prisão onde a criatividade se esgotará. O verdadeiro (e palpável) amor pode estar mais próximo e ser mais possível que se imagina.</p>
<p>É um filme divertido, com fortes referências aos filmes “ode” feitos em homenagem à Nova York pelos quais também nos apaixonávamos (<em>Manhattan</em> talvez seja o maior exemplo deles). Mas nenhuma cidade se compara à energia criativa e criadora que circula pelas ruas de Paris, e que parecem ter inspirado toda uma geração de artistas. Pelo menos é o que o olhar de Woody Allen quer nos mostrar.</p>
<p><strong><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/meia-noite-em-paris-2.html/poster-2" rel="attachment wp-att-8051" class="broken_link"><img class="alignleft size-full wp-image-8051" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/poster.jpg" alt="poster Meia Noite em Paris" width="200" height="295" title="Meia Noite em Paris" /></a>Título original: Midnight in Paris</strong></p>
<p><strong></strong> <strong>Direção: Woody Allen</strong></p>
<p><strong></strong> <strong>Produção: </strong>Letty Aronson, Raphaël Benoliel, Jaume Roures, Stephen Tenenbaum</p>
<p><strong></strong> <strong>Roteiro: </strong>Woody Allen</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Mimi Kennedy, Michael Sheen, Kurt Fuller, Kathy Bates, Corey Stoll, Léa Seydoux, Adrien Brody, Carla Bruni, Alison Pill, Tom Hiddleston,Gad Elmaleh, Nina Arianda, Yves Heck, Adrien de Van, Marcial Di Fonzo Bo, Daniel Lundh, Sonia Rolland, Emmanuelle Uzan, Tom Cordier, Serge Bagdassarian, David Lowe, Yves-Antoine Spoto,Vincent Menjou Cortes, Olivier Rabourdin, François Rostain,Marianne Basler, Michel Vuillermoz, Laurent Claret, Guillaume Gouix</p>
<p><strong>Lançamento: </strong>2011</p>
<p><strong></strong> <strong>Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="caip3.5 Meia Noite em Paris"  title="Meia Noite em Paris" /></p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>A Separação</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 11:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabernet Sauvignon]]></category>
		<category><![CDATA[Drinks e Petiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Asghar Farhadi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Iraniano]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[A PRIMEIRA VEZ QUE VEMOS NADER (PEYMAN MOADI) E SIMIN (LEILA HATAMI) EM A SEPARAÇÃO, SE ESTABELECE UM CONTATO COM O ESPECTADOR QUE IRÁ SE ESTENDER DURANTE TODA A TRAMA: eles estão sentados, em frente à câmera como que conversando com um juiz que reluta em lhes oferecer o divórcio por falta de motivos que justifiquem o ato.<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-separacao.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
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<p style="text-align: left"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-separacao.html/separacao1" rel="attachment wp-att-7989" class="broken_link"><img class="aligncenter  wp-image-7989" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/separação1.jpg" alt="separação1 A Separação" width="647" height="353" title="A Separação" /></a><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-separacao.html/separacao1" rel="attachment wp-att-7989" class="broken_link"><br />
</a>A PRIMEIRA VEZ QUE VEMOS NADER (<strong>PEYMAN MOADI</strong>) E SIMIN (<strong>LEILA HATAMI</strong>) EM <em>A SEPARAÇÃO</em>, SE ESTABELECE UM CONTATO COM O ESPECTADOR QUE IRÁ SE ESTENDER DURANTE TODA A TRAMA: eles estão sentados, em frente à câmera como que conversando com um juiz que reluta em lhes oferecer o divórcio por falta de motivos que justifiquem o ato. Cada um está carregado com suas verdades, inabaláveis, mas que encontram dificuldade em se legitimar no discurso. O assunto deste filme no fim das contas é esse: como determinar o que é a verdade dos fatos, quando existem inúmeros pontos de vista e motivações envolvidos? Quando se colocam frente ao espectador, os personagens estão se colocando sob o seu julgamento. Algo que não será tarefa fácil.</p>
<p>O divórcio seria a única forma de Simin viajar sozinha (a religião islâmica não permitiria que uma mulher casada o fizesse) já que Nader não pode acompanha-la – seu pai tem mal de Alzheimer e não pode ser abandonado. Vale dizer que até então a separação é apenas e nada mais que uma alternativa para que a mulher possa viajar e levar do Irã sua filha Termeh (<strong>Sabrina Farhadi</strong>).  Com a ausência da mulher em casa, Nader contrata Razieh (<strong>Sareh Raiat</strong>) para cuidar de seu pai. Porém um incidente (grave) fará surgir na vida destas pessoas um confronto em busca da razão ou de uma solução minimamente razoável para os fatos. Mas como determinar isto?</p>
<p style="text-align: left">É aqui que a mão do diretor Asghar Farhidi mostra seu poder, no roteiro e  na condução do filme. A partir de um episódio (a tal separação) os personagens são jogados num turbilhão de acontecimentos, de uma forma ou de outra determinados pela passionalidade com que reagem às situações. Problematiza-se o dado da fé islâmica quando é colocada como um paradigma que está acima de qualquer vontade pessoal: por ser rigorosamente respeitada, ou até mesmo quando é driblada, a fé religiosa neste caso se mostra como um fator determinante para a ação daqueles personagens, que se vêem em dilemas que os colocam contra aquilo em que acreditam mas a favor daquilo que julgam <em>precisar</em> fazer. Razieh esconde do marido que está trabalhando na casa de um homem, o que seria impensável em sua religião, embora necessário para sua sobrevivência; honra e comprometimento com o outro, dados importantes do islamismo são problematizados quando se colocam acima dos indivíduos e de suas necessidades: geram-se então conflitos.</p>
<p>Os problemas são colocados pelo roteiro, e a direção trata de tornar suas resoluções e a visão do espectador sobre eles mais complicada, pois não há como tomar partido aqui ou ali: estamos de certa forma comprometidos e ligados a todos os personagens, mesmo que eles sejam antagônicos. Há humanidade em cada um deles embora, em certo sentido há sempre algo que não conhecemos sobre suas motivações, ou que irá se mostrar naturalmente ao longo da história. Sentimos junto com aqueles personagens, há uma identificação imediata (grande mérito se pensarmos na diferença das culturas). A câmera na mão, sempre observando de perto, talvez seja a responsável por esta sensação de que estamos ali, presentes. Como defender um ponto de vista se sentimos a dor de ambos os lados?</p>
<p>Há que se dar o devido mérito pelo brilhante elenco, com um destaque para Peyman Moadi por um Nadir tão cheio de facetas (pai dedicado e amoroso, porém capaz de  jogar com os sentimentos da filha a seu favor), Sareh Raiat e sua Razieh que consegue transmitir certa reserva para falar suas verdades, justamente porquê tem algo a esconder, e Sabrina Farhadi: uma das únicas vítimas de todos estes acontecimentos, consegue transmitir o dilema de Termeh, talvez a mais lúcida de todos.</p>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-separacao.html/separacao3" rel="attachment wp-att-7987" class="broken_link"><img class="aligncenter  wp-image-7987" style="border-style: initial;border-color: initial" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/separação3-1024x556.jpg" alt="separação3 1024x556 A Separação" width="614" height="334" title="A Separação" /></a></p>
<p>É por isto que <em>A Separação</em> se revela um filme surpreendente. Somos juízes de toda aquela história, os únicos que sabem da totalidade dos fatos. Mas, por outro lado, não é possível julgar quando há parcialidade. Se Nadir mente para a filha, não é por uma questão de caráter, mas de necessidade. Algo que se aplica a todos os personagens deste filme: retidão de caráter e comprometimento religioso não determinam uma ação justa ou ética. É um filme que problematiza valores justamente porque os relativiza, sem tornar a discussão vazia. E no final do filme com quem está a razão? Não há como saber, mas de certa forma, como a última cena nos mostra através de uma esperta composição, a única certeza é de que a ligação que Nadir e Simin de alguma forma possuíam no começo do filme, está para sempre transformada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-separacao.html/a-separation-2011-movies-poster" rel="attachment wp-att-7988" class="broken_link"><img class="alignleft  wp-image-7988" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/A-Separation-2011-movies-poster.jpg" alt="A Separation 2011 movies poster A Separação" width="284" height="420" title="A Separação" /></a></strong></p>
<p><strong>Título original: </strong>Jodaeiye Nader az Simin</p>
<p><strong>Direção: </strong>Asghar Farhadi</p>
<p><strong>Produção: </strong>Asghar Farhadi</p>
<p><strong>Roteiro: </strong>Asghar Farhadi</p>
<p><strong></strong> <strong>Elenco: </strong>Leila Hatami, Peyman Moadi, Shahab Hosseini, Sareh Bayat, Sarina Farhadi, Babak Karimi, Ali-Asghar Shahbazi, Shirin Yazdanbakhsh, Kimia Hosseini, Merila Zarei</p>
<p><strong>Lançamento: </strong>2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota:</strong>  <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip5.jpg" alt="caip5 A Separação"  title="A Separação" /></p>

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		<title>Uma Vida Melhor</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 02:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tullio Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drinks e Petiscos]]></category>

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		<description><![CDATA[SEI QUE É CHATO E QUASE QUE DESNECESSÁRIA A INFORMAÇÃO, mas antes de dirigir Uma Vida Melhor, o diretor Chris Weitz comandou Saga Crepúsculo: Lua Nova. Não que seus trabalhos anteriores tivessem sido de uma distinção rara e que o colocasse no hall dos cineastas mais promissores dos últimos anos, mas ter Crepúsculo no currículo<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/uma-vida-melhor.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/uma-vida-melhor.html/517g3mopbkl-_sx500_" rel="attachment wp-att-8001" class="broken_link"><br />
</a><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/uma-vida-melhor.html/a-better-life-demian-bichir-1" rel="attachment wp-att-8002" class="broken_link"><img class="aligncenter  wp-image-8002" title="a-better-life-Demian-Bichir-1" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/a-better-life-Demian-Bichir-1.jpg" alt="a better life Demian Bichir 1 Uma Vida Melhor" width="672" height="448" /></a><br />
SEI QUE É CHATO E QUASE QUE DESNECESSÁRIA A INFORMAÇÃO, mas antes de dirigir <strong>Uma Vida Melhor</strong>, o diretor <strong>Chris Weitz</strong> comandou <strong>Saga Crepúsculo: Lua Nova</strong>. Não que seus trabalhos anteriores tivessem sido de uma distinção rara e que o colocasse no <em>hall</em> dos cineastas mais promissores dos últimos anos, mas ter <strong>Crepúsculo</strong> no currículo pode soar como uma mancha para a opinião de algumas pessoas. A verdade é que independente de ter uma história ruim, <strong>Lua Nova</strong> apresentava problemas na direção e<strong> Uma Vida Melhor</strong> acaba se salvando pelo carisma de seus personagens, especialmente Carlos Galindo (<strong>Demián Bichir</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma Vida Melhor</strong> conta a história de um jardineiro mexicano que trabalha todos os dias e se esforça para manter o filho afastado das gangues e lhe oferecer a vida que ele nunca teve chance de ter. Mas Carlos não imaginaria nunca que teria que lidar com todo o tipo de acasos completamente desfavoráveis, que acabam o colocando em uma situação difícil com os agentes da imigração.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/uma-vida-melhor.html/demian-beshir-better-life" rel="attachment wp-att-8003" class="broken_link"><img title="demian-beshir-better-life" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/demian-beshir-better-life.jpg" alt="demian beshir better life Uma Vida Melhor" width="450" height="299" align="left" hspace="10" vspace="5" /></a>Sem muita enrolação para dizer o que foi frustrante em<strong> Uma Vida Melhor</strong>: Weitz parece ter mania de se tornar óbvio e deixar sua história previsível. Por mais de uma vez, a câmera foca detalhes que deixam evidente para o público que algo poderá acontecer. Ao subestimar a inteligência do espectador, Weitz deixa a entender que ele mesmo não sabe fugir dessas armadilhas e que precisa amadurecer muito no trabalho para adquirir um grau mínimo de sofisticação.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande destaque da produção é a atuação arrebatadora de Bichir. O ator ficou mais conhecido por ter interpretado Fidel Castro em <strong>Che</strong>, de <strong>Steven Soderbergh</strong>, mas foi com a dramática história de <strong>Uma Vida Melhor</strong> que ele conseguiu ser reconhecido pela Academia e receber uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Bichir é intenso e transmite facilmente o sofrimento e sufoco do seu personagem para o público. Mesmo que Carlos Galindo não seja um dos melhores espécimes de homem para se admirar, não há como não se sentir envolvido pela entrega de seu intérprete, que acaba rendendo bons momentos para o filme e salvando a direção óbvia de Weitz.</p>
<p style="text-align: justify;">No começo do longa-metragem, não disfarcei a minha preguiça inicial e um pré-conceito completamente negativo (e equivocado) do que é realmente a história. É sempre bom se surpreender e especialmente se deixar levar por uma narrativa tão sofrida em que o verdadeiro vilão é simplesmente a grande falta de sorte do personagem principal, que se esforça em tentar sair do fundo do poço, mas para cada salto que ele tenta dar para sair, parece que o chão se abre e ele afunda ainda mais. Por essa forma sutil de retratar que certas pessoas não tem o direito de serem felizes, Weitz e <strong>Uma Vida Melhor</strong> merecem muitos elogios.</p>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/uma-vida-melhor.html/517g3mopbkl-_sx500_" rel="attachment wp-att-8001" class="broken_link"><img class="aligncenter" title="517g3MoPbkL._SX500_" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/517g3MoPbkL._SX500_.jpg" alt="517g3MoPbkL. SX500  Uma Vida Melhor" width="233" height="350" /></a></p>
<p><strong>Título original:</strong> <em>A Better Life<br />
</em><strong>Direção:</strong> Chris Weitz<br />
<strong>Roteiro:</strong> Eric Eason<br />
<strong>Elenco:</strong> Demián Bichir<br />
<strong>Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip3.jpg" alt="caip3 Uma Vida Melhor"  title="Uma Vida Melhor" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div></div>

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		<title>A Dama de Ferro</title>
		<link>http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabernet Sauvignon]]></category>
		<category><![CDATA[Em cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[A Dama de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Head]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Broadbent]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[Phyllida Lloyd]]></category>

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		<description><![CDATA[ANTES DE TUDO GOSTARIA DE FALAR  sobre minha admiração pela atriz Meryl Streep. A capacidade de desenvolver um papel e se entregar a ele é tão grande que a cada filme não consigo enxergar a atriz e apenas o personagem. Streep recebeu diversos elogios por sua atuação e é favorita ao Oscar. Alguns colegas de<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html/the-iron-lady-meryl-stree-007" rel="attachment wp-att-7510"><img class="aligncenter size-full wp-image-7510" title="The-Iron-Lady-Meryl-Stree-007" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/The-Iron-Lady-Meryl-Stree-007.jpg" alt="The Iron Lady Meryl Stree 007 A Dama de Ferro" width="460" height="276" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">ANTES DE TUDO GOSTARIA DE FALAR  sobre minha admiração pela atriz <strong>Meryl Streep</strong>. A capacidade de desenvolver um papel e se entregar a ele é tão grande que a cada filme não consigo enxergar a atriz e apenas o personagem. Streep recebeu diversos elogios por sua atuação e é favorita ao Oscar. Alguns colegas de gabinete de Margaret Thatcher afirmaram que a atriz &#8220;capturou&#8221; a essência da mulher de legado polêmico. Perfeitamente caracterizada, com o mesmo tom de voz agudo e os mesmos gestos, Streep dá vida a uma Thatcher quase tão autêntica quanto a real e isso tem lhe valido muitos elogios da crítica. Isso sim é poder!</span></p>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html/the-iron-lady-007" rel="attachment wp-att-7511"><img class="aligncenter size-full wp-image-7511" title="The-Iron-Lady-007" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/The-Iron-Lady-007.jpg" alt="The Iron Lady 007 A Dama de Ferro" width="460" height="276" /></a></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O filme comandado por <strong>Phyllida Lloyd</strong>, que foi também diretora de Streep em <strong>Mamma Mia</strong>, vai desde a infância de Margaret Thatcher até o período mais impopular do seu governo, em 1982, quando ela tentava salvar sua carreira. Há questionamentos que o filme foca mais na demência sofrida por Thatcher, delírios e sua decadência do que realmente na história política e luta da Ex- Primeira Ministra&#8230; mas isso já é pano para outra manga!</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><strong>A Dama de Ferro</strong> (apelido dado pelos soviéticos) é uma história pretensiosa onde mostra como uma mulher daquela época lida com o poder ganhado e perdido. Afinal ela buscava o poder onde a vontade do homem era soberana no parlamento e para conquistar tudo isso, Thatcher se distanciou da família. E pagou no final.</span></p>
<div id="attachment_7512" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html/the-iron-lady-z" rel="attachment wp-att-7512"><img class="size-medium wp-image-7512" title="the-iron-lady--z" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/the-iron-lady-z-300x220.jpg" alt="the iron lady z 300x220 A Dama de Ferro" width="300" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">Lady and Meryl Streep</p></div>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O filme transcorre quando Thatcher esvazia os armários com a roupa de seu marido Denis (<strong>Jim Broadbent)</strong>. Ela conversa com ele como se estivesse ainda vivo, enquanto tenta superar sua perda. Enquanto fala, lembra momentos de sua vida passada: sua eleição na Câmara dos Comuns em 1959, as férias com seus filhos gêmeos, sua decisão de liderar o Partido Conservador e sua eleição como primeira-ministra em 1979.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O filme recria sua luta contra os &#8220;fracos&#8221; de seu partido, contra a oposição trabalhista e seu discurso triunfal diante do Parlamento após a rendição das tropas argentinas na Guerra das Malvinas em 1982. Partindo dessa visão mostrada pelo filme, conseguimos enxergar Thatcher como uma mulher bondosa, e que estava ali apenas querendo mudar o mundo, e para isso era preciso que ela o comandasse.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><em><strong>The Iron Lady </strong></em>é um filme bem escrito, bem dirigido, atuação inquestionável de Streep, porém há boatos de que a Dama era na verdade um monstro. Há quem confirme a quem discorde, mas não podemos questionar que ela sim teve peito para enfrentar e abrir portas para a mulher na política. Isso ela teve.</span></p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/P2qWKK9_PAI" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/a-dama-de-ferro.html/the-iron-lady-poster-001" rel="attachment wp-att-7574"><img class="alignleft size-medium wp-image-7574" title="The-Iron-Lady-poster-001" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/The-Iron-Lady-poster-001-200x300.jpg" alt="The Iron Lady poster 001 200x300 A Dama de Ferro" width="200" height="300" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><strong>Nome Original</strong>: The Iron Lady<br />
<strong>Diretor:</strong> Phyllida Lloyd<br />
<strong>Produção:</strong> Damian Jones<br />
<strong>Roteiro:</strong> Abi Morgan<br />
<strong>Elenco:</strong> Meryl Streep (<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2009/02/duvida-2.html">Dúvida</a>)<br />
Jim Broadbent (<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2011/12/tiros-na-broadway.html">Tiros na Broadway</a>)<br />
Anthony Head<br />
Richard E. Grant<br />
Roger Allam<br />
Olivia Colman<br />
Nick Dunning<br />
Hugh Ross<br />
David Westhead<br />
<strong>Nota:</strong> <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip4.jpg" alt="caip4 A Dama de Ferro"  title="A Dama de Ferro" /></span></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>

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		<title>Promoção &#8211; TÃO PERTO E TÃO FORTE</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Buteco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promoções]]></category>

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		<description><![CDATA[Quer Faturar um par de ingressos e combo de refri+pipoca para conferir à Pré-estreia do filme TÃO PERTO E TÃO FORTE? Basta enviar um e-mail para promocao@cinemadebuteco.com  respondendo a seguinte pergunta: &#160; Além do amor, qual outro forte sentimento é bom ter por perto? e por que? A resposta mais criativa leva pra casa um<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/promocao-tao-perto-e-tao-forte.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><img class="aligncenter" title="WAR_TFTP_Internet_485x308_Data" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/WAR_TFTP_Internet_485x308_Data.jpg" alt="WAR TFTP Internet 485x308 Data Promoção   TÃO PERTO E TÃO FORTE" width="485" height="308" /></p>
<p>Quer Faturar um par de ingressos e combo de refri+pipoca para conferir à Pré-estreia do filme TÃO PERTO E TÃO FORTE? Basta enviar um e-mail para <a href="promocao@cinemadebuteco.com" class="broken_link">promocao@cinemadebuteco.com </a><br />
respondendo a seguinte pergunta:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Além do amor, qual outro forte sentimento é bom ter por perto? e por que?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A resposta mais criativa leva pra casa um par de ingressos para conferir a pré estreia do filme TÃO PERTO E TÃO FORTE que acontece nesta quinta feira dia  16/02/2012 às 21:00 no Cinemark Pátio Savassi.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>O Homem que Mudou o Jogo</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 12:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nathália Pandeló</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabernet Sauvignon]]></category>
		<category><![CDATA[Em cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações]]></category>
		<category><![CDATA[Bennett Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Jonah Hill]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem que Mudou o Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Philip Seymour Hoffman]]></category>

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		<description><![CDATA[CERTOS GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS ESTÃO FADADOS À MESMICE. Cabem aí as comédias românticas, os filmes de terror e, é claro, os de esportes. Não é necessariamente um demérito, mas é pura e simplesmente um fato: adoramos finais felizes. Por isso, o arco dos personagens requer, inevitavelmente, que o mocinho fique com a mocinha, o time vença<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/o-homem-que-mudou-o-jogo.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-centro.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7207" title="MB centro" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-centro-300x161.png" alt="MB centro 300x161 O Homem que Mudou o Jogo" width="300" height="161" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">CERTOS GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS ESTÃO FADADOS À MESMICE. Cabem aí as comédias românticas, os filmes de terror e, é claro, os de esportes. Não é necessariamente um demérito, mas é pura e simplesmente um fato: adoramos finais felizes. Por isso, o arco dos personagens requer, inevitavelmente, que o mocinho fique com a mocinha, o time vença e o herói sobreviva no final.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O grande atrativo de <strong>O Homem Que Mudou o Jogo</strong> está, portanto, no fato de ser diferente. Este é um clássico filme de esportes, com direito a uma história de superação, <em>takes</em> do estádio lotado, a trajetória de altos e baixos e roteiro baseado em fatos reais. Mas, ao contrário de boa parte dos longas do gênero, este é contado do ponto de vista do gerente do <em>Oklahoma Athletics</em>, um time de <em>baseball</em> sem dinheiro e grandes jogadores e uma quantia modesta de credibilidade.</span></div>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-esquerdo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7209" title="MB esquerdo" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-esquerdo-300x200.jpg" alt="MB esquerdo 300x200 O Homem que Mudou o Jogo" width="300" height="200" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Billy Beane (<strong>Brad Pitt</strong>) já foi batedor e entende o jogo. Tanto o que acontece no campo, quanto o que ocorre fora dele. A perda da<em> World Series</em> na final e de seus três melhores jogadores para times de maior expressão faz com que Beane aposte em Peter Brand (<strong>Jonah Hill</strong>), um jovem economista recém-formado que, apesar da falta de experiência, compreende o <em>baseball</em> a partir de um outro prisma: o dos números. Utilizando um modelo comparativo de desempenho, o gerente monta um novo <em>Oklahoma A’s</em>, com poucas estrelas e muito a aprender.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Como acontece com as novas idéias, esta não foi bem aceita. E a difícil escalada dos A’s é, além de tudo, um teste para o gerente, que tem de enfrentar as críticas da grande imprensa esportiva e provar para a filha adolescente que é capaz. Afinal, poucos achariam que contratar um jogador por centenas de milhares de dólares ao ano baseado apenas em estatísticas é uma boa estratégia.</span></div>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-esquerda.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7208" title="MB esquerda" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-esquerda-300x199.jpg" alt="MB esquerda 300x199 O Homem que Mudou o Jogo" width="300" height="199" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">A tarefa hercúlea transparece nas rugas do gerente. É interessante ver o ator em que Pitt se tornou. Claro que não é de hoje que ele traz bons filmes no currículo, mas parece que, com a maturidade, eles têm sido cada vez mais freqüentes. A indicação ao Globo de Ouro é merecida. O elenco de apoio é, no mínimo, competente. <strong>Robin Wright</strong> faz a ex-esposa e o treinador é ninguém menos que <strong>Philip Seymour Hoffman</strong>– que ficou sem a cena clássica do discurso no vestiário. A impressão é que o grande ator foi mal aproveitado.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Apesar da indicação ao prêmio do Screen Actors Guild, ainda não dá para levar Hill a sério. Acostumado ao papel de gordinho engraçado, ele parece desconfortável como o jovem economista que ajudou Beane a reerguer o time. Para ser justa, parte da falta de confiança se deve, é claro, à falta de experiência de seu personagem. O fato de <em>baseball</em> não ser um esporte popular no Brasil não será problema para a compreensão do longa. Poucas são as cenas em campo e os diálogos não se perdem em termos técnicos ou muito específicos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Afinal de contas, este é um filme de esportes sobre uma idéia pioneira e um homem que não tem outra escolha a não ser arriscar. Por isso, é tão fácil se envolver com a história. Documentarista, o diretor </span><strong style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Bennett Miller</strong><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"> (de </span><strong style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Capote</strong><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">) parece ter certo fascínio por personagens reais de trajetórias marcantes. Em seu segundo longa de ficção, este foi um belo </span><em style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">home run</em><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/zRnRluMgPRY" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center><center></center><strong><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-poster.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7206" title="MB poster" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/MB-poster-202x300.jpg" alt="MB poster 202x300 O Homem que Mudou o Jogo" width="202" height="300" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><strong>Título original:</strong> </span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Moneyball</span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
<strong>Direção:</strong> </span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Bennett Miller</span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
<strong>Produção:</strong> </span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Michael De Luca</span><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
Rachael Horovitz<br />
</span><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"> Brad Pitt</span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
<strong>Roteiro:</strong></span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"> Steven Zaillian</span><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
Aaron Sorkin<br />
Elenco: Brad Pitt (<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2011/08/arvore-da-vida.html">Árvore da Vida</a>)<br />
Jonah Hill (<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2010/06/ligeiramente-gravidos.html">Ligeiramente Grávidos</a>)<br />
Philip Seymour Hoffman (<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2011/12/tudo-pelo-poder.html">Tudo Pelo Poder</a></span><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">)</span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
<strong>Lançamento:</strong> </span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">03.Fev.2012</span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br />
<strong>Nota:</strong>  <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip4.jpg" alt="caip4 O Homem que Mudou o Jogo"  title="O Homem que Mudou o Jogo" /></span></strong></p>

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		<title>Pina</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 12:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Expresso]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Pina Bauch]]></category>
		<category><![CDATA[Wim Wenders]]></category>

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		<description><![CDATA[PINA TENTA NOS COLOCAR ATRAVÉS DE SUAS IMAGENS NUM LUGAR COMUM aquele que a dançarina alemã habitava o tempo todo: o onde se descobre as especificidades da dança como linguagem. Onde não há mais lugar para a palavra, ou onde ela não consegue chegar, é ali que deve estar a dança, nos diz Pina Baush,<a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/pina.html">&#160;&#160; Continuar lendo >></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><strong><em><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/pina.html/grandepina2" rel="attachment wp-att-7493"><img class="wp-image-7493" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/grandepina2-1024x640.jpg" alt="grandepina2 1024x640 Pina" width="717" height="448" title="Pina" /></a></em></strong></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><strong><em>PINA</em></strong> TENTA NOS COLOCAR ATRAVÉS DE SUAS IMAGENS NUM LUGAR COMUM aquele que a dançarina alemã habitava o tempo todo: o onde se descobre as especificidades da dança como linguagem. Onde não há mais lugar para a palavra, ou onde ela não consegue chegar, é ali que deve estar a dança, nos diz Pina Baush, em um de seus poucos depoimentos vistos neste filme de <strong>Wim Wenders</strong>.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O diretor tenta adequar a linguagem cinematográfica àquela pretendida por Pina. O mínimo de palavras será ouvida aqui: os corpos  e seus movimentos falam tudo. Ao invés de depoimentos dos dançarinos da famosa companhia, temos um close em seus rostos. Suas expressões é que falam sobre suas percepções à respeito de Pina. O diretor insere as famosas coreografias em lugares incomuns, a céu aberto como se a criação de Pina tivesse o poder de extrapolar o palco e fazer parte da vida, da natureza, falando das problemáticas relações entre homem e mulher (seu tema preferido), e sua incapacidade de resolução. Inspiração para <strong>Almodóvar</strong> em <strong><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2009/04/nao-morra-antes-de-assistir-fale-com-ela.html">Fale com Ela</a></strong>, cuja cena de abertura tem um espetáculo de Pina.</span></p>
<p><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/pina.html/grandepina" rel="attachment wp-att-7492"><img class="alignleft size-medium wp-image-7492" title="grandepina" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/grandepina-300x200.jpg" alt="grandepina 300x200 Pina" width="300" height="200" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Experiente no que diz respeito ao homem em relação ao ambiente onde está inserido, Wenders leva sua câmera num passeio por um mundo que parece não existir, mas que faz sentido quando ganha corpo (e alma) através do trabalho de criação dos bailarinos. Pina já não está mais lá (a dançarina faleceu em 2009). Mas uma das forças que o filme possui é conseguir falar da potência que o legado de Pina possui vida dos dançarinos de sua companhia, que ainda apresenta espetáculos com  números criados por ela. É como se Pina tivesse o poder de transformar, através de seu olhar, não só o movimento mas a vida daqueles bailarinos, que passaram a se reconhecer como parte de uma criação sem precedentes no mundo da dança contemporânea.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Um paradigma com que o filme tem que lidar, é com o fato de que num palco, o espectador  tem a possibilidade de ver o espetáculo na sua totalidade. Aqui Wenders escolhe planos, sequências e ângulos, com a intenção de criar uma linha temporal que faça com que não só os espetáculos sejam conhecidos pelo espectador de seu filme, mas além disso, com que eles passem a  ter um novo significado, visto através um olhar que escolhe ao mesmo tempo que pretende direcionar certas percepções – este, o olhar de Wenders.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Quando se pretende fazer um documentário sobre Pina Bauch (não sobre sua vida, mas sobre sua obra), há que se tomar uma precaução que foi habilmente observada por Wenders: é impossível conter o universo de Pina numa abordagem linear. É interpondo sensações e dança, emoções e movimentos, que Wenders consegue dizer quem foi Pina Baush sem usar uma palavra a respeito de sua biografia. Afinal Pina não faleceu. Ainda está viva no movimento dos corpos de seus bailarinos.</span></p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/mbtV2DahlnQ" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/2012/02/pina.html/afposterpina70x100-converted" rel="attachment wp-att-7486"><img class="alignleft size-medium wp-image-7486" title="AFposterPina70x100 [Converted]" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/PINA-CARTAZ-210x300.jpg" alt="PINA CARTAZ 210x300 Pina" width="210" height="300" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><strong>Título Original:</strong> Pina<br />
<strong>Direção: </strong>Wim Wenders<br />
<strong></strong><strong>Produção: </strong>Gian-Piero Ringel<br />
Erwin M. Schmidt<br />
Wim Wenders<br />
<strong>Roteiro:</strong> Wim Wenders<br />
<strong>Elenco</strong>: Pina Bausch<br />
<strong>Lançamento:</strong> 2011<br />
<strong>Nota:</strong>  <img src="/wp-content/uploads/2011/10/caip4.5.jpg" alt="caip4.5 Pina"  title="Pina" /></span></p>
</div>

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