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Filme: Alvin e os Esquilos 4 – Na Estrada

Alvin e os Esquilos Na Estrada crítica
Eles são uma gracinha. É muito difícil não ver Alvin, Theodore e Simon e não se apaixonar por eles. Quando as Chipettes se juntaram a eles, foi melhor ainda; elas são outras personagens carismáticas. No entanto, após dois filmes engraçadinhos, o terceiro acabou falhando em mostrar, mais uma vez, o quão adoráveis são os esquilos. Alvin e os Esquilos 4 – Na Estrada (Alvin and the Chipmunks: The Road Chip, EUA, 2015) foi um tiro no pé da Fox.

Dave (Jason Lee) parece ter encontrado o amor de sua vida e dá a entender que vai pedir a mulher (Kimberly Williams-Paisley) em casamento. No entanto, ela também tem um filho adolescente, o rebelde Miles (Josh Green), que não vai deixar os pobres esquilos em paz. Com medo do casal selar a união e tiverem que viver com o garoto e serem despejados por serem animais eventualmente, o trio bola um plano para evitar o pedido de matrimônio e contam com a ajuda do ex-futuro irmão. Obviamente, eles acabam enfrentando problemas no caminho.

Temos aqui um filme infantil, portanto, cenas “bobas” estão presentes constantemente na tela. Acho que é comum uma produção como Alvin ter coisas do tipo, então tudo bem; o que acho ruim é como, desta vez, tudo ficou bobo demais e o pior: sem graça. Não ri praticamente em nenhuma cena e não engoli nenhuma história dos coadjuvantes. A namorada de Dave é pobremente explorada e não fala nada útil, ambos servem apenas de figurantes ou para gritarem com os filhos de vez em quando. Miles é o rebelde clichê: tem um passado que o faz ser daquele jeito insuportável e depois acaba se entendendo com os esquilos ao se abrir com eles (pessimamente, vale ressaltar).

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Quem dá trabalho aos protagonistas é um agente aéreo, desculpa a palavra, tosco. Sabe aqueles vilões caricatos e exagerados demais? Em um nível que ofende até mesmo crianças ingênuas de tão mal feito? Pois é, este é Suggs (Tony Hale). Seu motivo para perseguir os quatro é ridículo e pouco convincente e sua personalidade desajeitada incomoda o tempo todo. Claro que um vilão idiota é normal de termos, mas existe um limite a meu ver e ele foi ultrapassado aqui.

Outro problema do filme é como as Chipettes foram esquecidas. Sua participação é bastante pequena e isso é claramente sentido na trama, já que a interação que têm com os Chipmunks é sempre adorável. O foco no núcleo monótono e repetitivo de Miles e Suggs torna isso ainda pior.

Acho que o único aspecto que salva a terceira aventura de Alvin, Theodore e Simon é a música. A seleção da trilha foi ótima e a inserção no longa ficou bem legal, especialmente a cena de “Uptown Funk” e em um bar de música country. Não compensa o resto, mas ajuda-nos a tolerar mais a produção, que decepciona em quase todos os quesitos.

 

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