Os 30 Melhores Filmes de Drama dos anos 2000

Ensaio Sobre a Cegueira


“O filme é perturbador, incômodo. Fernando Meirelles consegue traduzir o desespero do livro para a telona com uma fidelidade crua. Cenas desfocadas, melancólicas, brancas. A personagem de Julianne Moore encarando essa realidade frente a frente, a dura e implacável luta pela sobrevivência, onde todos são cegos, e não humanos… Lindo.”

Gangues de Nova York

“A trama se passa em 1863, e apresenta Amsterdam Vallon (DiCaprio) voltando para a cidade de Nova York para vingar a morte do pai. Quando chega no lugar em que viveu parte de sua infância, ele reencontra Bill, o açougueiro (Day-Lewis), o homem que matou o seu pai, e acaba se infiltrando na sua gangue para conseguir sobreviver até chegar o momento de consumar a sua vingança. Paralelamente aos conflitos pessoais dos dois personagens, acompanhamos como os soldados eram recrutados para a Guerra Civil Americana e os confrontos entre as gangues que tentavam dominar a cidade.” (Tullio Dias)

Hotel Ruanda

“Muitos foram pegos de surpresa por Hotel Ruanda, dramatização do diretor Terry George para o genocídio de 1994 em Ruanda, com quase um milhão de civis mortos por extremistas hutus. Ao privilegiar a perspectiva de Paul Rusesabagina, um herói real sem nenhum apoio externo responsável pela sobrevivência de mais de mil refugiados, a produção é daquelas capazes de visualizar a solidariedade presente mesmo nas maiores atrocidades da humanidade, além de exercer o seu papel social em trazer para o mundo um episódio fatalmente carente de registros históricos.”  (Alex Gonçalves)

O Labirinto do Fauno

“O mundo fantástico de Ofelia dá sentido e esperança á garotinha que vive cercada por tragédias. A estética do filme influenciou a maioria dos trabalhos subsequentes do del Toro.” (Natalia Coutinho Nunes)

Amores Brutos


“Hoje sem contar com o privilégio da unanimidade, Alejandro González Iñárritu de fato é um cineasta movido por excessos. Ainda assim, seria injusto não elogiá-lo por sua impressionante estreia em “Amores Brutos”, finalista ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2001. Indo além dos acasos típicos de um filme coral, o cineasta e o roteirista Guillermo Arriaga traçam um panorama de personagens marginalizados mesmo em contextos privilegiados, associando-os à irracionalidade animal.” (Alex Gonçalves)

Irreversível

“Não há lista de obras mais polêmicas do cinema que não conste Irreversível, do argentino radicado na França Gaspar Noé. Não somente pelo experimentalismo em exibir a sua narrativa em modo reverso, como pelas imagens de um teor gráfico explosivo. Após o misto de sentimentos que podem se manifestar no curso de Irreversível, do deslumbramento ao asco, é possível respirar fundo e extrair alguma valia da realização, sem reservas ao trazer os abismos que nos aguardam na mudança mais inocente de trajeto.” (Alex Gonçalves)

Gran Torino

“Para um cinéfilo, é maravilhoso quando a filmografia de um ator contribui para a construção de um personagem e consequentemente para a narrativa de um filme. Principalmente quando estamos falando de alguém com o carisma de Clint Eastwood que empresta sua persona para o drama Gran Torino.

Como uma metralhadora, o filme atira para todos os lados e sua discussão esbarra em temas como migração e xenofobia, machismo, violência contra a mulher, violência urbana, patriotismo, relação de pais e filhos, religião e a forma de encarar a morte.

Mas o destaque maior fica mesmo com o direcionamento do roteiro em consonância com a história de um veterano de guerra que se vê em conflito com a vizinhança violenta, mas ao mesmo tempo sente a necessidade de se aproximar deles para continuar sentindo-se útil.” (Leonardo Lopes Carnelos)

O Operário

“Esta obra dirigida por Brad Anderson é um daqueles filmes que deixam a gente inquieto, sabe? Trata-se de um operário de uma fábrica que não dorme há um ano. Sim, é isso mesmo. Ele está com uma cara pior do que nós na segunda feira pela manhã. O inquietante é que há um motivo para ele não dormir, e é um motivo bem considerável, coisa séria. Nos faz lembrar um pouco Clube da Luta e o personagem do maravilhoso Bale passa á quem assiste o filme uma espécie de desconforto. Vale a pena!” (Raissa Lazarek)

Mar Adentro


O filme espanhol apresenta ótimas questões para o tema da bioética: conta a história real de Ramón Sampedro (Javier Bardem), que ficou tetraplégico após um mergulho e luta na justiça para ter o direito de por fim a própria vida através do chamado suicídio assistido. Mar Adentro conta ainda com uma belíssima cena ao som de Nessum Dorma, representando a vida a qual o protagonista foi privado. (Juliana Cuenca)

21 Gramas

Três histórias dolorosas e interligadas, com atuações de primeira e uma montagem que desafia o espectador a construir seu próprio filme na cabeça. Talvez o melhor momento de Iñárritu.

Match Point


“As pessoas só seguem uma regra em duas condições: caso elas acreditem no sistema, ou caso elas tenham medo de ser punidas. Este é o mote principal de Crime e Castigo, clássico romance de Fyodor Dostoiévski, livro o qual Woody Allen resolveu referenciar em Match Point.
O grande dilema do protagonista está em seguir sua verdadeira paixão (no caso a personagem de Scarlett Johansson) ou a estabilidade financeira. E o desenrolar do roteiro vai aos poucos revelando ao telespectador o paralelo entre as histórias ja mencionadas.
Destaque ainda para o uso da parábola da bola na rede de tênis, e sua rima com o momento crucial da trama.” (Leonardo Lopes Carnelos)

Edukators

“Contando com uma bela fotografia, com uma estética que lembra o cinema digital, com a câmera sempre na mão, e com uma ótima trilha, Edukators é um filme que prende até o final que é surpreendente. Vale a pena!!” (João Paulo Andrade)

Monster

“Aileen Wuornos ficou conhecida como “a primeira serial killer dos Estados Unidos”, mas Monster mostra que ela não foi apenas uma assassina fria. Interpretada com maestria por Charlize Theron, Aileen pensa em se matar, mas conhece Selby (Christina Ricci) e tudo muda.

A garota de programa passa a ter um novo objetivo diante do amor que nunca recebeu. Tenta se enquadrar nos padrões da sociedade e, aos poucos, a sua história (que inclui abusos frequentes desde criança, uma gravidez precoce e prostituição como solução para se manter) acaba sendo revelada. Os homicídios? Surgiram como método de defesa e acabaram saindo de controle. O filme é o retrato de uma vida ingrata e sofrida, além de suas consequências.” (Graciela Paciência)

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Poucos filmes significam tanto para tantas pessoas. Mas quando Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças começa, despretensiosamente, não dá pra saber que é um daqueles filmes que mudam vidas.

Não é exagero. Certamente, mudou a minha. Quando o assisti pela primeira vez, ainda em 2004, vinha de uma série de comédias românticas que pouco ou nada me diziam. Além de previsíveis, elas eram irreais, cheias de pessoas perfeitas e bem vestidas. Aquela história viria a ser o motivo de me render ao cinema, a um mundo novo e desconhecido, onde o mocinho não é nenhum Matthew McConaughey, e a donzela não tem a maquiagem sempre no lugar. Era um mundo onde a arte imitava a vida – e isso, por si só, é fascinante. (Nathália Pandeló)

20002001200220032004200520062007200820093 Semanas e 2 Dias4 MesesA Fita BrancaA Lula e a BaleiaA Menina de OuroA Professora de PianoAbril DespedaçadoadaptaçãoAs HorasBilly ElliotControlCorrente do BemDeixa Ela EntrarDogvilleElefanteEm Busca da Terra do NuncaFale Com ElaO Escafandro e a BorboletaO Jardineiro FielO Labirinto do FaunoO LutadorOs Dois Filhos de FranciscoOs SonhadoresPeixe GrandeProfissão de RiscoReine Sobre MimRequiem para um sonhoSangue NegroUma Lição de AmorVolverWalking Life
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