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Críticas de filmes

Globo de Ouro 2009

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Depois de assistir a uma tradução simultânea horrorosa, mas que valeu a pena, aqui estão os vencedores do Globo de Ouro 2009. O 2T postou sua lista de preferidos e acertou alguns! O * na frente significa seu indicado. Vale destacar o prêmio de Ator Coadjuvante que, como esperado, foi para Heath Ledger, e a quantidade de prêmios arrecadada pela HBO. Não teve pra Dexter nem pra House!

Melhor Filme – Drama
Slumdog Millionaire*
Apenas um Sonho
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
The Reader

Melhor Filme – Comédia ou musical
Vicky Cristina Barcelona

Na Mira do Chefe
Mamma Mia!
Queime Depois de Ler*
Simplesmente Feliz

Melhor Diretor
Danny Boyle (Slumdog Millionaire)

Stephen Daldry (The Reader)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)*
Ron Howard (Frost/Nixon)
Sam Mendes (Apenas um Sonho)

Melhor Atriz – Drama
Kate Winslet (Apenas um Sonho)
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)*
Kristin Scott Thomas (Il y a Longtemps que je T’aime)
Meryl Streep (Dúvida)

Melhor Ator – Drama
Mickey Rourke (O Lutador)
Leonardo DiCaprio (Apenas um Sonho)
Frank Langella (Frost/Nixon)
Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)*

Melhor Atriz – Comédia ou Musical
Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)*

Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona)
Frances McDormand (Queime Depois de Ler)
Meryl Streep (Mamma Mia!)
Emma Thompson (Last Chance Harvey)

Melhor Ator – Comédia ou Musical
Colin Farrell (Na Mira do Chefe)
Javier Barden (Vicky Cristina Barcelona)*
James Franco (Segurando as Pontas)
Brendan Gleeson (Na Mira do Chefe)
Dustin Hoffman (Last Chance Harvey)

Melhor Filme Estrangeiro
Waltz with Bashir (Israel)
The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
Everlasting Moments (Suécia)
Gomorra (Itália)
Il y a longtemps que je t’aime (França)

Melhor Filme de Animação
Wall-E*
Bolt – Supercão
Kung Fu Panda

Melhor Atriz Coadjuvante
Kate Winslet (The Reader)*

Amy Adams (Dúvida)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Marisa Tomei (The Wrestler)

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)*

Tom Cruise (Trovão Tropical)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Ralph Fiennes (A Duquesa)
Phillip Seymour Hoffman (Dúvida)

Melhor Roteiro
Slumdog Millionaire

O Curioso Caso de Benjamin Button*
Dúvida
Frost/Nixon
The Reader

Melhor Trilha Sonora
Slumdog Millionaire

O Curioso Caso de Benjamin Button
Defiance
Frost/Nixon
A Troca

Melhor Canção
O Lutador
Bolt – Supercão
Cadillac Records
Gran Torino
Wall-E

Melhor Telessérie (drama)
Mad Men
Dexter
House
Em Terapia
True Blood

Melhor Telessérie – Comédia
30 Rock
Californication
Entourage
The Office
Weeds

Melhor Ator em Telessérie – Drama
Gabriel Byrne (Em Terapia)
Michael C. Hall (Dexter)
Hugh Laurie (House)
Jonathan Rhys-Meyers (Os Tudors)
Jon Hamm (Mad Men)

Melhor Atriz em Telessérie – Drama
Anna Paquin (True Blood)
Sally Field (Brothers and Sisters)
Mariska Hargitay (Law and Order: Special Victims Unit)
January Jones (Mad Men)
Kyra Sedgwick (The Closer)

Melhor Ator em Telessérie – Comédia
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Kevin Connolly (Entourage)
David Duchovny (Californication)
Tony Shalhoub (Monk)

Melhor Atriz em Telessérie – Comédia
Tina Fey (30 Rock)
Christina Applegate (Samantha Who?)
America Ferrera (Ugly Betty)
Debra Messing (The Starter Wife)
Mary-Louise Parker (Weeds)

Melhor Minissérie ou Telefilme
John Adams
A Raisin in the Sun
Bernard and Doris
Cranford
Recount

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme
Paul Giamatti (John Adams)

Ralph Fiennes (Bernard and Doris)
Kevin Spacey (Recount)
Kiefer Sutherland (24: Redenção)
Tom Wilkinson (Recount)

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme
Laura Linney (John Adams)
Judi Dench (Cranford)
Catherine Keener (An American Crime)
Shirley MacLaine (Coco Chanel)
Susan Sarandon (Bernard and Doris)

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Tom Wilkinson (John Adams)
Neil Patrick Harris (How I Met your Mother)
Denis Leary (Recount)
Jeremy Piven (Entourage)
Blair Underwood (Em Terapia)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Laura Dern (Recount)

Eileen Atkins (Crawford)
Melissa George (Em Terapia)
Rachel Griffiths (Brothers and Sisters)
Dianne Wiest (Em Terapia)

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3 Comments

3 Comments

  1. karen

    15 de janeiro de 2009 at 16:35

    e House foi injustiçado maaais uma vez. ;/ assim como Dexter. blé.

  2. João

    16 de janeiro de 2009 at 1:21

    vale lembrar que o globo de ouro não é tããão termômetro do oscar, já que ano passado premiou desejo e reparação e sweeney todd como os melhores filmes, sem falar no julian schnabel como diretor!
    apesar de juliane moore ter ficado de fora, parece que esse é mesmo o ano da winslet hein?

  3. Fla

    16 de janeiro de 2009 at 12:16

    e, pelo trabalho dela em The Reader (que assisti pedaços só, infelizmente), ela merece!

    karen, concordo!
    house e dexter mereciam!

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Críticas de filmes

O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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