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Drama

C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor

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Sem sombra de dúvidas, não posso negar que a Ju é uma fonte de filmes bons, com 100% de garantia! Desde que estamos namorando, ela nunca me indicou um filme que não fosse bom. E a dica mais recente foi C.R.A.Z.Y. , que já teve uma aparição sutil aqui no post do João a long time ago!

C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor é um filme Canadense dos idos de 2005 que conta a história de 5 irmãos, Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan em Québec, começando na década de 60 no nascimento do 4º filho, Zac (Marc-André Grondin), em plena noite de Natal, com direito a marca de nascença (tufo loiro na nuca) que faz com que a mãe acredite que ele tenha um “dom”. Só esse fator já dá brecha para uma história tensa. Mas não fica só por aí. Com pais extemamente tradicionais e em plena época em que a Igreja era Lei predominante, temos estes 5 irmãos que não tem nada a ver um com o outro. Christian o nerd, Raymond o revoltado, Antoine o atleta, Zac o músico, e Yvan o caçula! E nosso principal protagonista, o jovem Zac, com sua sexualidade em ascenção contra o machismo da família.

Fora isso, não há muito o que dizer sobre a história. É simplesmente isso. Mas contada de um modo espetacular! Vale acrescentar a ótima trilha sonora, tendo como uma das melhores cenas, Zac dublando Space Oddity do David Bowie, com direito ao raio pintado no rosto e tudo! (não adianta, sempre que vc ouvir essa música ou ver o Bowie, vai lembrar dessa cena) Outra curiosidade do filme, é que o nome dos 5 irmãos, assim como do filme, foram inspirados na música preferida do pai (Michel Côté) da cantora Patsy Cline, chamada Crazy (que toca algumas muitas vezes ao longo do filme).

Sem muito o que dizer. Apenas não morra sem assistir! Uma história sobre o amor de um pai por 5 filhos e de um filho pelo seu pai. E essas coisas bregas q todo mundo gosta! 5 caipirinhas FÁCIL!


Cena inesquecível de Zac cantando Bowie


Trailer (não consegui achar nenhum com uma quailidade descente)

FICHA TÉCNICA DA PELÍCULA:

Nome Original: C.R.A.Z.Y.
Direção: Jean-Marc Vallée
Produção: Pierre Evan
Jean-Marc Vallée
Roteiro: François Boulay
Jean-Marc Vallée
Elenco: Marc-André Grondin
Michel Côté
Danielle Proulx
Lançamento: Mai.2005
Duração: 127min

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9 Comments

9 Comments

  1. 2T

    25 de maio de 2010 at 0:34

    Que grata surpresa chegar em casa e me deparar com um filme que me foi indicado hoje mesmo. Lembrava do post do Jão e agora, curiosamente, temos mais um na casa. Quero ver urgenteeeeeeeeeeeeeemente

  2. Wendel Wonka

    25 de maio de 2010 at 11:31

    Pois veja! Filme excelente! =D

  3. João

    27 de maio de 2010 at 20:47

    o filme é lindo poético, falado em francês e tem a tal cena do bowie.
    adoro!!!

  4. Guto Nascimento

    27 de maio de 2010 at 21:24

    Cara, adorei o blog de vocês… Genial! Parabéns! 🙂 Tb sou butequeiro e cinéfilo de plantão… Estou começando um blog sobre cinema, música e cultura em geral… Vou acompanhar sempre vcs… Abraços! E desce mais uma caipirinha ae…

  5. Saulo S.

    30 de maio de 2010 at 22:46

    olha, ainda não vi esse filme, baixei ha séculos, volver (hhuhuuhu)

  6. Wendel Wonka

    1 de junho de 2010 at 16:21

    Assista Saulo! Não vai se arrepender! =)

  7. Nuno

    22 de junho de 2010 at 0:44

    esse filme eh uma aula de como fazer um filme.. fino demais

  8. Lu .

    5 de julho de 2010 at 17:28

    O mais legal do filme é perceber a mudança que o
    personagem principal passa
    É legal ver que em alguma determinada parte
    da sua vida (no filme,lógico)
    Ele meio que acompanha as "tendencias"
    em algumas partes ele aparece "meio hippie"
    depois um visual mais "beatle"
    depois um visual mais PUNK
    depois meio cult
    e por aí vai
    é m filme apaixonante
    Recomendo!

  9. Idalina Santos

    11 de abril de 2013 at 17:35

    Filme apaixonante! Trilha sonora mil!

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Críticas de filmes

Crítica: Mar de Dentro (2020)

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A maternidade e toda a sua complexidade permitem diferentes formas de abordagem no cinema, na literatura, no teatro, na TV e onde quer que ela venha a ser representada e discutida. É bom observar a crescente diferença de como ela é tratada, com obras que se permitem ir além da romantização e explorar a mistura de sentimentos que surge com a maternidade. O questionamento sobre o lugar da mulher no mundo, no seu círculo social, na carreira e até mesmo os seus valores e propósitos passam a ser comentados por todos que se sentem no direito de opinar, mesmo que nada tenham a ver com a criança. Teoricamente, todo mundo sabe o que é melhor para o bebê, menos a própria mãe. Em Mar de Dentro, a cineasta Dainara Toffoli (que tem carreira na TV e dirigiu episódios de Lili – a ex, Manhãs de setembro e As Five, entre outros trabalhos) apresenta uma mulher que leva a vida como quer, até que descobre a gravidez e tudo muda.

Manuela (Mônica Iozzi, de Mulheres Alteradas) é uma publicitária ativa, orgulhosa e independente que tem uma relação sem rótulos com Beto (Rafael Losso, da novela O Outro Lado do Paraíso), está muito bem assim e acredita ter total controle sobre a própria vida. Entretanto, a gravidez não-planejada é o começo de uma trajetória diferente de tudo o que ela está acostumada. A insegurança no trabalho é o primeiro choque de realidade que Manuela recebe e ter a sua carreira colocada em risco é o início de um processo de mudanças. Ainda assim, a publicitária tem o privilégio de ter como pai de seu filho um homem que se mostra disposto a permanecer ao seu lado e ser pai não só nos documentos e nas redes sociais, mas alguém presente na vida da criança e de Manuela.

Engana-se quem acredita que a descoberta da gravidez funciona como um botão que, quando apertado, torna toda e qualquer mulher extremamente sensível e um reflexo de amor. Cada mulher é uma mulher, e Manuela desenvolve uma espécie de “maternidade distante”, como se estivesse de corpo presente, mas com a cabeça muito longe. Aceitar a gravidez não-planejada não é um processo fácil, e a publicitária, naturalmente, precisa de um tempo para entender e assimilar tudo o que está acontecendo. Novamente, ela é lembrada de que não tem controle sobre a própria vida e vê seu mundo desabar.

Sem cair na armadilha do extremismo, atriz e diretora esmiúçam a relação entre mãe e filho e mostram que é possível amar o(s) filhos(s) e não gostar da maternidade. Enquanto o bebê se desenvolve, evolui, aprende e também ensina a mulher, ser mãe consome, poda, desgasta e suga todas as energias. 

A sociedade clama, o tempo todo, por mulheres fortes e a maternidade traz o sentimento de que essa força está sendo roubada e, no lugar, o que entra é a ignorância e a vulnerabilidade. Não importa o que faça, cada ação de uma mãe é julgada. A mãe que trabalha fora de casa é tão ou mais criticada do que a mãe “dona de casa”. E os sonhos e os planos desta mãe, para onde vão? 

Como amar esse papel, então? Como aceitar, com um sorriso no rosto, todos os poréns que acompanham a nova função e, o mais importante, entender que é para sempre e, ainda assim, mostrar a todos que não existe felicidade maior do que a de mãe?

A narrativa não quer transformar a protagonista em heroína, mas fazê-la entender o que está acontecendo à sua volta, a compreensível melancolia dos primeiros meses da maternidade e o sentimento agridoce que nasce com um bebê.

O drama de Manuela e o trabalho de Mônica Iozzi são profundos e trazem à tona a complexidade dos sentimentos que chegam com a maternidade. Mônica mostra com competência que os papéis cômicos, que a apresentaram ao público, não é o seu limite e alcança evidente maturidade na carreira. Ela transforma Manuela em uma conhecida não muito próxima, mas a quem queremos bem.

Sob a direção certeira de de Toffoli, Mar de Dentro se torna um drama eficiente sem apelar para a identidade de filme com viés feminino e mostra que surgiu sabendo que haverá significativa identificação com o público.

Mar de Dentro não tenta passar a mensagem de que a maternidade é ruim, mas que é difícil todos os dias.

Todos os dias.

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Críticas de filmes

King Richard: um plano e um pai determinado

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O quanto um pai obstinado pode impulsionar a carreira de seus filhos? O novo longa metragem da Warner, King Richard: Criando Campeãs, estreia no Brasil dia 02 de dezembro e retrata a história de Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena Williams e sua determinação em torná-las as maiores jogadoras de tênis do planeta. Spoiler (porém não tanto, porque é um fato): ele conseguiu. 

Nesta cinebiografia, Richard Williams é interpretado por uma das estrelas mais queridas de Hollywood: Will Smith. Ele caiu como uma luva para o papel, uma vez que já havia feito um perfil parecido em À Procura da Felicidade(2006). Aqui, Smith, ajudado por uma maquiagem bem produzida, capricha nos trejeitos, sotaque e intensidade para viver Richard e o ator é um dos candidatos ao Oscar 2022 e tem sido elogiado pela crítica e público, incluindo as atletas Venus e Serena.

Por falar nelas, muitas pessoas questionaram a decisão de contar a jornada das esportistas sob a perspectiva do pai, tornando ele o protagonista do filme. Mas elas, que também são produtoras executivas do filme, foram categóricas em afirmar que, sem King Richard, não haveria Venus e Serena Williams. Desse modo, elas estavam de acordo que esta seria a melhor decisão. 

De mesmo modo, podemos fazer um paralelo com Dois Filhos de Francisco(2005): um pai persistente e incansável identifica o talento de seus filhos e transforma a carreira deles em uma sua missão de vida.  Assim, as filhas de Richard Williams foram incentivadas a jogar tênis porque o pai escolheu o desporto, ele estudou outras tenistas, elas foram treinadas e agenciadas pelo pai quando não tinham treinadores, o pai planejou e escreveu 100 páginas de um plano de carreira para cada uma delas.  

Além de Will Smith, o elenco como um todo é muito carismático e consegue fazer com que a audiência torça para que a família vença todas as adversidades. Apesar disso, o filme é arrastado e os momentos “palestras motivacionais” são repetitivos. Por essa razão, existem muitas cenas que parecem ter sido filmadas para serem usadas em clipes que mostram os atores na cerimônia do Oscar. Basta observar uma discussão entre a mãe, Oracene Brandy (Aunjanue Ellis) e Richard em uma situação mais dramática.

King Richard poderia ter explorado algumas polêmicas da vida real do personagem principal mas escolheu fazer um recorte menor com foco na infância de Vênus e Serena até a assinatura do primeiro contrato de Vênus com um patrocinador. É um filme de roteiro leve e previsível, com uma direção adequada mas não muito inventiva, fotografia e trilha sonora atendendo a proposta. Assim, acredito que o filme irá emocionar, divertir e até mesmo incentivar aqueles que desejam alcançar sonhos improváveis. Seja obstinado como King Richard e faça um plano.

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Críticas de filmes

Casa Gucci 

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Casa Gucci é o novo filme da MGM, dirigido por Ridley Scott (Gladiador) com um elenco estelar: Lady Gaga(Nasce Uma Estrela), Adam Driver (História de um Casamento), Al Pacino (O Irlândês), Jared Leto (Esquadrão Suicida) e Salma Hayek (Eternos). O filme estreou dia 18 de novembro nos cinemas brasileiros.
O longa é inspirado no livro de Sara Gay Forden, Casa Gucci: Uma História de Glamour, Cobiça, Loucura e Morte e narra a história da família Gucci, seguindo o conturbado casamento entre Maurizio Gucci e Patrizia Reggiani e vários conflitos entre os parentes que também são sócios do império fashion.
Embora a proposta do filme seja ambiciosa, em razão de propor várias temáticas como intriga e traição familiar, bastidores do mundo da moda e conflitos empresariais, a falta de objetivo prejudica o andamento dele, principalmente na segunda metade, os acontecimentos ficam muito arrastados. Acredito que a montagem prejudicou as intenções de Ridley Scott com a obra, por exemplo, em determinados momentos os cortes são muito abruptos e para uma trama que envolve um assassinato falta tensão, aquele momento que, por mais que sabemos o que vai acontecer, é surpreendente. O assassinato de Maurizio Gucci (Driver) não é muito explorado e traz uma das cenas mais frias e desinteressantes do filme.
Outro aspecto a se destacar em Casa Gucci são as atuações. Começando por Lady Gaga, a estrela pop apresenta uma excelente atuação. A atriz disse em diversas entrevistas sobre seu processo de imersão na personagem, ela se esforçou e conseguiu atribuir maneirismos, gesticulações e identidade a sua Patrizia. Provavelmente iremos falar de Lady Gaga na temporada de premiações. Adam Driver está bem, e apesar da virada de personalidade em Maurizio, ele sempre entrega uma performance competente. De mesmo modo, Al Pacino traz a força italiana de sua própria descendência. Infelizmente, a personagem de Salma Hayek, Pina, foi desperdiçada, com um arco pequeno e sem graça.

Além disso, algumas partes tem um caráter mais folhetinesco, o personagem do Jared Leto, Paolo Gucci até tenta emplacar um bordão, que lembra uma figura que poderia ter saído de uma novela do Walcyr Carrasco. Enquanto outras partes, há uma alteração de tom buscando passar uma dramatização mais séria. Normalmente considero um ponto positivo uma obra transitar por vários gêneros, mas isso não é feito em Casa Gucci de forma harmoniosa.

Por fim, Casa Gucci não é muito claro em relação a motivação de seus personagens. É certo que você irá encontrar o glamour, a ambição, a loucura nessa trama, porém falta ao filme a energia, potência e vibração de um Os Bons Companheiros. Seria Casa Gucci mais empolgante se fosse dirigido por Martin Scorsese? Deixo a reflexão ao leitor.
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Bombando!