Os Homens Que Não Amavam as Mulheres | Cinema de Buteco
Críticas de filmes

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

L357 Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
A adaptação sueca dos livros de Stieg Larsson talvez não mostre exatamente a força desse fenômeno literário. Curioso dizer que Larsson morreu aos 50 anos de idade, vítima de um infarto fulminante, e que não viveu o suficiente para ver o sucesso de sua trilogia. A trilogia Millennium (como também é conhecida) rendeu Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Menina Que Brincava Com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar. Dizem que existem mais de 400 páginas de manuscritos para a sequência da trilogia, mas que dificilmente terão o mesmo impacto ou qualidade do material original.
Apesar de não surpreender ou prender a atenção durante cada minuto, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres consegue agradar bastante com as suas várias reviravoltas. É a prova de que um roteiro baseado em uma obra forte como a de Larsson, acaba conseguindo se sair bem mesmo em um filme meio paradão e que depende demais das excelentes atuações da dupla de protagonistas. A exótica Lisbeth Salander ganha vida no corpo de Noomi Rapace, que virou uma celebridade na Suécia.
A história do filme é pesada. Um jornalista é sentenciado a ficar preso depois de acusar um grande empresário de lavagem de dinheiro. Enquanto aguarda para começar a cumprir sua pena, é convidado por um velho milionário a investigar o desaparecimento de sua sobrinha ocorrido há muitos anos. Ele então mergulha em uma viagem ao passado e descobre uma estranha conexão entre vários assassinatos com aquele que foi contratado para investigar. O problema é que a própria família da vítima parece estar envolvida no mistério.
Larsson era um jornalista investigativo e usou e abusou da realidade ao criar seu texto. Durante a história são relatadas várias situações de violência contra as mulheres (daí o título). E para aumentar o peso, os vilões são nazistas e perseguem apenas mulheres com alguma ligação com os judeus. Ou seja, muito pano para a manga.
Como não podia deixar de ser, os estúdios norte-americanos já preparam a versão “americanizada” da coisa e chamaram ninguém menos que David Fincher para a direção. O diretor já fez muita coisa boa, e no final do ano chega o tão falado filme sobre o Facebook, então as expectativas são as melhores. Daniel Craig já foi escalado como o personagem principal e em breve os outros nomes vão ser divulgados. A previsão de estreia é para o ano que vem.
São três caipirinhas.
L357 Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.

Comentários

  1. Virou moda ter título começando com "O Homem Que…" ou "A Menina Que…", né?

    Quanto ao filme do Facebook, vou assistir agora! haha