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Críticas de filmes

Antes que Termine o Dia

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Poderia mentir e dizer que detesto quando vejo um filme bonitinho e detono a história com uma visão crítica ou insensível. Pode-se dizer que sou insensível, mas a verdade é que Antes Que Termine o Dia chega bem perto de ser o irmão lunático do esquizofrênico Casa do Lago. O motivo? Eu conto agora, mas se você não tiver assistido ao filme, melhor parar de ler agora.
Pronto? Parou de ler?
Então. A Casa do Lago é um belo filme de romance para a maioria das pessoas, não é verdade? Um belo dia irei ter coragem e competência para fazer o meu post sobre o filme estrelado por Sandra Bullock e Keanu Reeves, mas enquanto isso não chega, vou ficar por conta da história de amor lunática com toques de espiritualismo de Antes Que Termine o Dia. Peguem bem o roteiro: jovem promissor dá mais atenção para a sua vida profissional que para a namorada. Num belo dia, após reuniões e decisões importantes, eles tem uma pequena discussão e encerram o relacionamento. Ela entra num táxi e sofre um acidente fatal, deixando o pobre coitado do cara desolado. Pois bem. O dia seguinte. Ele acorda e descobre que ela não morreu e então passa a reviver o dia. A diferença é que agora ele sentiu o sabor da perda e vai se esforçar para fazer tudo certinho dessa vez. Ele oferece um dia perfeito, daqueles que fazem qualquer menina se derreter totalmente, mas acaba descobrindo que (agora entra a parte em que começo a destruir a fantasia da coisa) o dia anterior não havia passado de uma premonição e que aquele realmente seria o último dia de sua vida.
Só mesmo em uma premonição para um sujeito recusar sexo matinal. Conheço algumas pessoas que praticamente matam para ter um pouco de diversão na hora do café e o personagem ignora a Jennifer Love Hewitt semi-nua por conta de uma reunião no trabalho. Lógico que tinha que ser uma espécie de sonho inconsciente. Aqui é preciso valorizar o talento da atriz Jennifer Love Hewitt, que surpreende como cantora e cria uma personagem extremamente apaixonante. Não sei quanto a você, mas eu não resisto a meninas louquinhas e com um sorriso cativante desses. E olha que estou ignorando a parte dela, aparentemente, ser uma tremenda ninfomaníaca. Menina maluquinha de sorriso lindo e tarada sexual são combinações que me faria querer casar sem pensar muito.
Antes Que Termine o Dia tenta, e consegue, mostrar a evolução de uma pessoa diante a ameaça da perda. O personagem teve que perder a sua amada/adorada para compreender que a sua vida sem ela não significava nada. A única coisa que ele demorou para perceber é que enquanto ele aprendia o que era o amor verdadeiro, estava prestes a descobrir que antes que o dia terminasse, ele não iria tornar a sentir aquilo novamente.
Claro que essa é uma mensagem/teoria bem sutil, mas que claramente pode ser encaixada e o filme ganha um novo (e melhor) sentido quando visto dessa forma. Assim como acontece em Cidade dos Anjos, mais valeram as poucas horas de amor completo que o casal dividiu do que uma vida inteira sem saber como seria. Antes Que Termine o Dia pode não ser aquele filme indispensável sobre romances e essas coisas todas, mas consegue agradar bem mais que o esperado. São três caipirinhas.
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4 Comments

4 Comments

  1. João

    24 de junho de 2010 at 21:50

    gente, é claro!
    o problema é a lingerie que ela escolheu, coisa brega. cadê a sensualidade?

  2. 2T

    25 de junho de 2010 at 0:26

    eu achei bem interessante. nao eh top, mas… tem sucesso comigo. hahaha

  3. João

    26 de junho de 2010 at 17:47

    ótimo saber. apareço assim na saraiva dia desses. (mentira)

  4. Telca

    12 de setembro de 2013 at 22:13

    entao, o que dizer?

    nao è muito dificil rebater seu argumento de que o filme è ” lunatico”, pessoas que se dedicam mais ao trabalho tendo parceiros maravilhosos… existem, isso nao è coisa de outro mundo. Quando se analisa um filme è interessante procurar entender o enredo fora do seu ambito superficial, ou seja nao podemos nos ater ao roteiro… uma coisa è o enredo outra coisa è o que o enredo quis mostrar profundamente. Em filmes ” bobinhos” com roteiros simples è que se tratam os assuntos mais fundamentais e passiveis de reflexao. A questao da espiritualidade ou nao espiritualidade nao torna o filme mais ou menos verossimel. Quando se reflete sobre o filme lancando uma otica para alem da simplicidade aparente do enredo, se pode notar que se trata do que prioriza-se na vida, do quanto uma pessoa è capaz ou nao de deixar seu coracao e seus sentimentos livres, do quanto uma pessoa precisa para enxergar sua propria realidade e se libertar. quanto a inverossimilhanca, que seria um grande erro tecnicamente falando, se nos atermos aos roteiros superficialmente metade dos ”grandes filmes” seriam reprovados criticamente. 😉 beijos

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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