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Críticas de filmes

As Viagens de Gulliver

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Mesmo dublado, um filme com o Jack Black sempre será um filme do Jack Black. Independente do longa-metragem ser exibido apenas em cópias dubladas na maioria das salas do país, os fãs mais antigos do ator/cantor serão capazes de distorcer os sons e imaginar direitinho como seria assistir as cenas de As Viagens de Gulliver com as vozes originais. Isso acontece graças à imensa capacidade de Black não atuar e simplesmente ser ele mesmo em seus filmes. Mas não pense que isso quer dizer que ele não é um bom ator, Jack Black já provou seu talento em filmes como Trovão Tropical e Alta Fidelidade, além do mega-sucesso que o consagrou: Escola do Rock.

Extremamente nerd e com diversas citações a Star Wars, As Viagens de Gulliver cumpre o papel de toda comédia que se preze. Ainda que seja uma produção da Disney, é possível dar boas risadas durante o filme dirigido por Rob Letterman (Monstros vs Alienigenas). Além de Jack Black, o elenco ainda conta com Amanda Peet, Emily Blunt e Jason Segel. O gordinho mais amado do cinema interpreta Gulliver, um sujeito tímido que trabalha há 10 anos no mesmo setor de uma empresa de viagens. Decidido a mudar de vida e provar que pode convidar sua chefe (Peet) para sair, ele aceita um serviço diferente e parte em busca de uma pista da localização do triângulo das bermudas. Mas acontece que ele vai parar num mundo diferente, onde todas as pessoas são minúsculas. Gulliver se transforma em herói e ídolo do povo, até que precisa lidar com uma “pequena” ameaça.

Para aqueles que gostam de filmes em 3D, infelizmente o recurso não faz muito do que os filmes estão habituados. A técnica poderia ter resultados bem mais interessantes na sequência em que Gulliver é tragado para dentro da onda e na batalha contra os navios. Fica claro que As Viagens de Gulliver não precisava mesmo ser em 3D, mas como é um lançamento das férias e os ingressos são mais caros, acaba sendo uma jogada inteligente. Pelo menos a história é engraçada e vale a pena. Destaque para a cena em que o personagem sussurra palavras de amor para Jason Segel repetir no cortejo da princesa (Blunt). O momento mais engraçado, sem dúvidas.

O final do filme conta com um grande (e non sense) número musical que gruda na cabeça do espectador. Claro que a música original deve ser bem melhor que a versão dublada, mas no fim das contas, isso pouco importa. As Viagens de Gulliver é uma excelente opção de diversão para as férias e acerta em cheio o público infantil e os adultos que não tem muito medo de rir e se expor a filmes da Disney.

Merece 3/5 Caipirinhas

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4 Comments

4 Comments

  1. Sel

    13 de janeiro de 2011 at 3:19

    [EDITADO]

    Bem, primeiramente o que causa desdobramentos: embora tenha gostado de ambos os filmes (e bastantão), não acho que ele foi um bom ator em Alta Fidelidade e Escola do Rock, porque ele só foi ele mesmo em graus diferentes – HF é um JB mais contido (até o musical do fim, pq né?). Não vi Trovão Tropical (vai pra lista?), mas duvido que tenha saído disso (Tomééé). Interpretar si mesmo não é atuar. Não discordo que divirta, though. Só fica previsível.

    Em "O Amor não tira Férias", porém, por muito pouco ele não escapou ao seu próprio clichê. Eu quase tava achando ele interessantemente convincente. Até que BAM! Jack strikes Black…

    Mas eu me divirto com o jeito infantil dele quando consigo abstrair esse fato annoying.

    'Enfin', é muito divertido, apesar das jackblackices – e acho que aí tá todo o mérito do filme. Fooooooooora as referências fantabulosamente nerdescas. E PRINCE! (smack smack smack KISS)

    Disney dificilmente me desaponta (ok, sou uma Disney bitch, muito embora isso seja contraditório em sua essência…)e, pensando bem, Gulliver é bem disneylike sum'times.

    P.S: I swer to God que estou lendo pela primeira vez sua resenha (ótima, as always) e fico pensando na que eu escrevi. Essas cabines divididas por abacaxeiros e butequeiros têm se mostrado de uma sintonia mediúnica – mesmo sem discutir a respeito do filme.

    Ou a consciência coletiva nerd é muita mesmo; ou é tudo farinha do mesmo saco; ou é o combo de todas as alternativas anteriores(acho que é isso) =P

  2. Andre

    13 de janeiro de 2011 at 16:56

    Estou querendo ver esse.Não sabia nada sobre a história até ver o trailer,parece ser bacana…eu gosto de filmes com o Jack Black

    http://viciadoemfilme.blogspot.com

  3. Dame

    14 de janeiro de 2011 at 23:27

    Vou ver… Um dia eu vejo! E, ah, apesar de o Jack Black ser sempre o Jack Black nos filmes eu ainda acho que vale a pena ver filme com ele. Sabe como é… ele é como aquele amigo que te enche com as mesmas piadas mas você continua amando. Karmático, talvez…
    PS: eu sabia que você tinha puxado esse assunto pra divulgar o blog. Já tava esperando o link, malandrinho! xD

  4. Fabricio Carlos

    15 de janeiro de 2011 at 3:49

    Quando vi as noticias sobre a adaptação fiquei em duvida sobre o que queria fazer..

    Quando eu vi o trailer eu quase chorei (de raiva) com o que vi…

    Tenho sérias dúvidas se vou irei ao cinema (num prazer quase masoquista) assistir esse filme e correr o risco de desrespeitar toda minha memória afetiva sobra a obra…

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Críticas de filmes

Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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Ação

TOP GUN: Maverick

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Em entrevista realizada após a exibição de Top Gun: Maverick no Festival de Cinema de Cannes, Tom Cruise disse que valoriza a experiência cinematográfica acima de tudo, enfatizando que ele faz filmes para a telona.  Nesse sentido, Top Gun: Maverick, que estreia no Brasil dia 26 de maio, é o perfeito exemplo de que o astro não mede esforços para proporcionar à audiência umas das melhores experiências nos cinemas que poderíamos pedir.

Top Gun: Maverick traz de volta, o piloto Pete “Maverick” Mitchell, interpretado por Tom Cruise, que após 30 anos servindo a Marinha Americana como piloto de testes, precisa voltar a escola de pilotos de elite Top Gun para treinar um grupo de graduados em uma missão (quase) impossível. Neste momento de sua vida, Maverick se encontra mais maduro ainda que sofra com eventos trágicos do primeiro filme. 

Um dos motivos que deixam Maverick apreensivo com esse treinamento é o piloto Bradley “Rooster” Bradshaw, vivido por Miles Teller de Whiplash: Em Busca da Perfeição, que é filho de seu falecido amigo e co-piloto Goose (Anthony Edwards). Para quem é familiarizado com o primeiro filme, Top Gun: Ases Indomáveis, sabe que apesar de Goose ter morrido em um acidente e que Maverick ainda se sente culpado. Dessa forma, Maverick e Rooster precisam resolver suas mágoas e conflitos para conseguir trabalhar juntos nessa tarefa. 

Além disso, o longa adiciona personagens carismáticos e que se assemelham em algumas características às personalidades dos pilotos de Top Gun. Isto é, em vários momentos o filme presta homenagem a esse universo, com cenas semelhantes e participações especiais. Porém, há uma melhora considerável de um filme para outro, tanto em aspectos técnicos quanto em sua carga dramática.

Top Gun: Maverick poderia ter escolhido o caminho mais fácil e colocar seu herói principal no papel de mentor dos pilotos jovens, seria algo simples e eficiente. Contudo, o roteiro cumpre o que próprio nome do filme já sugere, Maverick é o protagonista e trabalhar essa figura tão intrigante é a prioridade da história. Desse modo, entendemos porque a reputação de Maverick o precede, ele sempre se prova e acima de tudo, se supera. Como ele mesmo cita em uma das linhas de diálogos mais legais do filme, “não é o avião, é o piloto”. 

Assim, a jornada dele é emocionante de se acompanhar. Nas cenas em terra firme, as interações de Maverick e personagens importantes nunca é rasa, embora sejam rápidas, comovem. Há uma cena em especial, que me deixou com os olhos marejados.  E quando vamos para o céu com Maverick e sua turma, viramos seu co-piloto. O trabalho de som realizado aqui é de um nível imersivo que nos deixa arrepiados com todas as acrobacias. Aviso aos cardíacos e aos não cardíacos também, seu coração vai saltar muitas vezes e isso é incrível. 

Conclusão

De maneira geral, Top Gun: Maverick consegue elevar a ação e coração que é a marca registrada do filme. Ademais, reúne tudo que esperamos de um Blockbuster “raiz”, é divertido, é tocante, soube usar a nostalgia a seu favor e não como uma muleta. É possível arriscar que ele irá configurar em listas de melhores da década no futuro. Tom Cruise e sua equipe prepararam o longa para que você tenha a melhor experiência possível ao ir ao cinema. Eles conseguiram, não perca a oportunidade.  

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Terror

Crítica: A Médium (2021)

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Em 2004, os fãs de terror tiveram uma grata surpresa, o tailandês Espíritos: A morte
está ao seu lado, dirigido pela dupla Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom.
O filme não prometia muita coisa, mas entregou tudo e , dezoito anos após o seu
lançamento, ainda é lembrado e bem comentado. A saga do casal Jane e Tun,
assombrados por uma figura que começa a aparecer em suas fotos, ganhou o remake
norte-americano Imagens do além, em 2008, dirigido pelo japonês Masayuki Ochiai e
não tão bem recebido. Antes, em 2007, veio Espíritos 2: Você nunca está sozinho,
também elogiado e marcou a última colaboração entre os dois cineastas. Depois de anos
longe dos cinemas brasileiros, Banjong Pisanthanakun está de volta com A Médium,
terror que aborda xamanismo, found footage e heranças de família.
A história começa com Nim (Sawanee Utoomma), uma médium que explica como e por
que desenvolveu a sua mediunidade. Ela domina bem o assunto e dá detalhes do que é
permitido, sagrado e que deve ser respeitado. Enquanto isso, sua sobrinha, Mink (Narilya
Gulmongkolpech), passa a se comportar de maneira estranha e dá indícios de que está
sendo possuída. É importante salientar que a mediunidade está presente na família de
Nim há gerações e é sempre “passada” para um dos filhos. Nim, a princípio, não seria
médium, mas a sua irmã, mãe de Mink, não aceitou o dom no passado, então Nim teve
que assumir essa missão.
O que vem a seguir é uma sequência de descobertas acerca da família e de forças
mediúnicas, deixando de lado a já conhecida abordagem de possessões quando a ideia
é baseada no cristianismo. Aqui há muito mais a ser conhecido, e Nim passa a questionar
se o seu conhecimento e sua força serão o suficiente para conter o que, supostamente,
está dominando a sobrinha.
A transformação de Mink acontece aos poucos e Narilya Gulmongkolpech consegue
passar a energia de quem está sendo devorada internamente. Ao mesmo tempo em que
segredos de família são revelados, ela cede ao que quer dominá-la.
A expectativa por um novo filme de Pisanthanakun não era tão alta, mas seu nome
carrega o respeito conquistado pelos trabalhos dos anos 2000. Ele consegue trazer um
pouco do que o público queria, mas o espectador já não é o mesmo de 2004, agora ele
quer mais do que lhe foi dado no passado e Pisanthanakun não consegue sanar essa
ânsia por surpresa.

A Médium consegue, assim, prender a atenção do espectador. Seu horror não surge de
maneira óbvia, mas se rende a alguns momentos tradicionais do gênero. O filme diverte,
porém não atinge o que os filmes anteriores do cineasta atingiram: impacto, debates e
discussões a respeito. Mesmo depois de ficar impressionado no cinema, não vai ser
difícil ter uma noite tranquila de sono.

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Bombando!