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Críticas de filmes

Cadê os Morgans?

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Talvez você não seja do tipo que liga para os antepassados dos diretores e roteiristas. Nesse caso, o filme de Marc Lawrence cairia bem para uma tarde descompromissada de domingo. Afinal, não há como negar que Cadê os Morgans? é uma comédia gostosa de assistir e que consegue arrancar boas risadas. Porém, se você for daqueles cinéfilos chatos e detalhistas, vai acabar torcendo o nariz quando descobrir que Lawrence tem no currículo filmes como Forças da Natureza, Miss Simpatia, Miss Simpatia 2 e (o menos pior) Letra e Música. Curiosamente, Sandra Bullock (vencedora do Oscar 2010 de melhor atriz por Um Sonho Possível) estrelou os três primeiros e Hugh Grant dividiu cena com Drew Barrymore no último. Mas calma: nem tudo está perdido. Ainda existe salvação para Marc Lawrence.
O que torna Cadê os Morgans? engraçado é a atuação inspirada de Hugh Grant. O pior é saber que o ator não faz nada que o público já não tenha visto em seus outros papeis, mas parece que Grant nasceu para interpretar esse tipo de personagem e acaba sendo imbatível. Sua parceira de cena, a ex-nariguda de Footloose e mais conhecida como Carrie de Sex and the City, Sarah Jessica Parker, consegue se aproveitar do carisma do ator britânico e disfarça bem as suas limitações. A partir da dinâmica entre os atores principais que percebemos que o diretor Marc Lawrence não é um caso perdido Ele conseguiu dosar bem as piadas e controlou o personagem de Hugh Grant de forma que todas as piadas fossem oportunas e divertidas e isso não é uma coisa simples de fazer. Muitos diretores acabam perdendo a mão e exagerando em cenas que poderiam ser bem mais simples e sem tanta graça.
O filme conta a história de um casal em crise que acaba testemunhando um assassinato. Para proteger a vida do casal, a polícia decide coloca-los no programa de proteção ás testemunhas e os envia para uma distante cidade do interior. O problema é que tanto Paul (Grant) quanto Meryl (Parker) são extremamente consumistas e dependentes do american way of life em Manhattan. O choque dos personagens com os hábitos das pessoas do interior acaba gerando um Familia Buscapé invertido, o que inevitavelmente resulta em excelentes piadas. Destaque para a cena em que Hugh Grant se depara com um urso e entra em desespero. Apesar de não ser uma coisa nova (em Encontro de Casais existe uma sequência em que Vince Vaughn quase é atacado por um tubarão), acabamos caindo na gargalhada mesmo assim.
Tudo estava indo relativamente bem. O romance entre os personagens foi fluindo de maneira natural, o que já era demonstrado no trabalho anterior de Lawrence, e toda a “ação” se concentrava em divertir o espectador. Mas então, quando chegamos na conclusão, Lawrence peca e em um claro exemplo de deus ex machina, tudo se resolve em um piscar de olhos e o casal se vê livre do perigoso assassino. Aliás, estou tentando descobrir os motivos do assassina até agora… Se você souber ou tiver alguma ideia, deixe nos comentários. Mas, novamente, se você estiver apenas atrás de um bom filme de comédia, Cadê os Morgans? cumpre bem o papel. Vale a pena.
3 caipirinhas.
Ficha Técnica:
Cadê os Morgans? (Did You Hear About the Morgans?, 2010)
Dirigido: Marc Lawrence
Roteiro: Marc Lawrence
Genêro: Comédia
Elenco: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker
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6 Comments

6 Comments

  1. karen

    6 de abril de 2010 at 12:47

    como assim você assistiu o filme e não sabe o motivo do assassino estar atrás dos caras? hahahahaha
    gostei do filme, ri bastante. (:

  2. 2T

    6 de abril de 2010 at 13:17

    não, não
    não sei o motivo do assassino ter matado aquele cara…

  3. 2T

    6 de abril de 2010 at 13:18

    uhnm
    ok. lembrei agora. o sujeito era testemunha de um crime. verdade. hahahahahahhahahahahahahahaahhahahahahaa

    ah
    fodas. o filme é sem noção mesmo assim.

  4. Fabiana

    6 de abril de 2010 at 17:25

    Menino, você assiste a muito filme. Deus conserva.

  5. 2T

    6 de abril de 2010 at 17:39

    ta triste esse ano. hahaha
    foram menos que 40. estou deprimido por isso. 🙁

  6. Fabiana

    6 de abril de 2010 at 23:41

    Eu tava vendo um por dia até meu notebook ficar quase um mês morto. Agora que minha vida cinematográfica ia voltar pros eixos, descobri que preciso encontrar outro apartamento, então não tô exatamente concentrada.

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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