Crítica de Don't Hang Up (2016) | Cinema de Buteco
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Crítica de Don’t Hang Up (2016)

Review Don't Hang Up

Review-critica-de-Dont-Hang-Up-Poster Crítica de Don't Hang Up (2016)

O Cinema de Buteco adverte: a crítica de Don’t Hang Up possui spoilers e deverá ser apreciada com moderação.

QUEM É QUE NUNCA BRINCOU DE PASSAR TROTE QUANDO ERA CRIANÇA? Às vezes até poderia acontecer de algo dar errado (tipo a pessoa do outro lado da linha ter uma bina e te ligar de volta fazendo ameaças), mas na maioria das vezes era a maior diversão numa época em que não existia internet. O terror Don’t Hang Up é bem parecido: é divertido, mas tropeça em suas próprias limitações.

A trama apresenta esse grupo de adolescentes desmiolados que se divertem passando trotes nas pessoas e filmam toda a ligação para postar em suas redes sociais. Quando um deles briga com a namorada e fica todo cacorinha, o amigão aparecido decide visitá-lo para tentar alegrar o seu dia passando alguns trotes até que eles recebem uma ligação de alguém decidido a acabar com a brincadeira.

O que é mais legal em ter um portal de cinema é essa responsa de precisar buscar coisas que você não vai encontrar num Omelete ou Cinema em Cena da vida. Esses caras falam sempre dos mesmos tipos de lançamentos e não tem como fugir disso mesmo, tanto que tinha meses que o Cinema de Buteco não publicava um review novo de alguma coisa meio obscura, como é o caso aqui.

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O começo da narrativa é promissora com uma ligação para uma mãe desesperada. O público que compra a ideia deixando o WhatsApp de lado já nos segundos iniciais até se envolve e fica apreensivo, mas logo é jogado pra fora da obra quando se revela que tudo não passa de um trote. É interessante como a narrativa não ignora essa sequência ao longo do seu desenvolvimento, mas o roteiro tenta nos convencer de uma história improvável e com reviravoltas clichês e previsíveis, além de uma produção bem fraca nos efeitos visuais.

Podemos dizer que Don’t Hang Up é meio moralista e tenta mostrar que é “feio” brincar com as pessoas assim. Bem, também é meio feio fazer um filme com atores desse nível e com um final pretensioso que tenta nos convencer de que o longa-metragem é mais inteligente do que aparenta. Não é. Se você aprecia filmes de terror curtinhos, essa é uma boa opção para assistir enquanto pega no sono para dormir.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.