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Documentário

Anderson Silva: Como Água

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ANDERSON SILVA É O ÍDOLO DO MOMENTO: seu esporte pode não ser tão admirado assim pela violência, mas mesmo assim, conseguiu milhares de fãs para o UFC no Brasil.

A figura de Anderson é sem dúvida a mais humanizada desde que se iniciou a idolatria dos brasileiros por ele. O público até admirava os irmãos Minotauro e Minotouro, mas Anderson veio com essa pegada de Ayrton Senna e Pelé, os mais amados do Brasil. Claro que é um exagero compará-lo aos dois ídolos, mas ele é gente boa e a cara do seu país: negro com uma história de superação e que, acima de tudo, respeita os seus adversários e possui uma imagem fortíssima no exterior. Motivo de sobra para ser amado e idolatrado.

O filme em si, aproveita os holofotes do momento, que estão em cima de Anderson. Através da imagem da família do atleta, conseguimos a impressão de que o cara é um bom pai e ao mesmo tempo um bom filho. Quem espera ver um filme com foco na família do principal personagem dessa história, vai ter que se contentar com reportagens de TV que mostram isso. O filme veio mais para mostrar como é a rotina do atleta e principalmente o que Anderson sofreu antes da luta com o rival Chael Sonnen.

A história de superação no filme é a parte que todos gostam e sofrem junto com o lutador. Anderson sofreu ataques verbais de seu rival, que criticava o Brasil e dizia que o lutador não agüentaria uma luta de cinco rounds com ele. Além disso, Anderson corria o risco de perder o contrato do UFC, já que teve problemas com Dana White, o presidente do Ultimate Fighting Championship. Isso sem citar a saudade da família e o treinamento pesado.

Anderson Silva merece respeito e admiração, sim senhor. Não é qualquer um que vai treinar com Steven Seagal (momento de reverência pra quem curte filme de porrada). O cara é legal, é engraçado, faz piada com tudo e com todos e também é um baita lutador. Não é o foco do filme aquela história de criança pobre e blábláblá, mas a figura do cara é bem brasileira. Sem maiores pretensões, o filme é desenvolvido apenas para apresentar os bastidores da luta mais falada dos últimos tempos. E só. Ah! Vale dar um pouquinho de risada com a mãe de Anderson no final do filme, que é a parte em que comenta a profissão do filho. Merece três caipirinhas, cujos copos serão quebrados na cabeça de Sonnen! Uma curiosidade: o nome do filme é devido a uma citação do ídolo (o triplo de reverências a ele, por favor) Bruce Lee.

Título original: Anderson Silva: Like Water
Direção: Pablo Croce
Elenco: Anderson Silva, Ed Soares, Dana White e Chael Sonnen
Nota: 

 

Destaques

Festival É TUDO VERDADE 2022

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O É TUDO VERDADE, festival anual de documentários, começa hoje, 31/03/2022, e já está na 27ª edição. A programação, totalmente gratuita, conta com longas e curtas nacionais e estrangeiros, homenagens a cineasta Ana Carolina e a Ugo Giorgetti, Conferência Internacional do Documentário e com grande variedade de temas. Até 10/04, você pode conferir nos cinemas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, ou on-line. É importante lembrar que as plataformas on-line possuem limite de visualizações para cada título.

Abaixo, você confere as salas de cinemas que participam do festival e as opções para assistir on-line. Para conferir o release, clique aqui ou acesso o site É TUDO VERDADE.

 

 

COMO ASSISTIR AOS FILMES NAS PLATAFORMAS

É TUDO VERDADE PLAY:

1 – Entre no site www.etudoverdadeplay.com.br e faça seu cadastro

2 – Depois de realizar o login é só clicar no filme selecionado

3 – Aperte o Play e boa sessão

 

O É TUDO VERDADE Play abrigará as seguintes Mostras:

  • Aberturas e Encerramento: 1.500 visionamentos;
  • Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens: 2.000;
  • Competição Internacional de Longas e Médias-Metragens: 1.500, exceto Navalny (1.000);
  • Programas Especiais: 1.500 visionamentos, exceto  Joyce Carol Oates: Um Corpo a Serviço da Mente (1.000 visionamentos) e Quando Fazíamos Bullying (500 visionamentos);
  • Homenagem a Ana Carolina: 2.000 visionamentos;
  • Foco latino-americano 1.500, exceto  Mafifa (100 visionamentos);
  • O Estado das Coisas: Filmes nacionais, 2.000 visionamentos; filmes internacionais, 1.500 visionamentos, exceto Oscar Micheaux: O Super-herói do Cinema Negro (1.000 visionamentos);
  • Clássicos É TUDO VERDADE: 1.500 visionamentos.

Os filmes ficam disponíveis até o limite de visionamentos ou 24 horas. 

 

ITAÚ CULTURAL PLAY:

www.itauculturalplay.com.br

1 – Entre no site   www.itauculturalplay.com.br

2 – Clique em “Criar sua Conta” e preencha o cadastro. 

3 – Clique  no filme escolhido e boa sessão

A Plataforma Itaú Play abrigará a Competição Brasileira de Curtas-metragens de 01 a 10 de abril.

 

SESC DIGITAL:

Entre no site do Sesc Digital pelo endereço

sescsp.org.br/etudoverdade e acompanhe a programação.

Não é necessário fazer cadastro.

A Plataforma Sesc Digital abrigará a Competição Internacional de Curtas-Metragens de 01 a 05 de abril. Com limite de 2.000 visionamentos por título, exceto Como se mede um ano?, com 1.000 visionamentos.

 

NAS SALAS:

SÃO PAULO

Espaço Itaú de Cinema Augusta

Rua Augusta, 1.475, Sala 1

Abertura, encerramento e Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens (31/03 a 10/04).

Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1.000

Retrospectiva Ugo Giorgetti (01 a 03/04).

IMS Paulista

Avenida Paulista, 149

Curtas Especiais, clássicos, Competição Brasileira de Curtas-Metragens (01 a 03/04).

SESC 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109

Foco Latino-Americano e Estado das Coisas (07 a 10/04). 

 

RIO DE JANEIRO

Espaço Itaú de Cinema Botafogo

Praia de Botafogo, 316, Sala 6

Abertura, encerramento e Competição Brasileira de Longas (01 a 10/04).

 

IMS Rio

Rua Marquês de São Vicente, 476

Curtas especiais, clássicos, Competição Brasileira de Curtas-Metragens (01 a 03/04).

Retrospectiva Ugo Giorgetti e Foco Latino Americano e Estado das Coisas e A História do Olhar (05 a 10/04).

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Documentário

Equipe brasileira de eSports vira tema de documentário da Red Bull TV em 2022

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O termo eSports está ficando cada vez mais conhecido entre os brasileiros, sobretudo entre os fãs de videogames. Essas competições profissionais de jogos eletrônicos possuem muitos momentos e histórias emocionantes, atraindo um excelente público. Recentemente, o sucesso desse mundo foi tanto que ele acabou invadindo a indústria do cinema. A equipe brasileira FURIA ganhou um documentário produzido pela Red Bull TV, com um enredo interessante para quem deseja conhecer um pouco mais dos bastidores desse universo competitivo dos games.

A produção FURIA – Road to Legends foi lançada em fevereiro deste ano. Com cerca de 40 minutos de duração, está disponível exclusivamente no site oficial da Red Bull. Esse documentário mostra os bastidores da principal equipe brasileira de Counter-Strike: Global Offensive, ou CS:GO, um dos jogos mais populares de eSports. São mostradas cenas da disputa do PGL Major Estocolmo, uma espécie de Mundial da categoria, além de relembrar outros momentos importantes da formação desse grupo de brasileiros que está entre os 30 melhores do mundo.

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Essa não é a primeira vez que os games invadem o mundo das produções audiovisuais. Nos últimos anos, a quantidade de filmes com essa temática cresceu consideravelmente, seja com a franquia Assassin’s Creed ou até mesmo com o tradicional World of WarCraft. Em 2020, nós fizemos um episódio no Papo de Buteco dedicado exclusivamente às adaptações live-action de games. A tendência é real e deve crescer nos próximos anos.

Segundo reportagem e dados divulgados pela revista Forbes, o mercado dos games deve faturar mais de US$ 200 bilhões até o final de 2023. Isso significa que estamos falando de uma das maiores indústrias do entretenimento, superando até mesmo a do cinema. Aqui no Brasil, o sucesso dos games não é diferente, sobretudo se olharmos para os eSports. São mais de 21 milhões de espectadores todos os anos, colocando o país na posição de terceiro maior mercado no mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Documentários e filmes

O lançamento dessa produção focada na equipe FURIA é importante para valorizar um representante brasileiro em competições internacionais de eSports. Isso é algo comum no exterior, e finalmente está ganhando espaço no Brasil. Por exemplo, no catálogo da Netflix, é possível encontrar diversos documentários e filmes focados neste mundo. Produções como Dota 2: Againts the Odds, League of Legends: Legends Rising e até mesmo um episódio da série Explicando podem servir de exemplo.

Se olharmos para o cinema tradicional e deixarmos os streaming de lado, os games continuam surgindo com alguns sucessos. O filme Sonic foi uma das maiores surpresas de 2020, com uma produção que tinha tudo para dar errado, mas que acabou sendo um acerto. Foram mais de US$ 100 milhões em bilheteria durante o fim de semana de estreia. Um número incrível para um jogo que fez muito sucesso nos anos 1990 e estava um pouco afastado do mercado. Também poderíamos citar Uncharted: Fora do Mapa, filme que chegou aos cinemas no início deste ano. Ele é uma adaptação de uma franquia de sucesso da desenvolvedora Naughty Dog e agora ganhou espaço nas salas de cinema.

De olho nas competições

Além de ser interessante para conhecer melhor o mundo dos eSports, o documentário FURIA – Road to Legends também pode inspirar alguns entusiastas dos games a apoiar a equipe brasileira. A FURIA tem conseguido bons resultados nas competições em 2022, e mais apoio dos torcedores pode ser importante. Por exemplo, este ano vai acontecer a disputa da ESL Pro League, e a equipe brasileira está entre as favoritas para avançar no Grupo B. Segundo as cotações da Betway, site de apostas em CS:GO, no dia 9 de março, a FURIA aparecia com 25% de probabilidade para avançar até a fase final da competição.

Não será uma disputa fácil, mas o apoio da torcida é sempre fundamental. O brasileiro gosta de jogos eletrônicos, e várias pesquisas mostram que mais de 70% das pessoas gastam algum tempo com esse tipo de entretenimento. Por isso, a esperança é por mais pessoas acompanhando os times brasileiros do universo dos eSports.

O documentário sobre a FURIA é uma novidade interessante e pode agradar os fãs de games e os apreciadores de um bom documentário. Afinal, esse é um universo que está crescendo em todo o mundo, o que deixa tudo mais interessante. Conhecer mais sobre os eSports e alguns jogadores brasileiros é um motivo excelente para buscar esse documentário gratuito na internet.

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Críticas de filmes

Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet

Em 31 de janeiro de 2013, Elisa Lam desapareceu em Los Angeles. A canadense de 21 anos estava viajando, sozinha, pela costa oeste dos EUA. Somente em 19 de fevereiro que o seu corpo foi encontrado, dentro de uma caixa d’água do hotel em que estava hospedada. Apesar da resolução do caso em junho daquele ano, a morte de Lam ainda gera muita discussão.

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Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet review

Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet

Em 31 de janeiro de 2013, Elisa Lam desapareceu em Los Angeles. A canadense de 21 anos estava viajando, sozinha, pela costa oeste dos EUA. Somente em 19 de fevereiro que o seu corpo foi encontrado, dentro de uma caixa d’água do hotel em que estava hospedada. Apesar da resolução do caso em junho daquele ano, a morte de Lam ainda gera muita discussão. No documentário Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil, Joe Berlinger conta a história da estudante em quatro episódios, além de discutir profundamente sobre doenças mentais e o comportamento das pessoas na internet.

Enredo

Berlinger também é autor de outro documentário da Netflix, o excelente Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy. Com Lam, o diretor mergulha em diversos aspectos da vida dela, da mesma forma que fez com o assassino norte-americano. No caso, sua família, o Tumblr que mantinha, sua luta contra a depressão e transtorno bipolar, sua experiência em LA, e suas ações no temido Hotel Cecil. O cineasta ainda entrevista pessoas envolvidas no “crime” ou com a acomodação, como a gerente do hotel, detetives, especialistas, hóspedes e usuários que tentaram desvendar o ocorrido por conta própria: os “detetives da web”.

O que mais chama atenção, e que até hoje gera arrepios em algumas pessoas, é o último vídeo de Elisa antes de falecer. Este é exibido inúmeras vezes no documentário, com ângulos e focos distintos. Pra quem não sabe, foi a própria polícia que divulgou o material ao mundo, pois precisava de ajuda do público para ver se encontrava novas pistas. Ao longo da produção, entendemos o motivo do que vemos ali.

Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet

Estigma de doenças mentais

Inicialmente, você acha que Elisa está sendo perseguida por alguém, ou por algum espírito. Isto porque o Hotel Cecil tem um histórico bastante macabro, que envolve homicídios, suicídios, estupros e overdoses. Na época, além de hotel para turistas que queriam gastar pouco, o local era habitado por pessoas de baixa renda, sendo parte delas viciados em drogas e criminosos. Era difícil não considerar que Elisa pudesse ter sido assassinada ou assombrada. Porém, à medida em que avançamos na história, vemos que não existe nada em seu corpo que indique qualquer tipo de violência. Eventualmente, a autópsia conclui que a morte da jovem foi acidental. Como? Ela parou de tomar os seus remédios, teve um surto, jogou-se na caixa d’água por medo ou desespero, e morreu afogada.

Sim, uma pessoa que sofre de doença mental ou múltiplas doenças mentais pode fazer isso. Então, o que Berlinger mostra no filme é muito mais do que o caso em si. O diretor tenta mostrar como que os seres humanos ainda são incapazes de compreender esses transtornos e os seus efeitos. Falar sobre depressão e bipolaridade, por exemplo, ainda é um grande tabu. Tem gente que não dá conta de lidar, ou que não entende como uma pessoa assim se sente. O fato disso acontecer até hoje, aliás, não ajuda em nada quem tem essas doenças. Elisa era uma delas. Queria ser feliz, dar amor, mas sua cabeça lhe dizia outras coisas. Quando ela parou de tomar os remédios que controlavam isso, foi o primeiro passo para os eventos que levaram à sua morte.

Por isso, o mundo precisa entender que as doenças mentais existem e não podem ser vistas como algo bizarro ou nojento. São indivíduos sentindo uma imensa dor dentro de si, que os impede de viver plenamente. Em outras palavras, é preciso, cada vez mais, que filmes, séries e eventos abertos ao público abordem o tema. Somente conscientizando as pessoas que seremos capazes de enfrentar o problema, assim como ajudar as suas vítimas.

Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet

Efeitos da internet

Outro ponto bastante aprofundado por Berlinger é a internet. Os “detetives da web” são duramente criticados na produção, pois são os famosos donos da verdade. Durante a investigação, a polícia recebeu incontáveis ligações de pessoas com suas próprias teorias; o YouTube viu sua plataforma hospedar milhares de vídeos analisando o crime e questionando o resultado da autópsia. Foram capazes de até criar um assassino para Elisa: o usuário Morbid. Descobriram vídeos “suspeitos” dele na internet e, por causa da sua aparência e do conteúdo de suas criações artísticas, concluíram que era o assassino. Ele sofreu tanta perseguição e ameaças, que teve suas contas excluídas e chegou a tentar suicídio. Segundo ele, ninguém lhe pediu desculpas.

Isso traz à tona os perigos desse mundo, ainda recente, chamado internet. Um espaço impossível de controlar, que transformou nossa forma de se comunicar e de lidar uns com os outros. Por um lado, a web ampliou o acesso à informação, deu maior visibilidade ao que acontece pelo planeta, aproximou indivíduos de lugares diferentes, e permitiu uma nova forma de produzir e consumir conteúdo. Por outro lado, deu mais espaço para discursos conspiratórios e radicais, à uma doentia comparação entre pessoas, e ao que vemos no documentário: usuários que usam o espaço para atacar outros (cyberbullying), e que acham que sabem mais do que os próprios especialistas. É complicado.

Veredito

Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil é um documentário triste e pesado. Vendo de fora, você acha que é de terror. Depois, vê que é uma obra que explora dois assuntos que precisam ser discutidos urgentemente na atualidade: internet e doenças mentais. Pra ser sincera, acho que o filme até pode ser considerado um terror, pois a realidade que ele nos mostra é aterrorizante. A maneira que os seres humanos tratam uns aos outros é assustadora, mesmo com a humanidade tendo visto atrocidades no passado. Quando vamos aprender e parar de nos maltratar tanto?

 

Mistério e Morte no Hotel Cecil: um olhar sobre doenças mentais e internet.

Assista ao review do nosso canal AQUI.

 

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Filmes

Bombando!