Ziggy voltou aos céus: Uma homenagem do Cinema de Buteco para David Bowie

Ziggy voltou para os céus - David Bowie

Nesta segunda-feira, dia 11 de janeiro, o mundo acordou com a triste notícia da morte de David Bowie. O artista faleceu no domingo, dois dias após celebrar seu aniversário de 69 anos com o lançamento do último álbum de sua carreira. Este legado final que ele nos deixou chama-se “Blackstar”, e desde que foi oficialmente divulgado, tem sido amplamente elogiado. Após a morte de David Bowie, Tony Visconti, seu produtor, declarou que o músico “fez esse trabalho para nós como um presente de despedida”. E foi uma despedida à altura que fechou essa brilhante carreira com chave de ouro. O álbum possui uma sonoridade ousada e densa, composta por um instrumental criativo com fortes e evidentes influências do Jazz, e essas melodias são complementadas por letras instigantes. Blackstar é audacioso e carrega em si a essência que Bowie nos mostrou em todo o seu repertório artístico: a inovação.

Bandas como KISS, The Beatles, A-Ha, Rainbow, New York Dolls, Iggy Pop, Dead Kennedys, The Mission, e outras lamentaram a morte de Bowie seus perfis nas redes sociais. Além disso, músicos como Madonna, Jimmy Page, Siouxsie Sioux e outros, também se manifestaram. Vemos aqui que artistas dos mais diversos gêneros se expressaram e homenagearam Bowie, e isso indica o quanto o Camaleão era respeitado pelas mais variadas personalidades. A quantidade de pessoas influenciadas pelo músico sempre foi e continuará sendo imensa, pois o próprio David Bowie foi imensamente versátil em sua carreira e estava constantemente se reinventando e lançando-se corajosamente em novos horizontes. Esse fluxo de mudanças e ousadias gerou o apelido de “Camaleão do Rock”.

E não foi apenas na música que Bowie se destacou. Ele também foi importante e imensamente influente na moda e no cinema. Vestia roupas excêntricas e extravagantes e atuava em filmes dos mais diversos temas, sempre surpreendendo positivamente. Foi assim, um artista de vanguarda, que estava à frente de seu tempo, avançado em seus pensamentos e filosofias e atrevido em suas produções. Analisando aspectos de seu legado como discografia e filmografia, notamos que o artista não se preocupava em seguir padrões específicos e arriscava-se em experimentações. E é incrível notar que ele sempre se destacava e oferecia ao público um resultado magnífico e agradável. Havia sempre uma bravura no dinamismo de suas criações, pois Bowie não se importava com o contexto histórico em que vivia, com aprovações ou com críticas. Ele preocupava-se apenas em se expressar livremente e dar forma à sua imaginação, ideologias e emoções, oferecendo ao público uma arte pura e verdadeira. E essas características lhe tornaram cada vez mais autêntico ao longo de sua vida.

David Bowie escreveu uma história espetacular ao longo de sua vida. Mexeu com a cabeça das pessoas quando apareceu vestido de mulher. Intrigou muitos quando assumiu o perfil de um ser extraterrestre. Foi destemido e dono de uma personalidade extremamente singular, mantendo-se firme, mesmo nem sempre sendo compreendido ou bem aceito por todos. Não se importava, e apenas seguia em frente. Sua história aqui na Terra chegou ao fim, mas sua arte é permanente. Precisamos tentar enxugar nossas lágrimas e substituí-las por sorrisos que demonstrem a gratidão pelo fato de termos vivenciado a mesma época deste grande gênio!

Juliana Vannucchi