Alex Gonçalves e os filmes assistidos em março | Cinema de Buteco
Listas O que assisti esse mês

Alex Gonçalves e os filmes assistidos em março

Recebemos mais uma vez o Alex Gonçalves, do Cine Resenhas, para compartilhar com a gente todos os filmes assistidos em março. Saiba agora quais são as recomendações do Alex e não deixe de acompanhá-lo no Twitter:

Sonho-Mortal-Bad-Dreams-Filmes-assistidos-em-marco Alex Gonçalves e os filmes assistidos em março

115 – Sonho Mortal: evidentemente inspirado pela atmosfera de A Hora do Pesadelo, Andrew Fleming debutou como cineasta em um filme a princípio promissor tendo como protagonista uma jovem que sobreviveu ao suicídio coletivo de um culto. Pena que tudo culmine em um terror tolo e previsível.

116 – A Dama de Xangai: um exemplar que justifica a razão de Orson Welles ser um dos realizadores mais reverenciados e estudados hoje, ainda que todas as interferências dos produtores tenham transformado esse noir em uma obra visualmente arrebatadora, mas narrativamente desordenada.

117 – Cassino Royale: antes de se transformar no primeiro James Bond encarnado por Daniel Craig, Cassino Royale era então uma adaptação cômica do primeiro livro do personagem concebido por Ian Fleming. Com vários nomes responsáveis pela direção e roteiro (inclusive John Huston), é um dos maiores fiascos do cinema.

118 – Já Estou com Saudades: ainda que trabalhe com um texto com desdobramentos já conhecidos quanto ao relato de uma protagonista que se vê em uma batalha contra o câncer, Catherine Hardwicke acerta ao ter como prioridade um drama com toques cômicos sobre amizade. Toni Collette e Drew Barrymore funcionam muito bem juntas.

119 – Amor Por Direito: só mesmo Michael Shannon para tornar palatável um filme desrespeitoso com a sua apuração sobre uma incrível história real. Os miscasts de Ellen Page e Steve Carell chegam a ser ofensivos.

120 – Freeheld: documentário em curta-metragem vencedor do Oscar que inspirou Amor Por Direito, Freeheld comove com a luta pela igualdade de Laurel Hester em um momento de extrema vulnerabilidade e evidencia que, apesar das conquistas, ainda estamos longe de vencer os preconceitos.

121 – Forsaken: finalmente um filme que traz Donald Sutherland e Kiefer Sutherland para contracenarem juntos, indo muito além da química entre pai e filho em um faroeste que respeita os elementos que consagraram o gênero. Como o esperado, Demi Moore é um belo destaque no elenco.

122 – Mundo Cão: forte concorrente a um dos melhores filmes nacionais de 2016, compreendendo a surpresa não como um mero choque, mas como um combustível que só vem a somar ao drama que se desenha. A lamentar somente o terceiro ato, sem a mesma potência do prólogo e desenvolvimento.

123 – O Mundo das Spice Girls: até mesmo o metaleiro mais hardcore seria incapaz de negar certa atração por esta “girl band” que agitou o cenário musical há duas décadas atrás. O que não significa exatamente que fazer um filme com ela seria uma boa ideia. Horrível!

124 – Krampus: O Terror do Natal: Michael Dougherty não sabe se quer fazer um conto sombrio para o público pequeno ou algo fantasioso e nostálgico para os adultos. A indefinição resultou em um filme com ritmo claudicante e que nunca é capaz de defender a sua própria existência.

125 – Na Captura dos Friedmans: ok, imparcialidade nem sempre é o forte de vários documentários, mas Andrew Jarecki é tão questionável na escolha de como organiza a sua pesquisa e na abordagem de seus entrevistados que parece exaltar em demasia uma família no mínimo bizarra.

126 – Penelope: é sempre prazeroso assistir a um filme que trás uma fábula original. Infelizmente, o roteiro de Leslie Caveny se isentou em emular todo o encanto de um universo como os dos irmãos Grimm. E Christina Ricci e James McAvoy são muito velhos para convencerem como jovens apaixonados.

127 – Floresta Maldita: Aokigahara é um daqueles lugares que já causam arrepios só de se ouvir o nome. A iniciativa ocidental em trazê-la como foco em um filme de terror é curiosa, mas o estreante Jason Zada é incompetente demais para criar algo que mereça ser levado a sério e Natalie Dormer vem a ser uma tremenda decepção em sua primeira chance de protagonismo no cinema.

128 – Nossa Irmã Mais Nova: os grandes encantos da vida surgem a partir dos mais singelos flagras. A máxima é muito presente na obra do japonês Hirokazu Koreeda, infelizmente entediando com o que pretendia comover.

129 – Boa Noite, Mamãe: essa tentativa mais recente da Áustria em tentar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pode não ir além do que já vimos sobre duplos. O que não invalida a habilidade quase rara de se testemunhar atualmente em causar desconforto a partir de poucos recursos.

130 – Hitler e o Ocultismo: Adolf Hitler é aquela figura desprezível que nunca deixará de causar curiosidade pelo modo como articulou a sua ascensão como líder de uma nação. Neste breve documentário da National Geographic, a distinção está ao associar a sua subida ao poder a partir de práticas ocultistas, um dado nem sempre presente em registros sobre a sua existência.

Sonho-Mortal-Bad-Dreams-Filmes-assistidos-em-marco Alex Gonçalves e os filmes assistidos em março

131 – Going Clear: Scientology and the Prison of Belief: medo da Cientologia. Medo do Tom Cruise. Pobre Nicole Kidman.

132 – O Homem que Não Era: um dos filmes mais estimados de Roger Moore, esse canto do cisne surrealista de Basil Dearden respeita a tradição do thriller de Alfred Hitchcock, criando um mistério em meio a uma estética espetacular que merece ser descoberto.

133 – Ressaca do Amor: ainda que possa ser confundido com outras comédias americanas sem muita identidade, esse projeto que transformou Jason Segel em um comediante do primeiro time consegue fazer humor inteligente ao expor sem cerimônias as fragilidades masculinas.

134 – Um Príncipe em Nova York: melhor coisa de você rever um filme querido na sua infância é constatar que a sua memória afetiva não foi nem um pouco arruinada. E “Soul Glo” continua sendo o melhor comercial já feito!

135 – Batman vs Superman: A Origem da Justiça: a constatação das adaptações de quadrinhos de super-heróis não somente como um negócio de sucesso, mas também como um novo gênero em crise criativa e essencialmente medíocre.

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Alex Gonçalves

Jornalista em formação, é editor do Cine Resenhas, no ar desde 2007. Apaixonou-se por cinema aos seis anos ao alugar filmes de terror na saudosa Voyage, começou a pesquisar sobre a linguagem ao conhecer a obra de Brian De Palma e tem uma queda por Nicole Kidman e Parker Posey. É também um leitor voraz e um viciado em música, da erudita ao house.