Crítica do Filme: Invasão a Londres, de Babak Najafi
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Crítica: Invasão a Londres (2016)

Poster-London-Has-Fallen-202x300 Crítica: Invasão a Londres (2016)Bombas, explosões, sangue e Chuck Norris. É isso que Gerard Butler oferece em Invasão a Londres (London Has Fallen, EUA, 2016), continuação de Invasão à Casa Branca (2013). Mais um filme que só oferece ação e um roteiro pobre, mas que agradará a quem busca apenas entretenimento.

Alguns anos após o ataque à administração do governo americano, o presidente reeleito Benjamin Asher (Aaron Eckart) precisa ir a Londres para o funeral do primeiro ministro britânico, morto por complicações de uma cirurgia. Com diversos representantes do ocidente na capital, ele se torna um alvo fácil para a ação de terroristas que buscam vingança contra um ataque realizado dois anos antes. Essa é a premissa do filme e não saímos muito disso pra ser sincera. As novidades que temos são que Mike Banning (Butler) está casado e em breve se tornará pai e dois rostos femininos aparecem na tela: Lynne (Angela Bassett) e Jax (Charlotte Riley).

O que nos envolve ao longo do filme é a ação, já que ele está recheado dela. Acho que ela compensa a falta de um roteiro bem desenvolvido, pelo menos para nos distrair nos 99 minutos de longa. São líderes mundiais morrendo das mais variadas formas após contínuos ataques de pessoas infiltradas na segurança nacional, uma Londres que vira campo de guerra e referências de sobra aos métodos polêmicos dos terroristas do Oriente Médio em matar suas vítimas (sim, estou falando da decapitação). Nesse quesito, a execução ficou bem feita.

A dupla Butler/Eckart continua a mesma, com o primeiro sendo um agente durão e impossível de ser batido e o último um presidente que é soldado nas horas vagas. São eles contra os inimigos que tomam a cidade e é claro que o desfecho é previsível desde o começo. Nomes conhecidos como Morgan Freeman e Melissa Leo pouco fazem na tela, especialmente a vencedora do Oscar, que deve ter duas ou três falas o filme todo.

No enredo pobre, vejo como grande falha a falta de exploração de um dos vilões. O principal é apresentado já no início da produção e tem seus motivos bem explicados. Mas o outro, que também tem um papel chave naquilo tudo que acontece, tem cinco minutos para se justificar. E olha que a razão dele é até compreensível de certa forma, mas o roteiro não lhe dá espaço para aprofundar mais nisso, então fica um forte sentimento de incompletude.

Não faço críticas ferrenhas à essa franquia porque ela foi feita para nos entreter com o imbatível protagonista e o presidente discípulo dele. Não existe preocupação com história e desenvolvimento dos personagens, mas uma atenção aos desafios que eles têm que enfrentar. Assim como em Invasão à Casa Branca, temos um filme que vangloria e reforça o imperialismo dos Estados Unidos, um discurso final de Freeman e um (super) herói que está ali para salvar o dia de todo mundo.

Daniela Pacheco

Fascinada por cinema desde pequena. Ídolos? River Phoenix, Audrey Hepburn, Wagner Moura e Marion Cotillard.