Red - Aposentados e Perigosos | Cinema de Buteco
Críticas de filmes

Red – Aposentados e Perigosos

Fico super feliz quando vejo um filme com o Bruce Willis e sinto, logo no começo, que não é mais uma porcaria como o Os Substitutos. Não sou um fã incondicional do ator, mas adoro a franquia Duro de Matar e outros filmes fodas como Sin City, 16 Quadras, Sexto Sentido e claro, Pulp Fiction. Além de ser duro de matar, Willis ainda tem um talento nato para comédias. A Morte lhe Cai Bem e Vida Bandida são alguns dos exemplos. Gosto quando atores carrancudos aparecem em filmes engraçados, tipo o Tommy Lee Jones em Homens de Preto. Algo de extremo bom gosto e inteligência dos produtores. Em Red – Aposentados e Perigosos, o ator caminha entre a linha da comédia e ação e o resultado não poderia ser mais non-sense.

Logo na sequência inicial, o personagem Frank Moses (Willis) aparece falando no telefone com Sarah, uma atendente do serviço de aposentadoria que vive reclamando do tédio. Depois ele leva o lixo para fora de casa e observamos que ele mora numa boa vizinhança, onde todas as casas já estão preparadas para o natal. Moses é apresentado como um sujeito boa praça e inofensivo. Porém basta um grupo de extermínio entrar em sua casa durante a noite, para Moses se revelar como um frio e perigoso assassino. Ele vai até a casa de Sarah, em outra cidade, e a “sequestra” para salvar sua vida. Enquanto tenta convencer Sarah de que ele é o mocinho, Moses descobre uma perigosa conspiração e precisa recrutar seus ex-parceiros (todos aposentados) para conseguir sobreviver.


Além de ter muitas sequências de ação interessantes e situações de humor pastelão, Red – Aposentados e Perigosos tem outro ponto positivo que merece ser mencionado: a forma como apresenta os personagens da ex-equipe de Frank é foda. Joe (Morgan Freeman) surge como um velhinho tarado que fica observando o traseiro de suas enfermeiras no asilo; Marvin (John Malkovich), camuflado, é um maluco sequelado que depois de apontar a sua arma para Frank, o convida para entrar em sua casa (que fica dentro do capô do carro); e Victória (Helen Mirren) finge cortar suas flores, enquanto segura uma arma escondida no meio das folhas. Poucos filmes exploram as apresentações de uma forma tão divertida.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.