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Críticas de filmes

Across The Universe

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Recentemente assisti o Across The Universe, que já passou pelo buteco pela Magui aqui. Portanto, vou só dar uma pincelada no filme!

O filme se passa na década de 60, e começa com o jovem britânico Jude (Jim Sturgess), decide ir pros EUA pra conhecer seu pai. Lá ele encontra um jovem rebelde, Max Carrigan (Joe Anderson) e acaba apaixonado por sua irmã, Lucy Carrigan (Evan Rachel Wood). Daí pra frente, acontece todo aquele drama da época! A guerra, revoluções, e tudo mais que possa dar um bom romance, misturada a juventude e rebeldia, aventuras, shows, e etc e tal! Inclusive, Jude e deportado pra Inglaterra perto do fim do filme!

O filme usa uma fórmula bem simples. Simples até demais. Porém, com um diferencial que o torna foda, um musical. Um musical só com canções dos Beatles! Eu que era um tapado que só conhecia meia dúzia deles, me apaixonei mais pela banda depois o filme! Temos também o guitarrista Jojo (Martin Luther McCoy) que é uma referência descarada de Jimi Hendrix e a cantora Sadie (Dana Fuches) que é referência a Janis Joplin! Tem até o Bono fazendo uma ponta no filme!

Enfim, o filme é excelente! Recomendado par todos os fãs de Beatles e para aqueles que não conhecem praticamente nada! Vale pra toda a família! o/

Seguem as canções do filme:
1. “Girl” — Jude
2. “Hold Me Tight” — Lucy, Molly, and Prom Night Singers
3. “All My Loving” — Jude
4. “I Want to Hold Your Hand” — Prudence
5. “With a Little Help from My Friends” — Max, Jude, and Dorm Buddies
6. “It Won’t Be Long” — Lucy and Students
7. “I’ve Just Seen a Face” — Jude and Max
8. “Let It Be” — Gospel Singer, Jojo’s brother, and Church Choir
9. “Come Together” — Pimp, Bum, Mad Hippie, Jojo, and Prostitutes
10. “Why Don’t We Do It in the Road?” — Sadie
11. “If I Fell” — Lucy
12. “I Want You (She’s So Heavy)” — Max, Sadie, Prudence, and Soldiers
13. “Dear Prudence” — Sadie, Jude, Lucy, and Max
14. “Flying” instrumental – The Secret Machines
15. “Blue Jay Way” — The Secret Machines
16. “I Am the Walrus” — Bono and The Secret Machines
17. “Being for the Benefit of Mr. Kite!” — Mr. Kite
18. “Because” — Lucy, Jude, Max, Sadie, Prudence, and Jojo
19. “Something” — Jude
20. “Oh! Darling” — Sadie and Jojo
21. “Strawberry Fields Forever” — Jude and Max
22. “Revolution” — Jude
23. “While My Guitar Gently Weeps” — Jojo and Jude
24. “Across the Universe” — Jude (interwoven with “Helter Skelter”)
25. “Helter Skelter” — Sadie (interwoven with “Across the Universe”)
26. “And I Love Her” (brief extract incorporated into the orchestral score during the “Across the Universe”/”Helter Skelter” sequence, also sung by McCoy in a deleted scene)
27. “Happiness Is a Warm Gun” — Max, Bang Bang Shoot Shoot Nurses, and Soldiers
28. “A Day in the Life” — Jeff Beck
29. “Blackbird” — Lucy
30. “Hey Jude” — Max and Angela
31. “Don’t Let Me Down” — Sadie and Jojo
32. “All You Need Is Love” — Jude, Sadie, Prudence, and Jojo
33. “Lucy in the Sky with Diamonds” — Bono and The Edge


DADOS DA PELÍCULA:
Nome Original: Across The Universe
Direção: Julie Taymor
Produção: Jennifer Todd
Suzanne Todd
Charles Newirth
Roteiro: Julie Taymor
Dick Clement
Ian La Frenais
Elenco: Evan Rachel Wood
Jim Sturgess
Joe Anderson
Dana Fuchs
Martin Luther McCoy
T. V. Carpio
Música: Elliot Goldenthal
Canções: The Beatles
Lançamento: Outubro de 2007
Duração: 133min

Nota do Buteco: 4 Caipirinhas!

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5 Comments

5 Comments

  1. 2T

    29 de julho de 2009 at 16:14

    Esse filme é divertido. Mais ainda para quem é fã dessa banda chata…

    As versões ficaram lindas!

  2. Dri

    29 de julho de 2009 at 16:15

    É tão lindo!
    Daria 5 caipirinhas *_*

  3. 2T

    29 de julho de 2009 at 22:26

    vale dizer que provavelmente eu choraria assistindo esse filme por esses dias. hahaha
    beatles me emocionou, cara. tem alguma coisa errada

  4. Wendel Wonka

    30 de julho de 2009 at 18:06

    O filme é foda bigode! E até quem não é fan dabanda tem q dar o braço a torcer pq as músicas são lindas!

  5. Junnel

    30 de julho de 2009 at 18:36

    eu chorei vendo este filme (y)
    totalmente demais!
    a sim, eu tenho a OST (essa versão extendida q o wendel citou)

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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