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Críticas de filmes

Caçador de Recompensas

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A imagem acima até faz pensar que o novo filme do “suposto” casal da vez Gerad Butler e Jennifer Aniston tem um estilo parecido com o gostoso e sensual Irresistível Paixão. Engana-se quem criou expectativa e ficou com água na boca. O tal Caçador de Recompensas não chega nem perto da produção baseada em livro de Elmore Leonard. Começando pelo roteiro, claro, e passando pela direção sempre primorosa de Steven Soderbergh e atuações inspiradas de George Clooney e J-Lo, Irresistível Paixão é um clássico moderno no que diz respeito a comédias românticas que conseguem misturar sensualidade com uma boa dose de romance e risadas. Todos os outros filmes que tentam um lugar de destaque, acabam tropeçando e ficando fadados ao esquecimento. Gerard Butler pode ter o seu charme, mas ele não esta nada perto do George Clooney. O mesmo pode ser dito de Jennifer Aniston , que apesar de muito mais bonita que Jennifer Lopez (ousaria dizer que mais talentosa também, mas não seria lá um grande elogio), não consegue fugir daquele jeitinho engraçado que a consagrou no seriado Friends. E tem momentos/filmes em que ser sensual de um jeito engraçado não é nada excitante ou interessante. Adicione a ausência de química explosiva entre os dois atores, aquela coisa que dá o charme e nos faz torcer de verdade para que eles fiquem juntos no fim. Tudo no filme de Andy Tennant soa superficial e sem profundidade. Ou seja, acaba sendo apenas mais uma produção descartável. E bota descartável nisso.
Qual a diferença entre Caçador de Recompensas e todos os outros filmes de comédia romântica do mundo? Ou então todos os filmes de comédia romântica que a atriz Jennifer Aniston estrelou nos últimos anos. (aliás, Rachel Green de Friends algum dia abandonou Aniston?) A resposta? Nenhuma diferença, mas podemos valorizar a figura forte do papel masculino em todos os filmes. Vince Vaughn salvou a pátria em Separados Pelo Casamento, que também teve o auxilio de um roteiro inspirado. Já em Amor Acontece foi a vez de Aaron Eckhart mostrar todo o talento e deixar Aniston com a única missão de enfeitar a tela. Caçador de Recompensas não foge muito da regra, mas ao contrário dos outros dois filmes mencionados, não chega de fato a ser bom. Gerard Butler que se repete no papel de gostosão grosseiro, consegue arrancar algumas risadas com suas tiradas. E só.

Caçador de Recompensas conta a história que qualquer homem gostaria de viver. Imaginem só como seria a sensação de trabalhar caçando pessoas que fogem da lei e que num belo dia, a sua ex-namorada seja uma de suas próximas vítimas. A chance de entregar a malcriada para as autoridades é um alento para todas as brigas e noites mal dormidas. Uma oportunidade de devolver (um pouco) do que ela tirou durante todo o relacionamento. E é nesse clima que Gerard Butler vive o caçador de recompensas que precisa capturar a ex-mulher, que por um acaso, é jornalista e investiga uma grande conspiração que pode acabar colocando outras pessoas no seu encalço.
Na melhor cena do filme, que é logo no comecinho, Butler surpreende a ex-mulher em uma corrida de cavalos e dá dez segundos para ela fugir. Quando ela parte para a correria e começa a achar que se livrou da confusão, eis que o grandalhão surge na sua frente. Típico humor idiota de desenho animado, mas que funciona sempre. O restante das piadas são bem manjadas e dependendo do seu estado de espírito, você provavelmente vai ficar entediado rapidamente. Ou pelo menos até a pipoca e o guaraná acabarem e sua companhia resolver prestar atenção que você não gastou o dinheiro do ingresso DESSE filme só para ver os músculos do Gerard Butler ou a beleza de Jennifer Aniston
Ficha Técnica:
Caçador de Recompensas (Bounty Hunter, 2010)
Dirigido: Andy Tennant
Roteiro: Sarah Thorp
Genêro: Comédia
Elenco: Gerard Butler, Jennifer Aniston
Trailer:
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1 Comment

1 Comment

  1. Anderson Siqueira

    26 de abril de 2010 at 19:27

    O filme parace mesmo valer a pena.
    =]
    Ah! Deixa eu aproveitar pra te dizer o que site FUNtástico!, o qual eu sou o editor-chefe, está com uma promoção relâmpago do filme Quincas Berro D'água. Os 4 primeiros que responderem corretamente a uma pergunta, levam pares de ingressos pra pré-estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro. Tô indicando pro pessoal dos blogs que eu conheço.
    Dá uma conferida lá: http://www.funtastico.com.br/2010/04/promocao-quincas-berro-dagua/

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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Bombando!