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Filmes de 2016: 48 obras que definem o cinema produzido nesse ano

DIZEM QUE O ANO FOI FRACO PARA O CINEMA. Dizem que não tivemos grandes eventos. Dizem que a temporada ficou marcada pelo “fracasso” de tal filme. Dizem que a indústria precisa se renovar. Bem, eles dizem muitas coisas, não é mesmo? O Cinema de Buteco reuniu uma verdadeira seleção com as obras (boas ou ruins) mais marcantes vistas esse ano. Conheça agora os filmes de 2016 com 48 dicas que definem o cinema produzido nessa temporada. Apreciem sem moderação:

(Agradecimento especial para Gabriela Dilly, do Dupla Trip)

1- Os Oito Odiados

“Os Oito Odiados irá ocupar quase três horas da sua vida e os fãs de Quentin Tarantino certamente ficarão maravilhados por mais essa bela contribuição do cineasta para os cinéfilos. Infelizmente, ao contrário de seus trabalhos mais populares, o excesso de diálogos pode significar uma experiência arrastada daquelas que ninguém gosta nem de pensar depois que saí do cinema. É preciso conhecer o trabalho de Tarantino e querer participar dessa angustiante jornada em que qualquer coisa pode acontecer e ninguém é exatamente aquilo que diz. Quem conseguir ficar até o fim terá uma bela recompensa.“

Lançamento: 7 de janeiro


2- Spotlight – Segredos Revelados

“Determinadas obras são tocantes sem precisar de muitas firulas cinematográficas. Basta ter um diretor eficiente, um roteiro inteligente, um elenco inspirado, uma trilha sonora discreta e uma montagem capaz de acompanhar o ritmo com que a narrativa se desenvolve. Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight) possui todas essas características e parece ter sido o bastante para conquistar a atenção da crítica especializada ao redor do mundo.”

Lançamento: 7 de janeiro


3- Carol

“Carol (Cate Blanchett) é uma bela e elegante mulher, mãe de uma garotinha e em pleno divórcio do marido, Harge (Kyle Chandler). Sua vida muda quando vê Therese (Rooney Mara) na loja em que a jovem trabalha em Nova York durante o período natalino. Esta, por sua vez, namora Richard (Jake Lacy), um rapaz apaixonado por ela, mas pelo qual ela não sente nada de especial. A partir do momento em que Carol aparece em seu mundo, ela também vê tudo se transformar. Parece uma história clichê, mas não é bem assim.”

Lançamento: 14 de janeiro


4- Creed – Nascido para lutar

“Creed – Nascido Para Lutar é uma bela obra recomendada para homens e mulheres interessados em grandes histórias de superação. Ainda que o novo trabalho não seja capaz de conquistar tanto o público quanto o primeiro Rocky (talvez porque a construção de Adonis não seja tão eficiente quanto a origem de Rocky, o italiano quase miserável que encarnava o espírito do pobre que conseguia a sua oportunidade única de brilhar e se agarrava a isso), se trata, desde já, de um dos melhores filmes lançados nos cinemas brasileiros em 2016, e isso já é um motivo e tanto para ir atrás descobrir por si mesmo se Creed é isso tudo ou vive apenas do legado de Rocky. Ou de Apollo.”

Lançamento: 14 de janeiro


5- Steve Jobs

“Steve Jobs é uma obra espetacular que apaga a má impressão deixada pelo medíocre filme estrelado por Ashton Kutcher há alguns anos e apresenta o homem por trás das principais revoluções tecnológicas dos últimos anos com justiça. Mesmo que as semelhanças do roteiro com A Rede Social atrapalhem um pouco a nossa imersão, não há como negar que essa inusitada parceria de Danny Boyle e Aaron Sorkin funcionou muito bem. Para todos aqueles que buscam mais que uma cinebiografia, Steve Jobs é uma pedida e tanto.”

Lançamento: 14 de janeiro


6- A grande aposta

“É claro que A Grande Aposta não consegue abordar a crise de maneira completa, afinal, o foco foi no pequeno grupo de pessoas que apostou contra a economia americana e lucrou bilhões em cima disso; temos a visão deles diante do ocorrido e não uma visão global. Por isso que vemos os repetidos comentários e imagens sarcásticos e as pessoas comuns que foram afetadas pela crise, como dois corretores de imóveis, uma família que vai morar no carro porque perde a casa ou os funcionários dos bancos que faliram. Por ter esse tom humanizado e crítico (com humor), a produção funciona muito bem, não sendo afetada nem um pouco pelas complexidades do tema central.”

Lançamento: 14 de janeiro


7- Boi neon

“Este, aliás, eu diria que é o tema de Boi Neon: a busca pelo amor, pelo contato físico, pelo calor humano em que nos reconhecemos como homens e mulheres nos braços apaixonados, firmes e suados de irmãos e irmãs de espécie – tanto que a longuíssima sequência que encerra a projeção, em que Iremar e Gise (Lavor) transam de maneira apaixonada e intensa sobre a mesa de uma tecelagem (e que dificilmente alguém conseguirá me convencer que não foi, digamos, executada de fato) é de uma beleza tão emocionante e transcendente justamente por retratar duas almas extremamente carentes cujos corpos se desmontam um diante do outro a fim de ter, ao menos durante aqueles minutos ou horas, seu vazio existencial preenchido.”

Lançamento: 14 de janeiro


8- Cinco Graças

“Este é um filme maduro e feminista que se passa durante o verão em um vilarejo turco. Cinco Graças conta a história de cinco irmãs que vivem com o tio e a avó sob grande pressão, fazendo com que as garotas deixem de frequentar a escola e passam a viver em uma espécie de prisão domiciliar, aprendendo a limpar, cozinhar e costurar para que fique ainda mais fácil de conseguir um casamento arranjado. As interpretações são excelentes e sinceras, fazendo valer a indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.”

Lançamento: 21 de janeiro


9- Os Dez Mandamentos – O filme

O cinema nacional viu nascer um recorde de público/ingressos vendidos com a Record levando a novela Os Dez Mandamentos para a telona. Independente da polêmica envolvendo ingressos esgotados + salas vazias, o fato é que esse foi um dos principais assuntos relacionados a cinema no Brasil durante o começo do ano.

Em tempo: nós não temos uma crítica de Os Dez Mandamentos porque não escrevemos de novelas.

Lançamento: 28 de janeiro


10- O regresso

“Boa parte de O Regresso é um grande desafio de resistência com o espectador, que imerso na narrativa acaba vivendo sentimentos dolorosos para acompanhar a jornada de sobrevivência e vingança de um homem. É preciso estômago para encarar o longa-metragem. Não pelas cenas de violência gráfica, mas pela moral duvidosa do personagem de Tom Hardy. O Regresso é um grande filme, mas peca pela sua pretensão em ser um épico inesquecível. Inárritu constrói uma obra fria sobre os limites humanos, mas não passa disso. É espetacular por mostrar uma bela história de vingança com dois atores inspirados. E é o suficiente para ser um grande destaque da temporada.”

Lançamento: 04 de fevereiro

Redação do Buteco

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