O Turista

Vigiada por homens que querem saber do paradeiro do seu marido, Elise (Angelina Jolie) toma um chá tranquilamente, quando recebe uma carta de seu amado com coordenadas indicando onde devem se encontrar e com algumas ordens sobre como ela deve proceder. O tal marido, incógnito, usa Elise como isca para distrair os tais homens que estão a sua procura. E Elise, com todo o seu amor, segue todos os passos indicados por ele. Aí o seu lado mulher fatal entra em ação: dentro de um trem que segue de Paris a Veneza, Elise seduz Frank (Johnny Depp), um tímido professor de Matemática americano, que está a passeio por ali. Manipulando todas as respostas que ele deveria dar às suas perguntas, Elise faz com que Frank vá para um hotel (maravilhoso!) com ela e o faz passar por seu marido.

Tudo faz parte de um quebra-cabeça com o intuito de confundir os caras que tentam descobrir pelos passos de Elise aonde seu marido foi parar, pois ele deu um golpe milionário, desapareceu com o dinheiro e nem a própria sabe de seu sumiço (só sabe que ele ta rolando na grana, já que ele deixa vários vestidos lindos e muitas jóias para ela de presente no quarto do hotel). No meio da confusão, um gangster que também foi roubado pelo marido dela começa a seguí-la, ela continua seguindo as ordens, e Frank é usado o tempo todo sem entender o motivo pelo qual aquela mulher maravilhosa o faz passar por outro homem. Em dado momento, ela até revela, mas tarde demais, pois aí ele já se apaixonou pela bela, como não poderia deixar de ser.

Soluções para o caso pipocaram na minha cabeça durante o filme. Confesso que, a certa altura, comecei a achar tudo lento demais e não aguentava mais esperar por uma reviravolta, um final super surpreedente que me deixasse de boca aberta. Bem, o final incrível não veio. A curiosidade se manteve o tempo todo, já que a verdade só é revelada no final. Todas as cenas de perseguição fazem crescer a expectativa do que está por trás de todo o esforço de Elise em enganar os caras. As cartas enviadas pelo marido, Frank fugindo dos agentes correndo pelos telhados dos prédios usando um pijama listrado, Elise abandonando (tadinho!) Frank no aeroporto, Frank indo ao encontro de Elise num baile (em que ela aparece lindamente vestida, e ele mais ainda, charmosíssimo). No final, tudo se encaixa, até os pequenos detalhes. Pode-se dizer que o filme é previsível e não é, ao mesmo tempo, mas nada espantosamente original. É um bom passeio a Veneza, com belas imagens, para se passar o tempo.

Redação do Buteco

Cinema por quem entende mais de mesa de bar.