Tullio Dias e os filmes assistidos em março | Cinema de Buteco
Listas O que assisti esse mês

Tullio Dias e os filmes assistidos em março

Está no ar nossa coluna com os filmes assistidos ao longo do mês de março. Dediquei mais para produzir textos do que para aumentar o número (e poder disputar com o Alex Gonçalves quem via mais coisas), mas estamos aí. Espero que encontrem boas dicas! Me acompanhe no Twitter!

A contagem dos filmes inclui as obras vistas em janeiro e fevereiro (todas devidamente registradas e comentadas). Os títulos grifados serão considerados em nossas listas de Melhores do Ano; em itálico estarão os filmes a que assisti pela primeira vez; e os que não tiverem nada… bem, acontece.

Caso você queira ter a sua lista comentada publicada aqui, deixe uma mensagem nos comentários!

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89- Dormindo com o Inimigo: “conta a história de uma mulher que decide fugir dos abusos do marido e iniciar uma nova vida longe dele. Mas como ela é a Julia Roberts, o cara não vai desistir muito fácil e logo descobre o seu paradeiro para voltar a aterrorizar a esposa.” Esse é mais um longa que faz parte da minha extensa pesquisa sobre psicopatas no cinema. (3/5)

90- O Dilema: Continuaremos publicando críticas de Ron Howard ao longo do mês de abril, inclusive um comentário maior sobre essa comédia surpreendente sobre relacionamentos. Nunca imaginei que pudesse elogiar algo com Kevin James, mas é isso que sou obrigado a confessar: adorei a atuação dele aqui. (3/5)

91- Man Bites Dog: Quando comentei com amigos sobre o meu desejo de fazer um especial sobre psicopatas, disseram que eu precisava conferir esse mockmentary sobre um cara que contrata um grupo de cinegrafistas para acompanhar os seus crimes. Me lembrou a ideia de Por Trás da Máscara: O Surgimento de Leslie Vernon. (3/5)

92- O Boneco do Mal: “flerta com o sobrenatural e o suspense – e o resultado é muito melhor que o da boneca sinistra Annabelle.” (3/5)

93- Os Estranhos: Mais um longa-metragem a ser analisado para a aguardada lista de psicopatas. Ainda estou devendo a crítica completa dele e pretendo fazer em breve. Gosto muito de Os Estranhos e o clima de tensão que ele cria. No entanto, confesso que ele não estará na lista final. (3/5)

94- 99 Francos: E com uma lista de psicopatas, outra de melhores de 1986 e mais uma com os melhores dos anos 2000, QUASE iniciei os esboços do material sobre longas baseados no mundo da publicidade. Quando esse especial nascer, tenha certeza que 99 Francos estará lá. (3/5)

95- Picardias Estudantis: Foi apenas a minha segunda vez com esse longa-metragem escrito pelo Cameron Crowe e me deliciei novamente com o comportamento desmiolado de jovens sem a menor noção do que é ser adulto. Recomendado para qualquer um que goste de comédias adolescentes. (4/5)

96- Feitiço do Tempo: Talvez fique marcado como o último filme que assisti na companhia da minha ex-namorada. Dá quase para escrever uma edição da coluna Histórias de Cinema… É foda que justo esse clássico me faça ter lembranças tristes. Que bosta. (4/5)

97- Benção Mortal: Mês passado fiz uma verdadeira maratona com longas do cineasta Wes Craven. O único que faltou foi Benção Mortal, que é um terror mequetrefe com a Sharon Stone no elenco. Vale pela curiosidade de ver Craven colocando em prática seu fetiche com pesadelos.  (2/5)

98- Pontypool: o crítico Andrey Lehnemann sempre falou bem desse longa-metragem. Nunca tive saco para assistir, mas com a conclusão da lista de melhores filmes de terror dos anos 2000 (a ser publicada assim que as listas de ação e aventura ficarem prontas) fui obrigado a ver. Well. Superestimado, né? É um excelente terror psicológico que possui semelhanças com o oculto de O Nevoeiro, de Frank Darabont, mas não bateu… (3/5)

99- Orgulho e Preconceito e Zumbis: Se eu tivesse que finalizar a minha lista de piores filmes vistos em 2016 hoje, essa adaptação estaria lá. Faltou vida e humor para transformar essa paródia em uma narrativa que pelo menos não empobrecesse a obra de Jane Austen. E eu sou um alucinado com zumbis, vejam bem… (2/5)

100- Queen of Earth: É tão bom quanto beber Skol num copo quente que pertence ao bêbado do bar que acabou de vomitar a porção de jiló. (2/5)

101- Pai em Dose Dupla: Por conta das maratonas e especiais, acabei deixando de lado os lançamentos de 2016. Isso explicaria a presença desta comédia numa eventual lista de piores do ano até agora. Mesmo sem ser horrível, é uma das produções mais fracas que conferi até o momento – embora isso não signifique que seja ruim mesmo. (2/5)

102- Sem Saída: Mais um filme que tive que assistir para finalizar a lista de melhores de terror dos anos 2000. Realmente é uma obra sufocante sobre um casal que se mete numa confusão com um grupo de adolescentes delinquentes. Além de Michael Fassbender no elenco, vale assistir para ver Jack O’Connell em um de seus primeiros trabalhos. (4/5)

103- Henry: Retrato de um Assassino: Arrepiante. Retrato (desculpe o trocadilho) bastante realista sobre a psique de um psicopata numa obra com orçamento relativamente baixo, mas que dá conta do recado e nos deixa assustados. (4/5)

104- A Casa dos Horrores: Uma decepção realmente, já que o longa-metragem é muito pretensioso em sua fracassada tentativa de soar inteligente e inovador. Nem me dei ao trabalho de escrever um texto mais elaborado. (2/5)

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105- A Tortura do Medo: “Um filme bem A frente do seu tempo, Tortura do Medo foi “ressuscitado” das cinzas por Martin Scorsese, um fã declarado do trabalho de Powell e que apresentou o longa-metragem para uma geração bem mais preparada para entender melhor a profundidade da obra. Fãs de voyeurismo que tinham em Janela Indiscreta a sua obra de cabeceira ou Brian De Palma como principal referência precisam dar uma chance para esse clássico do cinema.” (4/5)

106- A Casa do Espanto: Iniciei uma pesquisa pelos clássicos lançados em 1986 visando dois conteúdos especiais no site e aproveitei para corrigir algumas “falhas de formação”, como nunca ter assistido A Casa do Espanto (sempre achei que só existia A Hora do Espanto). A ideia é excelente, mas a execução deixa a desejar com seus efeitos visuais medíocres e datados. (3/5)

107- A Hora das Criaturas: “Cópia mal feita de Gremlins, A Hora das Criaturas ainda funciona razoavelmente bem depois de 30 anos. A história acompanha uma família tradicional numa pacata cidade do interior quando estranhas criaturas extraterrestres chegam e começam a devorar tudo que passa pelo seu caminho. Para tentar impedir a destruição, dois caçadores espaciais chegam para tentar conter as criaturas, embora acabem causando ainda mais confusão. Influenciou demais o excelente Ataque ao Prédio, de Joe Cornish, em 2011.” (2/5)

108- Highlander: “Existem obras que marcam a nossa infância e nos faz ter a certeza que se tratam de clássicos absolutos, com uma qualidade inquestionável. No entanto, é justamente o contrário que costuma acontecer na maioria das vezes.Highlander é um exemplo disso. Se tivesse me deixado levar apenas pela minha memória afetiva, provavelmente escrevia alguma coisa falando bem do longa-metragem. Só que optei por uma revisão (deve ter mais de 20 anos desde que assisti pela última vez) e a única coisa que permaneceu inabalável foi a carismática participação de Sean Connery como o mestre do personagem principal vivido pelo péssimo (Jesus! Como ele é ruim!!!!) Christopher Lambert. Um remake está em produção e não poderia ser mais bem vindo.” (2/5)

109- Caçadores de Emoções: Uau. Eu não dava absolutamente NADA por esse lançamento. O anúncio de um remake de Caçadores de Emoções ainda me incomodava bastante e fui assistir à nova versão com sangue nos olhos. Felizmente me surpreendi com um puta filme de ação que deixará fãs de esportes radicais apaixonados. Adorei. (3/5)

110- Falcão Negro em Perigo: “é um belo filme de ação/guerra com longas cenas de conflitos recheadas de sangue (a violência gráfica não chega a causar desconforto nos mais sensíveis, mas é forte) e tiros para todos os lados. Além de conduzir essas sequências com a maestria habitual, Ridley Scott nos faz acompanhar os anseios desses homens que estão lá arriscando as suas vidas simplesmente porque é esse o trabalho deles.” (3/5)

111- Retroceder Nunca, Render-se Jamais: “Confesso que não vi essa produção na minha infância. Tinha ouvido falar pela primeira vez na época em que trabalhei na Saraiva e um amigo dizia sempre sobre o tal “filme do espírito do Bruce Lee com o Van Damme“. Assistindo agora, 30 anos depois de seu lançamento, me diverti horrores com a história de um garoto esquentadinho que começa a treinar sozinho para conseguir o tão sonhado reconhecimento perante os rivais, além de se vingar do lutador russo (Van Damme interpreta o vilão, cara!!!). Tudo bem que parece uma cópia mal acabada de Karate Kid, mas ainda assim diverte!” (2/5)

112- Crocodilo Dundee: “Clássico dos anos 1980 que funciona muito bem até nos tempos atuais. Afinal, a história faz um mix de King Kong com Tarzan e seu grande mérito é o carisma de Paul Hogan. O protagonista dá um show e nos faz rir horrores de suas peripécias na cidade grande.” (2/5)

113- Cobra: Só tenho uma coisa a dizer sobre Cobra: “Você é um cocô”. (2/5)

114- A Cor do Dinheiro: “Caso você seja fã de Martin Scorsese, A Cor do Dinheiro é um filme imperdível. Até mesmo para quem não é tão fã do trabalho do diretor pode se surpreender com o ritmo mais ágil e uma duração um pouco menor que o costume, mas o que garante mesmo a atração do público é a química entre esses três atores principais, principalmente o carismático Paul Newman. Que homem!” (4/5)

115- Wolf Creek:  Poderia incluir essa produção no nosso ranking de melhores longas com psicopatas, mas ele vai aparecer apenas como um dos grandes destaques de terror dos anos 2000. Para apreciadores de terror slasher e torturas psicológicas, Wolf Creek é obrigatório. (3/5)

116- Top Gun – Ases Indomáveis: Pois é. O bom de fazer esse especial sobre 1986 é que realmente pude corrigir defeitos sérios na minha formação, como nunca ter visto esse hino homoafetivo conhecido como Top Gun, que nada mais é que uma história de amor entre dois homens igualmente vigorosos, talentosos e arrogantes. (3/5)

117- Platoon: “Se houvesse uma lista de produções com um remake encaminhado, Platoon certamente mereceria um lugar nela. Hoje é um filme datado e prejudicado pela ação do tempo e mudança no comportamento dos espectadores modernos. Resta saber se Oliver Stone aceitaria ter a sua “obra-prima” recebendo uma releitura. Eu acho que não. E você? Ainda assim é um must see para cinéfilos de todas as idades, especialmente os admiradores de histórias que mostram a guerra como ela realmente parece ser.” (3/5)

118- Batman vs Superman: A Origem da Justiça: Adorei ver as críticas negativas enquanto recordes eram quebrados na bilheteria. Existem pessoas que erroneamente supervalorizam a opinião da crítica como se fosse um guia do que se deve ou não assistir. Entendo que seja difícil fugir disso para a maioria dos leitores, mas a verdadeira função é apenas buscar acrescentar na experiência do leitor como cinéfilo e abrir a cabeça para mais coisas fora a “história”. Fui esperando ver o Batman arrebentando o Superman, e tive exatamente o que queria. Longe de ser perfeito, mas preencheu as minhas expectativas com louvor. (3/5)

119- 9 ½ Semanas de Amor: Fãs de 50 Tons de Cinza deveriam amadurecer um pouquinho e buscar novas referências. Coisas boas de verdade sobre o universo “explorado” na obra. Esse longa de Adrian Lyne é uma ótima maneira de começar a descobrir como é que se trabalha com sensualidade no cinema. Um dos meus filmes românticos favoritos. Eu sei. So fucking messed up. (4/5)

120- Os Vigaristas:Os Vigaristas é um daqueles exemplos da carreira de Ridley Scott em que ele preferiu um projeto menor para simplesmente se divertir e relaxar fazendo o que mais gosta. O roteiro inteligente e cheio de boas surpresas deixa o espectador atento a história, mas são as atuações que garantem esse interesse. Nicolas Cage dá um verdadeiro show e ajuda a transformar o filme numa deliciosa experiência cinematográfica.” (3/5)

Dormindo-com-o-Inimigo-Filmes-assistidos-em-marco Tullio Dias e os filmes assistidos em março

121- O Anjo Malvado: Quem é que não se lembra de ver Macaulay Culkin na pele de um psicopata infantil disposto a tudo para manter o controle? Independente de seus defeitos, o longa funciona bem nessa tentativa de retratar a psicopatia numa criança. (3/5)

122- Peggy Sue Seu Passado a Espera: Francis Ford Coppola dirigiu Kathleen Turner e Nicolas Cage (sobrinho do cineasta) nessa divertida comédia romântica com toques de ficção científica sobre uma mulher que volta 20 anos no tempo e tem a chance de fazer as coisas diferentes em sua vida. (3/5)

123- The House on the Pine Street: Finalmente um bom longa de terror. Pensei que ia passar o mês batido sem adicionar nada no meu ranking pessoal, mas The House on the Pine Street é um drama sobrenatural independente e feito na base do amor. As atuações parecem desajeitadas, mas o roteiro é envolvente e nos deixa com o cu na mão. A história apresenta um casal que se muda para uma casa nova e descobre que o lugar é assombrado. Se você é fã de terror, fica a dica! (4/5)

124- Por Favor, Matem a minha Mulher: Ouvia tanta coisa boa à respeito dessa comédia lançada em 1986 que provavelmente tive a minha maior decepção cinematográfica do ano até o momento. Existem bons momentos, boas ideias, mas assim como A Casa do Espanto, talvez seja uma obra datada e que mereça uma atualização para atingir ao público moderno. (2/5)

125- A Garota de Rosa Shocking: John Hughes <3 

126- Relatos Selvagens: uma das minhas comédias favoritas de 2014 não parece fluir tão bem na revisão. Continua sendo bem produzido e com histórias divertidas com sua alta dose de humor negro, mas tenho a impressão que no cinema funcionou melhor pelo ambiente mais propício, a novidade, as pessoas rindo e um estado de espírito mais disposto a rir com uma comédia. (4/5)

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Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.