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King Kong

Sempre fui um defensor das novidades, mesmo quando elas não são tão novas assim. Na música nunca fui muito adepto das velharias clássicas como Beatles (que não gosto), Led, Pink Floyd ou Rolling Stones. A coisa mais velha que eu gosto é Aerosmith e o Queen. De resto, a maioria das bandas novas dá uma “sugada” no que as antigas tinham de melhor e transformam um produto velho em novo. No cinema é um pouco diferente. Às vezes fica dificil conseguir mais exito que o original, principalmente quando se trata de um remake de um clássico. Os clássicos mais respeitados da história do cinema costumam ser maltratados nas mãos dos diretores e roteiristas mais novos. A critica não perdoa nem mesmo quando um cara talentoso como Peter Jackson (Fome Animal e O Senhor dos Aneis) decide transformar o King Kong.

Devo confessar que nunca vi o filme original. Até rola a curiosidade, mas não faço tanta questão assim. Depois da experiência de conferir este remake, ou vou achar o original muito ruim ou sei lá. Fora que um elenco de peso como o que Peter Jackson reuniu, já faz valer a pena. Naomi Watts (a belezinha talentosa de Violência Gratuita), Jack Black (Be Kind Rewind), Adrien Brody (do polêmico A Vila), Jamie Bell (Um Ato de Liberdade) e Colin Hanks (Mais Do Que Você Imagina) fazem frente ao gigantesco gorila digital, que foi ‘interpretado” pelo mesmo ator que emprestou gestos e feições ao Gollum na trilogia do Senhor dos Anéis. Aliás os efeitos especiais do filme são mesmo irados. A disputa entre Kong e três dinossauros carniceiros, faria inveja ao Jurassic Park de Steven Spielberg e às lutas de Steven Seagal ou Van Damme.

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O ponto moral de King Kong é sobre como o humano é ganancioso e corrompível. O personagem de Black tenta gravar um filme (o qual não teve autorização do estudio) e decide encontrar uma ilha deserta e com uma história terrível. Quando chegam até lá, perdem grande parte da tripulação e mesmo quando as cameras são destruídas e tantas vidas perdidas, ele insiste em sair vitorioso da situação tentando capturar o “inofensivo e apaixonado” gorila só para ganhar fama e dinheiro com exibições do animal para o grande público. A alegria estampada no rosto dos ricaços nova iorquinos apresenta claros pontos de desequilibrio moral. Todo mundo gosta de lucrar com o sofrimento do mais fraco, dos menos afortunados. Faz parte da índole dos humanos este desejo louco e insaciável de observar. O resultado, como todos devem saber, é desastroso e o gorila fica invocado e destrói metade da cidade até ser derrotado no topo do Empire State, na época o maior prédio da cidade (o WTC não estava pronto).

Recomendo.

Ficha Técnica:
King Kong (2005)
Dirigido: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson
Genêro: Ação
Elenco: Naomi Watts, Adrien Brody, Jack Black , Jamie Bell
Trailer