Connect with us

Críticas de filmes

Expectativas 2012 – A Vingança

Published

on

Como bem disse a Juliana Lugarinho e cia no post anterior com as “expectativas cinematográficas” para 2012, o ano promete ser mais quente que o Rio de Janeiro mesmo. Como ficou explícito no texto da minha amiga e colega de redação deste boteco virtual, nada melhor do que mostrar que a ala masculina tem uma opinião parecida, mas que já que os homens são muito mais visuais do que as mulheres, nós aceitamos todas as dicas de filmes publicadas e somamos com belas imagens para compensar a dose descontrolada de hormônios que ficou exalando por aí.

Tullio Dias e Wendel Wonka compartilham um pouco de suas maiores ansiedades para o decorrer do ano. Se é o final do mundo, pelo menos será com dignidade.

Megan Fox sumiu no último ano inteiro. Tenho certeza que não fui o único que sentiu a falta dela. Para compensar a ausência da mulher, a rede de idiomas CCAA realizou o sonho de muito marmanjo e clonou a atriz. A história fica melhor: além de existirem milhares de clones, todas estão vivendo sem a companhia de um homem sequer numa ilha deserta. É o paraíso ou não? Claro que você precisa saber inglês para ser aceito, né? Do contrário, olha só quem vai te querer.

Mas não é apenas de comerciais que Fox viverá em 2012. Ela também está escalada para atuar ao lado de Sacha Baron Cohen em O Ditador, comédia baseada em livro de autoria de Saddam Hussein. Fox ainda será vista em Friends With Kids (estréia em junho) e a comédia This is 40, ainda sem previsão. Ano bom para ela, ano melhor para nós.

A querida Chapeuzinho Vermelho periguete, alcunha cedida gentilmente pelo nosso querido João Andrade, irá mostrar seu talento em áreas desconhecidas na cinebiografia Lovelace. Os marmanjos mais calejados já devem saber bem do que se trata, mas as meninas talvez nunca tenham ouvido falar na lendária Linda Lovelace. Falando assim fica difícil de saber, mas trata-se da mulher que inventou o termo Garganta Profunda para descrever a prática mais intensa de sexo oral possível. Agora todo mundo se localizou?

Amanda Seyfried pode não ser unanimidade entre os homens ou mulheres, mas ninguém pode negar que ela é sensual mesmo quando interpreta uma romântica lerdinha, como em Cartas Para Julieta. 2012 será um ano recheado para atriz, que no ano passado estrelou o divertido O Preço do Amanhã. Além da aguardada cinebiografia da atriz pornô mais conhecida do ramo (sim, o filme incluirá nu frontal, aparentemente), ela estará em outros quatro filmes, incluindo a nova versão de Les Misérables.

Só mesmo cego e amarrado para ignorar Anne Hathaway em qualquer lista. Aliás, qualquer prêmio que se preze deveria levar em consideração as generosas contribuições da atriz para a sétima arte. A maioria dos seus filmes é preenchida com fartos detalhes da mais pura e volumosa arte, esculpida no que há de melhor e mais belo existente no planeta Terra. Na lista de 10 Destaques de Drama/Romance, a Lugarinho mencionou Amor e Outras Drogas. O filme seria uma verdadeira droga, sem amor (mas com muito sexo) se não fosse a presença cativante de Hathaway. Chato, né?

A atriz se encontrará com Amanda Seyfried em Les Misérables, mas nós não estamos nem aí para o encontro da morena com a loira. O que realmente nos interessa – e acreditem, um filme de Tom Hooper não faz parte dessa lista – é saber que no dia 27 de julho, ela estará em cartaz nos cinemas brasileiros no papel da felina mais sensual de que se tem notícia: Mulher-Gato, a eterna paixão platônica de Batman. Pouco se sabe sobre o que será mostrado em O Cavaleiro das Trevas Ressurge, mas enquanto as meninas suspiram por Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt e Christian Bale, os homens terão que se esforçar para disfarçar a respiração ofegante quando Hathaway surgir com sua roupa de couro colante e que irá realçar ainda mais o seu corpo. E talento, óbvio.


Ops, caiu…

Durante a troca de e-mails, o Fabrício Carlos ousou insinuar que eu havia esquecido de mencionar Scarlett Johansson na minha lista inicial. Seria um atestado de ignorância completa se fosse verdade, afinal de contas, até mesmo no texto sobre os “boy magia” da ala liderada por Juliana Lugarinho e João Andrade, a minha paixão pela atriz é mencionada. Como se alguém ali tivesse moral para zoar minhas preferências, né? Se houvesse tempo (e fosse adequado), os leitores do Cinema de Buteco descobririam podres inusitados sobre o grupinho da língua ácida e com hormônios descontrolados. Mas voltando ao tema da Scarlett, a atriz interpretará um alien vivendo no corpo de uma humana em Under the Skin, de Jonathan Glazer. Sinceramente? Soa como uma cópia de A Experiência e eu rezo para que seja mesmo, até mesmo pelo nome sugestivo…

Claro que o grande filme de Johansson será Os Vingadores, onde ela será a única garota no meio de um bando de homem com músculos que tornam injusta qualquer disputa pela preferência feminina. Afinal, como bem disse um sábio amigo, esses caras são como filé mignon e nós somos a carninha de segunda que ninguém quer. De qualquer forma, Os Vingadores entra em cartaz ainda no primeiro semestre, para a alegria geral.

A minha musa definitiva fica para o final do especial. Sou fã incondicional da Natalie Portman, Anne Hathaway e a alienígena Scarlett Johansson, mas tenho uma paixão platônica por Jessica Biel tão grande ou maior do que a que um certo amigo tem por Clive Owen (e não é o João).

Nós sabemos que Jessica (ah, a intimidade que eu queria ter) não é lá modelo de perfeição quando se trata de grandes performances na frente da tela. Tudo bem, ela realmente surpreendeu o público em Bons Costumes e Powder Blue (não apenas pela cena do striptease), mas é notório que o grande trunfo dela está nos olhos. Principalmente nos de quem a vê. Biel é como uma poesia romântica dos poetas franceses apresentados em Meia-Noite em Paris e independente das críticas, ela sempre terá o seu lugar de destaque no grupo de atrizes mais bonitas de Hollywood.

O grande projeto de Biel para 2012 é o remake de O Vingador do Futuro, aquela produção estrelada por Arnold Schwarzenegger no começo dos anos 90, onde contracenará com Colin Farrell e Kate Beckinsale (outra musa que deveria ter entrado na lista). Já foi dito que a trama não acontecerá em Marte, ou seja, será que não teremos o retorno da mulher de três tetas? De qualquer forma, estamos ansiosos para assistir ao confronto de Jessica e Kate no remake.

Então, como bem disse Juliana Lugarinho na primeira parte da nossa wishlist cinematográfica para 2012: este será um ano quente. Aproveitem e usem filtro solar para evitarem problemas com todo esse calor descontrolado.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Críticas de filmes

O Telefone Preto

Published

on

A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

Continue Reading

Críticas de filmes

Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

Published

on

O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

Continue Reading

Críticas de filmes

Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

Published

on

A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

Continue Reading

Bombando!