Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Requiem para um sonho


Primeiro post para o Cinema de Buteco! Extraído do Sessão Curuja (com algumas modificações). Não escrevo muito bem e nem sei de linguagem técnica de cinema, ou como analisar a atuação e desempenho de diretores, roteiristas, produtores, etc. Falo por mim, na humilde opinião, e espero não falar merda. Hahahahaha!

“Buscando um significado para Requiem: missa especialmente composta para um funeral; ou composições para o mesmo.

Requiem for a dream, por Darren Aronofsky, de 2000, conta a história de Sara Goldfarb (Ellen Burstyn), Harry Goldfarb (Jared Leto), Marion Silver (Jennifer Connelly) e Tyrone C. Love (Marlon Wayans). São 4 personagens principais, ligados entre si por uma coisa em comum: o vício.

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Sara, mãe de Harry, é uma viúva sozinha, que só tem sua TV como companhia. O marido morreu, o filho abandonou-a. Só a TV está lá, sempre ao seu lado. Ela vê sua ruína quando começa a acreditar num programa de auditório.

Harry, a namorada Marion e o amigo Tyrone são 3 viciados aspirando uma vida melhor. Harry e Marion só querem ser felizes juntos e com a grife dela. Tyrone quer ser alguém um dia.

O filme tem um “q” de Medo e Delírio. Pra quem ainda não viu (pretendo postar em breve), as cenas em que os personagens usam drogas são feitas de modo que o espectador “sinta” os efeitos.

Verão, Outono, Primavera, Inverno. As estações contam a trajetória dos quatro, como se fosse um destino só: A ascensão, o climax, a queda e o fim. O filme não tem nada de feliz, se trata de drogas, de sonhos, e de fracassos. Não dá pra falar demais, senão estraga, mas basicamente mostra como podemos ser influenciados pelo meio, pela mídia, pelas pessoas, pelos amigos, pela sociedade, por TUDO.

A explicação do título é maravilhosa, como se fosse uma composição para o fracasso de seus sonhos. Tudo que você lutou pra conquistar, no fim deu errado. Seguimos regras, leis e tendências que nos foram impostas, vivemos em um mundo que não é nosso. Aqui se faz, aqui se paga?

Enfim, recomendo o filme. Cenas intensas, trilha-sonora intensa, o desenrolar dos fatos… intenso.”