Séries e TV

Review: Prison Break s05e02 – Kaniel Outis

Sabe quem perguntou por você? Kaniel Outis, mais conhecido como “Ninguém”. A nova identidade de Michael Scofield foi melhor explicada neste episódio, mas ainda há mistérios a serem desvendados. Vamos à análise.

Kaniel Outis

Primeiro, que droga de nome é esse? Por causa de um ‘k’ um nome bacana se tornou um nome bizarro. Outis eu nem discuto. É licença poética. Vem do grego, do excesso de Derby, enfim, muita brisa.

Falando nisso, creio que o Scofield está ‘doidão’ em Ogygia. Deve estar até cantando Biquini Cavadão “Eu tava morto, virei o tal ‘Ninguém’. Aqui no Iêmen as leis são diferentes”. Pode crer, Michael, são sim. Só não existem. Já viu ter lei no meio de uma guerra civil?

Voltando. Nas últimas cenas do primeiro episódio, pairou a dúvida se o tal prisioneiro era outra pessoa ou apenas o irmão caçula de Lincoln Burrows se disfarçando. A segunda alternativa estava correta.

Com a ajuda de um ‘amigo’ das antigas, Paul Kellerman (Paul Adelstein), Sara descobriu que o grande amor da sua vida assassinou um agente da CIA, se tornou um monstro cruel, pedófilo e… não, só matou o cara mesmo. Por que? Jacob tentou explicar, utilizando a “Teoria do Jogo”. Mas a mente de Scofield não é tão fácil de entender. Nunca dois mais dois são quatro. Tem muita raízes e hipotenusas envolvidas.

Luz no fim do túnel

Na cadeia, o túnel ou passagem já foi feito, mas não tem como sair. O ‘PCC’ do Iêmen tomou contas das ruas e uma fuga solitária resultaria em morte certa. Nem porrada tem, só tiro e bomba mesmo. Mas Lincoln, que adora se meter em encrenca, foi atrás do ‘Sheik da Luz’. Ele é diretor da companhia elétrica e pai de um dos colegas de cela de Michael-Kaniel-Outis-Scofield.

O plano é que o sheik possa provocar um apagão na cidade (Saná), pois seria mais fácil fugir, desaparecer ou se esconder na escuridão. Eu já teria chamado o gênio da lâmpada. Não dá para brincar num lugar desses.

Saudade do meu ex

Fazendo um parênteses. Vocês viram a reação da Sara ao ver o video enviado por Lincoln? Umedeceu tudo. São as lágrimas, né? Estava pouco se lixando para o coitado do Jacob que tomou um tiro. Tinha coisa mais importante para resolver no momento.

Aliás, essa atriz saiu de The Walking Dead, mas a Lori não saiu dela, impressionante. Rick e Michael foram dados como mortos, ela ‘emprestou’ para o Shane e, agora, Jacob. Não julgo as atitudes, afinal, passou muito tempo. Julgo quem escreveu. Poxa, só tem papel de viúva traíra para Sarah Wayne Callies? Pronto, foi só um desabafo.

Amigo improvável

Eis que surgiu uma ordem para soltar ao pátio todos os bandidos perigosos que estavam na solitária. O filho do Sheik da Luz se tremeu todo, com medo de morrer por ser homossexual, motivo suficiente para intolerantes matarem pessoas. Por isso, o plano de Scofield tinha que dar certo o mais breve possível.

Mas espera aí, não sabiam, não? Kaniel Outis é influente entre os terroristas. A porta do inferno se abriu, de lá saiu o sósia do Bin Laden. Ele é o responsável por tanto pânico. E olha para o nosso protagonista. Parece com raiva. Se aproxima, vem, chega bem perto e… “Que bom te ver, meu AMIGO!” Wtf? Amizade na cadeia? No Iêmen? Em Prison Break? Esse novo Michael está muito rebelde.

No próximo episódio, espero não encontrar ele tomando cafézinho com Trump, viu? Seria demais. Se cuida, Kaniel! Cuidem-se também e até o próximo review.

 

Walter Riedlinger

Jornalista. Palmeirense fanático e Pé vermelho com orgulho. Escrever e cantar são minhas paixões.