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As 10 melhores adaptações literárias de 2016

Está sendo cada vez mais comum vermos inúmeros livros sendo adaptados para o Cinema. Este ano não foi diferente. Mesmo com várias adaptações um tanto que decepcionantes, como: O Lar da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares, Inferno, Convergente e Alice Através do Espelho, o cinema nos trouxe boas surpresas. Confira a seguir as 10 melhores adaptações literárias de 2016:

ATUALIZADO: Melhores filmes baseados em livros em 2017

10 – A Luz Entre Oceanos

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O desenvolvimento do drama, por si, abrange questões importantes – a maternidade é biológica ou a afetiva? – e possui um caráter louvavelmente humano – a reflexão sobre a clemência e o perdão, a verdade e a culpa que martirizam em nome da felicidade -, bem como visualmente construído por uma produção visivelmente detalhada – a reconstrução da época é eficaz, a fotografia é agradável aos olhos e a sonoplastia é poderosíssima na sequência que vou nomear “primeira tragédia”. (Por: Leonardo Lopes)

09 – A Garota no Trem

Emily Blunt, que foi considerada muito bonita para o papel, fez um trabalho competente. É possível ver o desespero em seu rosto de desorientada e a tristeza em seu olhar.  Sua personagem não existe no livro, pelo que foi divulgado, mas na verdade, houve uma adaptação, justamente para deixar mais claro em qual momento as peças se encaixam. Comparações com o livro sempre vão surgir. No geral, a história foi bem adaptada, apesar da mudança de localização, mas é importante estar ciente de que o suspense consegue ser mantido por mais tempo na literatura, enquanto o audiovisual entrega algumas coisas um pouco cedo demais. (Por: Graciela Paciência)

08 – Como Eu Era Antes de Você

Lembrando um pouco o francês Intocáveis, excluindo a parte do romance e tal, Como eu Era Antes de Você é uma bela história sobre escolhas, reencontrar o prazer de viver uma última vez e coragem. Como romance pode deixar a desejar para públicos menos interessados em narrativas ousadas, mas certamente atende aqueles que preferem histórias mais próximas da realidade e com verdadeiros finais felizes. Uma excelente surpresa, principalmente se tratando de Emilia Clarke.  (Por: Tullio Dias)

07 – Rainha de Katwe

A inocência da protagonista se mistura com as dúvidas e as dificuldades que a jovem encontra diariamente. Ela precisa se manter como membro provedor da família, enquanto é incentivada por seu professor de xadrez a alçar voos que nunca planejou antes. O deslumbre pode causar efeitos arrebatadores na cabeça de jovens e esse é mais um dos desafios de Phiona. Ela percebe a necessidade de se valorizar como pessoa e como jogadora de xadrez, mas também é indispensável ter maturidade para não se enxergar como uma pessoa melhor do que as pessoas que vivem à sua volta. (Por: Graciela Paciência)

https://www.youtube.com/watch?v=ZV8Jyl83M-s

06 – Mogli – O Menino Lobo

É um alento, portanto, ver que este Mogli: O Menino Lobo consegue se sobressair entre os demais nessa selva de remakes. Dirigido por Jon Favreau (de Homem de Ferro 1 e 2), o filme segue de perto a trama da clássica animação da Disney de 1967: um pirralho criado por lobos conta com a ajuda de amigos mamíferos para fugir da ameaça de um tigre vil. Favreau e o roteirista Justin Marks mantêm a história simples, sem subtramas desnecessárias ou personagens novos que pouco acrescentariam (tá anotando, Peter Jackson?). É o Mogli que todos conhecemos, um moleque de tanga vermelha falando com bichos, mas com dois diferenciais fundamentais: um visual impecável e um elenco de vozes de botar respeito. (Por: Lucas Paio)

05 – Animais Noturnos

É interessante perceber como um longa consegue furar suas expectativas e isso pode ser bom. Ele te entrega mais do que era esperado, ou de outra forma completamente diferente. Pelas poucas linhas sobre a trama lidas anteriormente, parecia ser outra coisa. É daqueles filmes que dão vontade de sentar com alguém que tenha assistido e discuti-lo, ver se o outro teve a mesma percepção que você. Entrar nos detalhes, nas sutilezas, ouvir um comentário sobre um ponto que você não percebeu, assim como acrescentar algo à percepção do outro. Isso, desde a perturbadora abertura. (Por: Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro). Leia na integra clicando aqui.

04 – Animais Fantásticos e Onde Habitam

Antes de entrar na sala do cinema e assistir Animais Fantásticos e Onde Habitam, estava com um medo muito grande do que a franquia poderia se tornar. Na verdade, esse sentimento permaneceu pelos primeiros minutos e logo o alívio chegou. Ir ao cinema sem saber nada é um sentimento um tanto esquisito para quem é fã da série. Afinal, acompanhamos o crescimento do bruxo e todos os conflitos vividos em Hogwarts: primeiro no livro e em seguida no cinema. Neste filme, as únicas informações prévias que temos são as criaturas e suas características. O que não dá tantas dicas perto de um roteiro tão rico e detalhado quanto o apresentado nas telonas. (Por: Felipe Borba)

03 – Elle

Entre tantas qualidades de Elle, o que se destaca é o suspense, mantido por boa parte do filme, que se transforma em drama e não deixa de fazer uso da capacidade que os personagens têm de jogar. Os envolvidos não têm noção do perigo desse jogo, mas a necessidade de brincar com fogo pode cegar até mesmo os mais cautelosos. Em entrevista, Paul Verhoeven disse que ao adaptar o livro achou que a personagem principal precisava de um trabalho ligado ao audiovisual mais físico, que canalizasse sua violência interna. Foi aí que, num papo com seus parentes mais jovens, surgiu a sugestão de que fizesse um game. E, a partir desse ambiente virtual, a brutalidade de Michèle implode.  (Por: Graciela Paciência)

 02 – A Chegada

A Chegada compreende a compreensão. Esta enquanto caminho para o alcance da harmonia, da paz, do amor. A comunicação como única forma de atingi-la. Uma espécie, esta humana, que poderia sobreviver sem a ciência, sem a tecnologia, sem o dinheiro, mesmo sem a arte; mas não, não sem a comunicação. O autor do conto que inspirou o filme, Ted Chiang, disse em entrevista: ” Considerando adaptações anteriores de textos de ficção científica, o filme é praticamente um milagre!” ( Por: Leonardo Lopes)

01 – O Quarto de Jack

Um dos livros mais emocionantes que já li na vida chegou até mim por uma recomendação de uma ex-namorada. Ela leu e me emprestou. Eu gostei tanto que nunca cheguei a devolver o livro. Levei a sério a coisa de “o que é meu é nosso” achando que seria pra sempre. O livro recebeu uma adaptação super fiel e elogiada, que rendeu um dos melhores filmes do ano, além de apresentar para o público o pequeno talento chamado Jacob Tremblay. (Por: Tullio Dias)

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