Crítica de Campo Minado (Mine, 2016) | Cinema de Buteco
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Crítica de Campo Minado (Mine, 2016)

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poster-mine Crítica de Campo Minado (Mine, 2016)É SEMPRE UMA EXPERIÊNCIA GRATIFICANTE DESCOBRIR UM TÍTULO NO MEIO DESSE MAR DE PRODUÇÕES. Sem qualquer alarde ou divulgação, Campo Minado (Mine, 2016) chegou até as minhas mãos e olhos por acaso. Como todo mês de dezembro realizo uma imensa compilação de obras para indicar os melhores lançamentos, costumo ver muita coisa considerada alternativa, como é o caso desse drama de guerra.

Depois de uma tentativa fracassada de assassinato, um soldado norte-americano se encontra perdido no meio do deserto e acaba pisando acidentalmente numa mina terrestre. Incapaz de se mover e sem ter nenhum recurso para escapar dessa situação, o cara entra numa verdadeira luta física e psicológica para não tirar o pé do lugar e ter uma morte dolorosa.

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Armie Hammer (A Rede Social) dá um verdadeiro show. Dentro das suas limitações como ator, ele consegue surpreender dando uma inesperada carga dramática e background familiar pesado para seu personagem. Sua expressão durona e sofrida por conta dos seus traumas e escolhas é um dos pontos altos de Mine. Vale dizer que o ator leva o filme inteiro praticamente sozinho, o que eleva a sua responsabilidade para conquistar o público.

No entanto, de nada adiantaria o bom trabalho de Hammer se não fosse a forma como a história do filme é contada, a tal da narrativa. A dupla de roteiristas e diretores Fabio Guaglione e Fabio Resinaro constrói um clima tenso que prende a atenção do espectador do começo ao fim. Mesmo aquele público menos interessado ou capaz de compreender a profundidade dos fantasmas que atormentam a mente do soldado consegue ser fisgado pelos momentos mais tensos, como o ataque de lobos de madrugada ou a própria tentativa dele sobreviver após pisar na mina.

Campo Minado é um sério candidato a aparecer em nossas listas de melhores filmes de guerra de 2017 ou de drama, além de presença quase certa nos lançamentos que não passaram nos cinemas. Se você aprecia produções de um homem só (Enterrado Vivo ou Locke, como exemplos mais recentes), essa é uma dica imperdível.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.