Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Padre

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LONGE DE QUERER SER CHAMADO NOVAMENTE DE DERROTISTA, acho que uma pessoa normal dificilmente vai conseguir assistir Padre e gostar. Mas não se pode ignorar que a graça do cinema é que cada louco consegue gostar e ver qualidade em coisas absolutamente bizarras. Por exemplo, eu consigo assistir Soldado Universal e me divertir com o Van Damme. Também consigo gostar de ouvir a banda Molejo. Mas DETESTEI esse filme. O motivo?
Quando escrevi sobre Legião (sim, cara, eu tive coragem de assistir essa merda também) fui bem sincero e objetivo alegado foi que ele era bizarro. Pois bem, Padre é tão ou mais bizarro e apesar de ter mais momentos interessantes que o longa anterior e mostra o diretor Scott Stewart insistindo nos mesmos erros. Será que ele não consegue perceber que para um filme ser bom, não basta homenagear outros filmes bons? Em Legião ele já havia filmado sequências que lembravam as introduções de O Exterminador do Futuro e dessa vez é Star Wars – Episódio 2: O Ataque dos Clones que ganha uma pequena homenagem. Como não se lembrar de Anakin Skywalker correndo pelo deserto em busca de sua mãe, quando o Padre (Paul Betanny) sobe em cima de uma moto e viaja em alta velocidade? Acho que o enquadramento é idêntico…
Em momento algum a história dos vampiros demoníacos convence. Aliás, os vampiros já deram tudo que tinham que dar. Ultimamente eles só servem para triângulos amorosos. Haja paciência com essa raça frígida, viu… Os dentuços do filme de Stewart são horrorosos, carecas e estão mais para orcs do God of War do que para vampiros, quer dizer, essa encenação dos vampiros prestigia aqueles que consideram os vampiros como criaturas vindas do inferno.
Bettany interpreta um padre que desobedece as regras da Igreja e parte em uma busca desenfreada para resgatar a sua sobrinha. No meio do caminho acaba contando com a ajuda de outras pessoas dispostas a acabarem com os vampiros renegados. Nem mesmo a participação de um dos protagonistas da série True Blood consegue salvar a produção de um fiasco completo, daqueles de causar pesadelos em qualquer cinéfilo que se preze.