Crítica: Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, EUA, 2017)
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Crítica: Em Ritmo de Fuga

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Edgar Wright comanda Ansel Elgort em eletrizante filme.

Isto não é sacado como Velozes e Furiosos ou dramático e violento como Drive. Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, EUA, 2017) tem um pouco dos dois, mais uma dose de humor e uma trilha sonora que nos faz sair do cinema com o coração batendo forte e o pé quente (com juízo, é claro).

Felizmente, a tradução que o filme de Edgar Wright ganhou no Brasil é muito mais atraente que o título original – Motorista Bebê -, então, isso deve ajudar a vender ingressos quando o longa chegar aos cinemas nacionais em 27 de julho. Não que o nome seja ruim, afinal, Baby é o protagonista, muito bem interpretado por Alsel Elgort; mas, num caso desses, ou mantemos Baby Driver, estilo Taxi Driver, ou colocamos um título que traduza a história de maneira mais convincente.

O personagem principal é um bom rapaz que atua como motorista de fuga para o misterioso Doc (Kevin Spacey), por dever favores ao homem. Eles até que possuem uma relação, de certa forma, amigável, mas fica bem óbvio que o cara tem o menino nas mãos quando quiser, mesmo contra a vontade do jovem. A parceria se complica de vez quando Bats (Jamie Foxx) aparece, colocando em risco todos eles e as pessoas mais próximas de Baby.

Adrenalina não falta na direção de Wright; aliás, desafio alguém a sair da sala de cinema sem sentir os pés formigando ou o corpo eletrizado. Perseguições em alta velocidade, humor e uma trilha sonora recheada de clássicos – The Beach Boys, Beck, Queen, The Commodores e por aí vai – fazem de Em Ritmo de Fuga, literalmente, uma fuga da nossa realidade para os ouvidos de Baby e suas aventuras pelas ruas de Atlanta. E que fuga saborosa, por mais curta que seja!

O carisma do protagonista ajuda, é claro. Elgort pode intimidar com sua altura – 1,91m -, mas seu rostinho de neném e doce olhar o transformam num rapaz tímido, engraçado e charmoso. Sua paixão por música também é encantadora o suficiente para atrair Debora (Lily James), com quem tem um relacionamento de poucas palavras ditas, mas que conquista o espectador rapidinho.

Felizmente, Wright faz jus à recepção que seu filme teve no Festival SXSW, em março. Essa carona que ele nos dá é divertida e cumpre o que promete.

 

Daniela Pacheco

Fascinada por cinema desde pequena. Ídolos? River Phoenix, Audrey Hepburn, Wagner Moura e Marion Cotillard.