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O Relato de Arthur Gordon Pym

Após, durante vários anos, ter lido e relido contos e poemas sombrios de Edgar Alan Poe, em meados de 2017, aventurei-me na leitura de um clássico do autor chamado O Relato de Arthur Gordon Pym, cuja narrativa afasta-se um pouco da aura sombria que é tão característica do escritor.

Antes de prosseguir, acho importante esclarecer que Poe, nem de longe é meu autor favorito, embora eu tenha grande admiração por suas obras e reconheça sua importância histórica.

Contudo, dentre todas as suas produções literárias com as quais já tive contato, sem sombra de dúvida, O Relato de Arthur Gordon Pym foi a que mais me agradou e, talvez, essa preferência se de justamente pelo fato de que essa narrativa, conforme citado acima, de certa forma, escapa dos padrões habituais de Poe.

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Nesse livro encontramos uma história composta por elementos fantásticos que são complementados por alguns aspectos horripilantes, que quase beiram o terror. Esse conjunto de fatores dá luz a um romance de aventura (ressalte-se, o único escrito por Poe) que prende o leitor desde as primeiras linhas até o fim da obra.

O desfecho parte do jovem protagonista Arthur Gordon Pym que, em certa ocasião, embarca num navio e a partir desse momento, vivencia uma série de desventuras em meio ao oceano. Pym encara situações assombrosas, fantásticas e inusitadas, como naufrágios, fortes tempestades, ilhas desconhecidas habitadas por selvagens, morte de tripulantes, fome, e várias outras incríveis ocorrências.

Ao longo de todo o livro, Poe não se cansa de surpreender o leitor com sua brilhante imaginação, que dá vida a uma série de situações fascinantes e envolventes. Todas as ocorrências são contadas em primeira pessoa, pelo próprio protagonista de história que, assim, apresenta sua experiência por meio de um relato de viagem, fato este que proporciona ao leitor a sensação de estar próximo ao personagem.

Livro recomendado para qualquer um que possua algum grau de interesse pelas obras de Alan Poe e, claro, simplesmente indispensável para os leitores ávidos do autor (afinal, este foi o único romance que ele escreveu, então vale a pena conferir). A edição que li é do ano de 1997 publicada pela editora L&PM Pocket e contém um total de 314 páginas.

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