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Críticas de filmes

Enterrado Vivo

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Eletrizante, agonizante e estridente do começo ao fim. É assim que podemos classificar este roteiro. Uma obra de arte pós-moderna que une elementos da cultura contemporânea à uma locação que poderia ter sido rodada tranquilamente à cinquenta anos atrás. Então, sabe aquela sensação que se tem quando alguém arranha um quadro negro? Ela te acompanha durante todo o filme. Um misto de tensão, nervosismo e revolta envolve o espectador em “Enterrado Vivo”, que faz coro ao extenso número de thrillers de suspense que 2010 nos proporcionou.

Os ingredientes são muito simples: um caixão de madeira, um homem vivo dentro e muita adrenalina pra tentar escapar. Seria apenas isso, apenas um basicão de suspense americano, não fosse a mente brilhante do roteirista Chris Sparling (desconhecido até então). Ele adicionou ao caixão, um isqueiro, um celular, pílulas contra ansiedade, birita, lanterna, entre outras; e adicionou ao filme contextualização, discussão sobre a política pós-moderna (lê-se 11 de setembro), debate sobre a atitude militar com reféns no Iraque, dando ao filme uma dimensão muito maior do que apenas mais um filme de suspense.

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Traduzir para o censo comum problemas reais enfrentados por soldados e civis em terras iraquianas, em uma linguagem que fosse interessante e que prendesse a atenção do espectador. Pra mim esse foi o principal objetivo do filme. Após os cinco primeiros minutos de desespero, é dada a notícia ao personagem que ele foi vítima de um seqüestro enquanto levava suprimentos para tropas iraquianas. E por isso está enterrado e terá que correr contra o tempo para conseguir cinco milhões, se quiser sobreviver.

Outro objetivo atingido também por Chris foi o de mostrar a indiferença do sistema mediante a tragédia humana. Porque convenhamos que o desespero do personagem frente a toda burocracia do sistema é agonizante, é de irritar qualquer um. Isso mesclado ao uso de aparelhos eletrônicos contemporâneos insere o espectador mais ainda dentro desses 88 minutos de agonia, sofridos juntamente com Paul Conroy. Dá a entender que estando em uma situação parecida à de Paul, mesmo com todos os recursos que tivermos, receberemos o mesmo tratamento do sistema.

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O thriller é realmente emocionante e mesmo se passando o tempo todo dentro de um caixão consegue transmitir ao espectador a mesma adrenalina que um “Velocidade Máxima” conseguiria. O jogo de câmera, conforme cada descoberta e acontecimento dentro do caixão, também é muito bem feito; e somado à trilha sonora consegue pregar uns bons sustos em quem está assistindo. A revolta do personagem que xinga quarenta por cento da história, também é um ótimo elemento pra trazer o público para dentro do filme e fazer coro com ele, afinal ninguém passaria por essa situação com uma linguagem politicamente correta.

O filme sem dúvidas é um dos ápices de 2010, por toda a emoção e adrenalina transmitida e, acredite se quiser, até um Ryan Reynolds com uma atuação melhorzinha. Com certeza vale apena ir ao cinema sofrer, roer as unhas e se emocionar com Paul Conroy. E claro que além de tudo não deixa de ser um guia de sobrevivência. Porque afinal, o que você faria se fosse Enterrado Vivo?


Nome Original: Buried

Direção: Rodrigo Cortés

Roteiro: Chris Sparling

Elenco: Ryan Reynolds

Ano: 2010

Duração: 1h e 28 min.

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13 Comments

13 Comments

  1. 2T

    9 de dezembro de 2010 at 23:55

    estou muito afim de ver.

  2. bella

    11 de dezembro de 2010 at 14:05

    eu tbm. já fiquei pensando em como deve ser desesperador estar enterrado vivo. deve ser tão ruim quanto morrer queimado ou afogado.

    mas uma coisa que eu não entendi… como ele sobreviveu tanto tempo (quer dizer, nem sei quanto tempo ele fica lá tentando sair) sem oxigênio? pq, né, não deve chegar muito e o pouco que tem ele respira tudo, po!
    alguém me esclarece por favor?

  3. 2T

    12 de dezembro de 2010 at 2:28

    Isabella quer spoiler. Tsc, tsc

  4. Jairo Souza

    12 de dezembro de 2010 at 3:36

    haha! isso nem assistindo dá pra entender Honey! é quimicamente impossível! afinal alem de respirar ele liga o isqueiro 19283948 vezes! Coisas de filme!…

  5. ­bella

    12 de dezembro de 2010 at 3:42

    hahahaha pois é, então o filme é bacana, segundo o jairo, mas agora já me irritou hahaha

    tt, seu lindo, não eh spoiler, … pessoas precisam de O2 pra respirar, e coisas precisam de 02 pra queimar. CO2 eh produto da respiração e da queima. é isso que eu queria entender… se o cara vai ficar la embaixo um tempo, ele vai respirar todo o O2… e depois ainda vai acender isqueiro? … foi só essa a minha duvida: como ele sobreviveu dias respirando gás carbônico?!

  6. 2T

    12 de dezembro de 2010 at 3:47

    eu não entendi nada do que vocês falaram. era melhor ver o episódio do chaves com o pele…

  7. ­bella

    12 de dezembro de 2010 at 15:23

    ta bom, deixa eu te dar um exemplo bem, mas bem grosseiro: vc gosta de respirar fumaça de carro?
    já ouviu falar de gente de morre dentro de garagem fechado pq ficou respirando fumaça de carro?
    é tipo isso. em bem menor escala, mas como os dias debaixo da terra devem ter sido o suficiente…
    entendeu?

  8. 2T

    12 de dezembro de 2010 at 17:51

    Mas… então, o que você está dizendo? O Ryan Reynolds é o Lanterna Verde, cara! Ele tinha um respirador invisível! Você e o Jairo que não conseguiram enxergar. Assim que eu assistir o filme, mostro para vocês…

  9. ­bella

    13 de dezembro de 2010 at 3:27

    esse filme não é do lanterna verde, ok?
    vou ver o filme e prestar atençao nesse detalhe… pq ainda n to acreditando que se esqueceram disso!

  10. Jairo Souza

    13 de dezembro de 2010 at 16:12

    LOL gnt! filme é assim msm… assistam… é tudo mt subjetivo, derrepente vcs acham q é tmpo suficiente, derre pente ñ! hauahuahua

  11. Junnel

    13 de dezembro de 2010 at 16:33

    eu vi a chamada deste filme ontem na tv.
    e acabei ver o trailer.

    este é um filme que eu nao teria a menor paciencia de assistir.
    vamos la
    1 – Como ja foi dito ali em cima, o isqueiro dentro de uma caixa lacrada e enterrada com suprimento de ar contato é tenso.

    2 – qual aparelho e operadora que ele está usando? pq assim, o meu celular nao pega em lugares muito menos digamos…. Cobertos…

    e pra finalizar o meu comentário e explicar para o 2t

    http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071217052536AAtCNd1

  12. 2T

    13 de dezembro de 2010 at 21:23

    Temos um 10 Perguntas em andamento, é isso?

    Sinceramente, vocês todos estão equivocados. Aceitem. O cara tinha uma planta de maconha escondida em algum lugar. Tudo não passou de uma alucinação. Estraguei tudo.

  13. Junnel

    17 de dezembro de 2010 at 15:17

    pode apostar que sim.

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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Bombando!