Review: The Walking Dead s07e10 - "New Best Friends" | Cinema de Buteco
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Review: The Walking Dead s07e10 – “New Best Friends”

O The Walking Dead s07e10 – “New Best Friends” esclarece as dúvidas que pairavam no ar desde semana passada. Em um episódio bem leve, descobrimos a razão do sorriso de Rick, sua relação com o novo grupo e o assistimos ao reencontro de Carol e Daryl.

O episódio começa focando no Reino. A turma de Ezekiel está fazendo novas entregas e as coisas fogem um pouco do controle. Richard é provocado por um Salvador e o clima esquenta. Esse é o passaporte que desencadeia o reencontro de Daryl com Carol: Richard, aparentemente, tinha um plano que envolveria a morte da tia. E tudo bem pra ele. Porra. Não, né, bicho?

Andrew Lincoln deu entrevistas comparando “New Best Friends” com clássicos da década de 1980 no cinema, como A Morte do Demônio e Hellraiser. Ele não podia estar mais certo. Que sequência engraçada a que ele luta contra um zumbi. O walker em questão está numa armadura que se encaixaria perfeitamente em qualquer aventura de Ash.

Para conquistar a atenção do povo do “Lixão”, Rick precisou duelar com esse monstro. Mas confesso que não estou seguro sobre o comportamento da turma de Janis. Parece que eles não são lá muito confiáveis. Gente desesperada nunca é confiável. De forma até irritante didática, Gabriel pergunta para Rick o motivo dele ter sorrido. Gabriel encarnou o espírito do povo que assiste The Walking Dead, óbvio.

O ponto realmente positivo desse episódio leve foi o emocionante reencontro de Carol e Daryl. Esse último, inclusive, adota um pouco do comportamento de Morgan quando mente para a velha amiga sobre Glenn e Abraham. Ao dizer que está tudo bem, ele cria uma falsa sensação de segurança para a amiga, que claramente ainda lamenta pelos rumos que a vida lhe levou a tomar. Daryl poupa a amiga e demonstra respeitar a sua decisão, mas nós sabemos que isso não deverá durar muito tempo…

Essa sétima temporada de The Walking Dead mantém o seu nível, sem se preocupar com detalhes urgentes. Tudo é colocado em cena depois de um longo período de pesquisa e reflexão da maioria dos personagens. Eu, pessoalmente, sou a favor do pau quebrar mesmo. Quero ver Carol como uma guerreira e não como um poste comilãa. Mesma coisa com Daryl.

Porém, o jogo de xadrez preparado pelos produtores demanda paciência. Em breve teremos respostas e novas perguntas, e surpresas para discutirmos entre nossos amigos. Semana que vem tem mais!

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.