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Livros que gostaríamos de ler em 2017

O CINEMA DE BUTECO CONTINUA SUA SÉRIE DE LISTAS ESPECIAIS PARA O FIM DE 2016 e agora apresenta uma pequena seleção de títulos literários que seriam bem vindos em 2017, mas que provavelmente ficarão apenas nos sonhos impressos do Tullio Dias. Confira:

Markus Zusak, você ainda sabe escrever?

Uma das minhas grandes frustrações na literatura foi ter me apaixonado pelo escritor australiano em 2006. O Mensageiro e A Menina que Roubava Livros (o primeiro livro que eu comprei com o meu dinheiro) me pegaram de jeito e naquela época, eu ainda era um “jovem leitor”. O estilo de Zusak me deixou impressionado e logo se tornou meu objeto de desejo. Eu queria escrever com esse mesmo estilo e fui logo atrás de tudo que o autor escreveu.

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No entanto, depois de mais de dez anos esperando pelo sempre adiado Bridge of Clay, Zusak perdeu a graça. Perdeu o encanto. Reli A Menina que Roubava Livros e entendi perfeitamente porque dizem que nós devemos consumir a mesma obra em diferentes estágios de nossas vidas. Acho que fiquei tão frustrado com esse suposto perfeccionismo que me fechei para um dos escritores que mais me influenciou.

Ainda assim, confesso, eu seria o primeiro a comprar o novo livro dele. Será que em 2017 sai?

Os fãs de Game of Thrones cansaram de te esperar, George Martin

Ventos do Inverno, sexto livro de Game of Thrones, deveria ter sido lançado no ano passado. Existia a expectativa do lançamento acontecer antes da estreia da sexta temporada, mas isso não aconteceu. Em 2016, o improvável aconteceu e os fãs da série de TV puderem ter uma vingança contra todos os “amigos” que faziam questão de contar tudo que acontecia. A TV deu spoiler no livro, cara. Isso foi doido.

Ainda não há confirmação nenhuma de que o livro sequer esteja pronto, mas desde que o Cinema de Buteco começou a falar de literatura e série, citar George Martin se tornou uma verdadeira obrigação.

Material novo do John Green

É altamente improvável que John Green tenha algum segredo guardado e planeje surpreender os seus fãs em 2017. (Sim, eu sou um trintão que adora os livros do cara. Na verdade, sou do tipo que mantém uma eterna sensação de gratidão por qualquer um que me faça rir e chorar ao mesmo tempo. Isso vale para ex-namorada também. Mas eu nunca namorei o John Green. Enfim)

A verdade é que ler algo novo desse autor que me conquistou em Quem é Você, Alaska?, em 2011, 2012, me faz ter várias sensações diferentes. A Culpa é das Estrelas, seu último (e injustamente mais popular) romance já foi lançado há um tempinho considerável. Fico curioso de ver o quanto o sucesso irá influenciar o estilo de Green, ainda mais levando em conta que A Culpa é das Estrelas só não é pior que O Teorema de Katherine e está nos luz de Cidades de Papel ou meu favorito Quem é Você, Alaska?.

De qualquer forma, um novo romance de John Green em 2017 seria muito bem vindo.

Alguma coisa do Chuck Palahniuk vindo aí?

Prometi para mim mesmo que não iria forçar a barra falando apenas das minhas referências porque isso é realmente tudo que eu leio.

Mas eu minto. Muito. Com frequência.

Existem alguns romances ainda inéditos do autor no Brasil e qualquer coisa que tenha a assinatura de Palahniuk merece uma atenção especial. A última novidade sobre o autor, que em 2016 lançou Bait, um livro de colorir para adultos. Imagine só como deve ser colorir uma história criada pela mente esquisita de Palahniuk… Pois é.

Nick Hornby, pelo amor de Deus, pare com o cinema!

Foda-se. Chutei o balde. Já que falei do Chuck Palahniuk, tenho meio que uma obrigação de encerrar as minhas recomendações com o Nick Hornby. A grande novidade se tratando do autor é que Juliet, Naked será adaptado para os cinemas num longa que terá Ethan Hawke e Rose Byrne nos papéis principais. Ainda não uma previsão oficial, mas chuto para o ano que vem.

Ano que vem também teremos uma adaptação italiana de Slam em Tutto per una Ragazza. E espero que isso tenha sido uma surpresa para você tanto quanto foi para mim.

Li algumas entrevistas de Hornby declarando seu amor por escrever roteiro de adaptações de livros para o cinema. A impressão que tenho é que o careca está loucamente apaixonado e ainda vai enrolar um bom tempo até nos presentear com o sucessor de Funny Girl, que é provavelmente sua obra mais madura até hoje. Eu ficaria extremamente feliz com uma possível surpresa editorial envolvendo Hornby em 2017, mas é mais fácil ver o George Martin lançando o sexto livro de Game of Thrones…