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Crítica: Garotos Perdidos (1987)

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garotos perdidos posterO CINEMA DE BUTECO ADVERTE: A crítica de Garotos Perdidos possui spoilers e deverá ser apreciada com moderação.

GAROTOS PERDIDOS É UM CULT DA DÉCADA DE 1980 e prato cheio para amantes de filmes sobre vampiros. Lançado em 1987, o longa-metragem conta com uma direção inspirada de Joel Schumacher e coloca Jason Patric e Kiefer Sutherland como protagonistas dessa descontraída história de terror adolescente.

Logo na introdução somos apresentados aos bad boys liderados por Sutherland. Atormentando a vida das pessoas que se divertem no carrossel, os moços parecem ter fugido de um concurso de bandas cover do Bon Jovi. Caras e bocas, roupas e cabelos oitentistas fazem o espectador se situar completamente nos anos 80.

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Inclusive, essa caracterização perfeita prossegue com uma regravação de “People Are Strange” pelo Echo and the Bunnymen para apresentar os protagonistas e a misteriosa cidade de Santa Carla, conhecida como a “capital dos assassinatos”. A narrativa mostra que existe um grande número de casos de desaparecimento na cidade e cria um clima de tensão.

O grande lance aqui é entender algumas mensagens presentes na narrativa. No começo, quando o jovem Sam conhece os irmãos Frog, ele é tratado com desdém. É como se ele não fosse digno de frequentar aquela loja de hq’s. O que acontece é que Sam prova o seu valor mostrando que entende do assunto e conseguindo respeito dos irmãos.

Paralelamente, Michael (Jason Patric) começa a flertar com uma garota e aceita o desafio do vampiro David (Sutherland) para postar uma corrida com as motocicletas. Importante lembrar que esses jovens delinquentes se destoam da multidão, e até pela época em que o filme acontece, eles serem motoqueiros aumenta a imagem negativa em cima da tribo. Vira uma caracterização forte para esses vampiros.

É como se Garotos Perdidos fosse uma história de tribos em que os personagens tentam se enturmar, seja para o bem ou para o mal.

O encerramento da obra é com uma frase digna do clássico Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder. Numa frase de efeito, o vovô que tinha saído para um encontro, chega salvando a noite e com toda a calma do mundo abre a geladeira para se refrescar. Logo depois solta uma piada muito divertida: “Uma coisa que nunca suporte nessa cidade são esses malditos vampiros”.

Garotos Perdidos é uma produção indispensável para quem é apaixonado por produções sobre vampiros. Schumacher consegue fazer um trabalho consistente que funciona bem até hoje, muito embora uma releitura não seja má ideia, afinal, é uma história clássica sobre adolescentes tentando fazer a coisa certa e combatendo o mal. Em tempos do sucesso de It- A Coisa, é de se surpreender que um remake ainda não tenha acontecido para apresentar Garotos Perdidos para uma nova geração.