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#RetrospectivaButeco – Melhores Cenas com Música de 2015

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20- “Don’t Leave Me This Way”, em Perdido em Marte

Existem uns três ou quatro momentos musicais dignos de destaque em Perdido em Marte, mas aquele embalado pela voz de Thelma Houston com “Don’t Leave Me This Way” é definitivamente o mais brilhante.

A união de elementos da sequência, além de estabelecer um diálogo claro com o anseio de Mark Watney – óbvio, como de qualquer sobrevivente – de não ser abandonado (“Não me deixe assim/Eu não posso sobreviver/Eu não posso me manter viva”), ainda coroa as intenções de Ridley Scott na condução narrativa do longa – no qual as pinceladas de humor e leveza em conexão perfeitamente contrastante (sim, isso mesmo) com a gravidade da situação realizaram uma fuga da tradicional estrutura seguida por produções com a temática da sobrevivência, assim tornando-o revigorante, além de ótimo.

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Para embalar sua solidão:


19- A Cena do Piano em Corações de Ferro

O novato Norman toca uma canção no piano e é acompanhado pela adolescente loira alemã Emma. Tudo isso aos olhos de Brad Pitt num raro momento de descanso nessa obra pesada sobre a Segunda Guerra Mundial.


18- “You’re a Nerd Song”, em A Ressaca 2

Bullying define.

https://youtu.be/W1qZpoyYcgk


17- Baterista em Birdman

“Em um ano em que os bateristas já tiveram destaque e atenção para se tornarem mais do que aquelas criaturas estranhas que se escondem atrás de um instrumento no fundo do palco, Birdman pega carona no seu concorrente Whiplash – Em Busca da Perfeição e nos dá uma trilha sonora genial do baterista Antonio Sanchez. Com uma batida tribal que nos faz sentir toda a tensão dos diálogos e dos seus personagens, somos surpreendidos quando bem de repente, encontramos um baterista praticando no meio do teatro ou nas ruas próximas. Isso faz com que a trilha sonora seja parte da própria narrativa, o chamado som diegético.”


16- A dança, o xadrez e o Agente da U.N.C.L.E

Uma pena o novo filme do Guy Ritchie ter fracassado tanto nas bilheterias porque ele foi uma aventura estilosa e divertida sobre agentes secretos. Talvez o fato do elenco não ter grandes estrelas facilitou o resultado, mas garanto que não foi a falta de talento. Não sou fã do Armie Hammer, mas ele protagonizou cenas excelentes de tapas e beijos com Alicia Vikander; não posso negar. Em uma delas, ele tenta jogar xadrez enquanto ela, bêbada, começa a dançar e a provocá-lo. (Dani Pacheco)