1 é pouco, 2 é bom…: Adam Sandler

Final de semana chuvoso, locadora na certa. Como uma boa taurina, sou indecisa, e andando pela prateleira de comédia, entre vááárias opções, uma me chamou atenção: Eu os Declaro Marido e… Larry!

Já muito me falaram desse filme, e resolvi me aventurar, afinal Adam Sandler em comédias nunca é perda de tempo. E não foi diferente. Eu os Declaro Marido e… Larry! conta a história de dois amigos, Chuck (Adam Sandler) e Larry (Kevin James), bombeiros e companheiros há muito tempo. Enquanto Larry tenta superar o trauma de ter perdido sua mulher e seguir com a vida, Chuck vive cercado delas, sem nenhuma preocupação, sem nenhum compromisso.

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Larry se vê num grande problema quando, por não abrir a correspondência que chega à ex-mulher, não consegue transferir seu seguro de vida aos filhos. A única maneira de resolver isso é casando novamente. Mas como arrumar alguém a altura da ex e que se possa confiar? Depois de salvar o melhor amigo e receber a certeza de qualquer favor em troca, Larry tem uma idéia. Casamentos gays não são tão incomuns hoje em dia…
Dá pra ter uma idéia mínima do que vem por aí. Zoar o mundo homossexual atualmente sem que haja preconceito é perigoso e arriscado, mas o risco valeu a pena. Em situações hilárias, Adam Sandler novamente consegue nos tirar grandes e boas risadas.

Boa pedida! Destaque para a excelente trilha-sonora! E uma boa demonstração da verdadeira amizade, coisa difícil de se encontrar!

Agora, tirem os sapatos…

Voltando à locadora, outro filme me chamou atenção, e sei que já foi falado aqui (mas não me recordo do post e, sinceramente, estou com preguiça de procurar): Reine Sobre Mim (do original Reign Over Me).

Adam Sandler agora versão drama. Será? Sim, acreditem, existem muitos atores que só se dão bem em comédias – Ben Stiller é um, na minha opinião – e eu realmente não esperava uma atuação tão marcante como essa.

Charlie Fineman (Adam Sandler) é um viúvo do 11 de setembro. Depois de perder as 3 filhas e a mulher, que estavam em um dos aviões, ele entre em profundo estado de Estresse Pós-traumático. Se recusa a falar sobre elas, desconhece os antigos amigos, evita de toda maneira os ex-sogros. Ou seja, qualquer coisa que leve à sua antiga família. Se torna, aos olhos alheios, um adulto com comportamento de criança. Incompreendido.
Alan Johnson (Don Cheadle) é um dentista, ex-colega de quarto de Charlie, que vive reprimido pela mulher. Sem poder reagir, sente-se sufocado e não sabe o que fazer. Até que encontra Charlie, que muda sua vida completamente.

Primeiramente, Charlie não reconhece o antigo amigo. Depois aceita essa aproximação, por achar que Alan nunca tocaria no assunto delas. O amigo, porém, acredita seriamente que Charlie precisa de ajuda. E quando ele começa a tocar no assunto, é surpreendido por repentinos surtos de ódio, súbitas retiradas sem explicações. Charlie acha que o amigo não tem o direito de despertar lembranças tão dolorosas. Alan vai aceitando a recusa e aproveitando a vida “indiferente” que o outro leva, fazendo coisas que antes nunca passaria por sua cabeça fazer.
E nessa troca de favores, Alan vai sentindo-se mais livre e Charlie vai se sentindo mais à vontade.

Recomendo demais. Adam Sandler está maravilhoso nesse papel, impressionando MESMO. A cena do tribunal… foda. É daqueles filmes que não se mostram de começo; pouco a pouco ele vai acontecendo, fazendo você ficar boquiaberto e realmente satisfeito.

E a moral da história é… pessoas importantes são tiradas da nossa vida sem permissão o tempo todo, mas isso não nos dá o direito de parar de viver. Dói, sim, mas toda dor pode ser curada. Perdas são testes de superação, e a cada teste vencido, uma nova lição, a certeza de se tornar mais forte.

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