Crítica do Filme: Casamento Grego 2, de Kirk Jones
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Crítica: Casamento Grego 2 (2016)

A família que conquistou o mundo em 2002 está de volta. Mais de uma década depois, os Portokalos retornam aos cinemas em um novo contexto, e com a mesma forte presença de humor e personagens hilários. Em Casamento Grego 2 (My Big Fat Greek Wedding 2, EUA, 2016), a atriz e roteirista Nia Vardalos repete a história leve, envolvente e engraçada de 14 anos atrás.

A simpatia do elenco é um dos pontos forte dos dois filmes lançados até agora. São pessoas bastantes peculiares, mas, ao mesmo tempo, fáceis de se apaixonar. Cada um tem seus defeitos e qualidades e o fato de serem indivíduos comuns, como eu e você, que levam uma vida que segue o padrão que conhecemos, ajuda a nos identificar com a história. Além disso, por mais que tenham um comportamento estranho em certos momentos, quando pensamos em nossas famílias provavelmente conseguimos encontrar detalhes que só nelas existem; todos nós somos especiais de alguma forma.

O humor é outra característica positiva do filme de Kirk Jones. Na verdade, ele que carrega a comédia, como no anterior. Quem não conhece aquelas pessoas provavelmente vai se sentir como a jovem Paris (Elena Kampouris), filha de Toula (Vardalos) e Ian (John Corbett), por algum tempo: sem graça. A garota é filha única, adolescente e prestes a decidir para qual universidade ir, mas sofre pressão dos avós e tios para se casar com um grego. O estresse é diário e a maneira que eles invadem a privacidade dela (como fazem uns aos outros) apenas piora as coisas para a já tímida estudante. Junte a isso um segredo de décadas atrás e um casamento que perdeu seu calor e eis uma nova “tragédia grega” na tela. Entre aspas porque acompanhar isso é engraçado demais!

Não existe antagonista, existe é muita confusão, brigas e boas surpresas na trama, especialmente no que diz respeito a alguns papéis coadjuvantes; não é só o casal de 2002 que se destaca. No fim das contas, temos no roteiro uma espécie de contextualização em relação às vidas dos personagens, três focos centrais muito bem desenvolvidos e um desfecho feliz como de se esperar.

Casamento Grego 2 é uma continuação que demorou pra chegar, mas não é daquelas que você para e pensa: “Não deveriam tê-la feito”. Ela é, mais uma vez, uma oportunidade de passar um tempo agradável com uma família sem noção e extremamente amável ao mesmo tempo. Se quiserem fazer o terceiro, verei mais uma vez com prazer.

 

 

Daniela Pacheco

Fascinada por cinema desde pequena. Ídolos? River Phoenix, Audrey Hepburn, Wagner Moura e Marion Cotillard.