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Quero Matar Meu Chefe

Eu sempre me surpreendo quando vou ao cinema por indicação de alguém, na maioria das vezes, negativamente. Foi o que aconteceu semana passada quando fui conferir o filme “Quero matar meu chefe”.

O filme conta a historia de três amigos Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) que fazem de tudo pra se dar bem em seus empregos, mas odeiam seus chefes, odeiam tanto que após uma bebedeira descobrem que os três tem algo em comum: o desejo de matar seus superiores. Harken (Kevin Spacey), o chefe de Nick, é um milionário machista e psicopata; Bobby (Colin Farrell) o chefe de Kurt, assume a presidência da empresa no lugar do pai, que falece depois de um infarto fulminante, mas vive drogado e só quer saber do dinheiro da empresa para bancar seu vício; e Julia (Jennifer Aniston) é a chefe tarada de Dale que quer a todo custo transar com ele. Diante de tantos problemas, os três decidem matá-los.

É na primeira metade do filme que as melhores cenas acontecem. Conhecemos a dentista que seduz seu assistente, o herdeiro que pede a seu subordinado que escolha entre demitir um deficiente físico ou uma mulher grávida e o diretor que acredita que não cumprir uma promessa de promoção serve para aumentar a produtividade de seus funcionários. Mas confesso que uma cena, e uma apenas, me fez rir muito, de soluçar, não por ela em si, mas mas por ter me remetido ao filme: “As Branquelas”, e não me agüentei.

A sensação que eu tinha a todo tempo era de estar vendo “Se beber não case 3”, sempre esperando uma grande piada, uma sacada super legal, mas nada disso acontecer. 

O elenco é de primeira e conta ainda com James Fox, no papel de um ex-presidiário malandro que cobra para ajudá-los com o plano. O filme é dirigido por Seth Gordon e teve como roteiristas M. Goldstein, Michael Markowitz e John Frances Daley um time formado por especialistas em seriados de TV (e provavelmente por isso o filme tenha sido tão superficial e pouco interessante).

Foi uma hora e meia de espera por risadas e acontecimentos “fenomenais” e a única conclusão que cheguei, foi algo que minha mãe sempre me falou: “Manda quem pode, obedece quem tem juizo”.

Dou duas caipirinhas. Uma pelo elenco e outra pela única risada que dei.