Crítica: Os Caça-Noivas, um filme de Jake Szymanski
Comédia Críticas de filmes

Crítica: Os Caça-Noivas (2016)

poster-os-caca-noivas-200x300 Crítica: Os Caça-Noivas (2016)QUANDO ME DIZEM QUE ZAC EFRON ESTÁ FILMANDO UMA NOVA COMÉDIA, eu fico ansioso e feliz por ter a expectativa de me divertir no cinema (ou em casa). Ele me divertiu em praticamente todas as suas empreitadas sérias, incluindo aqui Vizinhos 2 e Tirando o Atraso. Era certo que um dia Efron escorregaria em suas comédias e isso acontece em Os Caça-Noivas (Mike and Dave Need Wedding Dates, 2016).

A trama conta a história de dois irmãos fracassados que vivem arruinando as grandes festas da família e recebem um ultimato dos pais: ou levam acompanhantes e entram na linha, ou ficam de fora do casamento da irmã no Havaí. Solteiros e sem muita coisa dentro da cabeça, eles colocam um anúncio no Craiglist e viralizam na internet. Acabam chamando a atenção de uma dupla de garotas igualmente sem noção, que passam a ver tudo como uma oportunidade de tirarem férias.

Efron divide cena com Adam DeVine (Terror nos Bastidores), um ator que está construindo a sua carreira, mas ainda não conseguiu um papel de responsabilidade. Como coadjuvante é garantia de diversão. DeVine é a versão anos 2010 de Seann William Scott, mas desprovido da beleza. Torço para que o ator encontre roteiros interessantes e diretores talentosos para explorar o seu melhor, porque o potencial é jogado no lixo aqui.

A dupla feminina tem os seus momentos, mas a impressão é que são pouco aproveitadas. Especialmente no que diz respeito na questão delas espelharem a personalidade dos protagonistas. O espectador nota isso porque o roteiro faz questão de tornar explícito. Seria mais divertido se isso fosse trabalhado de outra maneira. Ou não. Sei lá. Vai ver o que torna Os Caça-Noivas fraco é a falta de uma piada decente.

A cena mais engraçada (se é que podemos falar isso) envolve nudez. OK. Eu sei que sou eu falando disso e não é tão confiável assim, mas é tão surreal que você começa a achar graça. É uma sequência digna de comédias do Adam Sandler antes dele virar figura familiar favorita dos EUA e produzir apenas filmes com censura livre. Ou seja, sem peitinhos. Lembrei agora de outra cena envolvendo drogas (e nudez) que também tem o seu valor.

Comandado pelo desconhecido Jake Szymanski, o longa-metragem peca na falta de piadas de qualidade. Até aceito e aprecio personagens desmiolados, desde que exista algo honesto e “diferente” no roteiro. No caso, não há praticamente nada que salve. O humor é grosseiro e forçado. Talvez soe natural para quem viu menos comédias adolescentes ao longo da vida, mas essa tentativa de recriar o clima de Os Penetras Bons de Bico é um verdadeiro fiasco.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.