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Aventura

Homem de Ferro 3

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homem de ferro 3 2
NADA MAIS FOI O MESMO DEPOIS DE NOVA YORK. Nem para o público que foi em peso assistir Os Vingadores nos cinemas do mundo e muito menos para a vida de Tony Stark (Robert Downey Jr.). Havia uma certa pressão para Homem de Ferro 3, que além de inaugurar a chamada Fase 2 dos filmes da Marvel, é também o primeiro pós-Vingadores. Afinal de contas, que tipo de ameaça ele poderia enfrentar (e que fizesse o espectador se interessar) depois dos buracos de minhoca saindo dos céus de Manhattan? Os roteiristas tiveram a ideia de transformar o próprio inconsciente de Stark em uma ameaça.

Abalado com os eventos ocorridos em Nova York, Tony Stark está passando por um período tenso sem conseguir dormir direito e sofrendo crises de ansiedade. Enquanto tenta aprimorar suas armaduras, um perigoso terrorista chamado Mandarim ameaça a vida do Presidente norte-americano com diversos ataques nos EUA.

Ao deixar seu protagonista no meio de uma forte crise pessoal, algo já trabalhado de maneira eficiente em Homem-Aranha 2, de Sam Raimi; e O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan; o terceiro Homem de Ferro assume o risco de andar por um terreno perigoso, que inevitavelmente renderá algumas comparações com a trilogia mais recente do Batman, e não perde a sua identidade durante o processo. As piadas e os diálogos ácidos continuam presentes e rendem várias situações hilárias (“Lawrence Desmiolê”, por exemplo), mas o cineasta Shane Black (roteirista de Máquina Mortífera) conseguiu introduzir um tom mais sério e muito bem-vindo.

homem de ferro 3 1
A franquia Homem de Ferro, e de qualquer outro herói, possui um enorme potencial mercadológico para faturar uma nota em brinquedos e miniaturas. Não é nenhuma novidade e é perfeitamente natural para a indústria, no entanto, me parece muito agressiva a necessidade de introduzir uma criança no roteiro apenas para tentar suavizar a trama. É como se as várias armaduras do ato final (uma delas é obviamente uma homenagem ao Hulk) não fossem o suficiente para cativar os moleques. Somando com a ausência de AC/DC na trilha sonora, os furos no roteiro (como é que deixam a Mansão Stark ficou tão vulnerável daquele jeito?), a quase descaracterização de Pepper (Gwyneth Paltrow), e a maneira como os roteiristas aproveitaram o Mandarim (falarei sobre isso no final do texto, pois contém spoilers), são alguns dos defeitos de Homem de Ferro 3.

O elenco de apoio, como é comum acontecer nas produções da Marvel, por pouco não rouba a cena de Downey Jr. e Paltrow. Guy Pearce (Amnésia) está numa fase estranha na carreira atualmente, oscilando entre participações em obras duvidosas (O Pacto) e outras mais interessantes, como os peculiares “vilões” de Os Infratores ou Prometheus. No entanto, o ator acerta a mão com Aldrich Killian e cria uma verdadeira ameaça para a vida de Tony Stark. Rebecca Hall interpreta uma “botânica” sedutora que tem uma participação pequena, mas fica em cena o suficiente para rivalizar com Pepper Potts. Mas o melhor de Homem de Ferro 3 é Ben Kingsley como o Mandarim, mesmo deixando a desejar na etapa final.

O grande mérito de Homem de Ferro 3 é o amadurecimento do personagem e, assim espero, do universo das adaptações da Marvel. Se é melhor que o primeiro filme ou que Os Vingadores não importa. O espectador encontrará uma obra de qualidade com diversos pontos positivos e outros tantos negativos, e o mais importante é que ele cumpre o seu objetivo: divertir o máximo de pessoas possível. E nisso, vamos combinar, Robert Downey Jr. é um verdadeiro mestre.

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ps: fique até o final dos créditos para assistir a uma divertida participação especial.

Nota:[tresemeia]

O Cinema de Buteco adverte: os parágrafos a seguir possuem spoilers!

homem de ferro 3 mandarim
Confesso que até antes de ser “desmascarado”, eu estava tão empolgado com o Mandarim que o incluiria facilmente numa lista de cinco melhores vilões de adaptações de quadrinhos. O vilão aparecia em cenas rápidas, sempre deixando no ar o mistério e o perigo dele poder atacar qualquer um quando bem entender. Shane Black foi muito inteligente ao não mostrar o Mandarim de verdade para o público e criou uma aura muito especial em torno do vilão, o que foi realçado pelo brilhante Ben Kingsley. No entanto, decidiram jogar sal na minha caipirinha e todo o perigo foi eliminado com uma descarga. Literalmente.

Revoltado com a verdade sobre o “vilão”, acabei perdendo um pouco do interesse no restante da trama. Por mais inteligente que tenha sido a sacada do roteiro, eu queria ver o Mandarim enlatando o Homem de Ferro. O potencial dele era imenso, tinha tudo para ser um vilão inesquecível, só que decidiram dar um golpe no espectador e subverteram todo o conceito do que é realmente um vilão ameaçador.

Ainda que eu preferisse uma versão em que o Mandarim não fosse a droga de um farsante, não se pode ignorar o mérito do roteiro de Shane Black. Se não fosse ofuscado pela imponente sombra do medo criado por Mandarim, Killian poderia até receber alguns elogios e a chance de figurar na minha lista de vilões preferidos, só que mesmo sendo apenas um ator contratado para dar um rosto para a ameaça, Mandarim deixou sua marca.

homem de ferro 3

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29 Comments

29 Comments

  1. Raphael Sodré

    29 de abril de 2013 at 2:07

    O comentário abaixo tem SPOILERS. Eu avisei.

    Okay, Tullio, meu caro, não discordo de sua crítica. Em bem verdade, acho que concordo com grande parte dela. Mas o terceiro filme do Ferroso foi meio frustante. É divertido, bem divertido. É massavéio, bem massavéio. Tem um final empolgante, bem empolgante. Mas tá, e daí? O filme parece, até o final, desvirtuar o herói de seu caminho: tirar dele o ácido, o cítrico, e substituir pelo irônico, pelo humor para agradar o público médio. Okay, é certo que acompanhamos a busca de um homem por sua fé: mas a nova direção – aqui, em sentido duplo, tanto se referindo ao novo percurso do herói, quanto à do Shane Black, que adoro em 'Beijos e Tiros') parece privilegiar a ação desenfreada e sem sentido para explicar tudo. Tony REALMENTE precisava dar seu endereço pra que o encontrassem? O que o Killian foi fazer nas Indústrias Stark? Maya é, de fato, uma personagem relevante? Por que Tony não acionou as outras armaduras antes? Por que os Vingadores não se envolveram quando souberam da 'morte' do Latinha? Como Potts foi curada? Claro que tudo isso é ultracool; mas dá uma sensação de 'e bem, e o resto?', no fim.

    • Tullio Dias

      29 de abril de 2013 at 2:39

      Verdade, o roteiro possui vários problemas. Eu não quis entrar nessa do endereço da Mansão no texto, mas achei um INCRÍVEL furo a ausência de proteção da casa. O Patriota iria ignorar a morte do amigo daquela maneira? Mesmo numa situação de ameaça ao Presidente? Minha namorada chegou a dizer que: "ué, pra que o endereço? Como se ninguém soubesse onde fica a casa do Tony Stark…"

      Não tinha pensado nessa visita do Killian… acredito que fosse para ter financiamento e conseguir tentar deixar o negócio dele do bem? hahahaha

      CLARO QUE A MAYA É RELEVANTE, ORAS! hahahahaha

      Mas quanto às armaduras, foi porque elas só chegaram "depois" de muita merda ter rolado.

    • Kenji Fugimoto

      29 de abril de 2013 at 13:36

      Respondendo, o que eu entendi é que Killian foi para as Industrias Stark para tentar um ajuda financeira e uma parceiria. Mas a verdadeira intenção era tentar finalizar a formula inacabada que Tony Stark havia deixado para botanica no inicio do filme

    • Ton Monteiro

      6 de maio de 2013 at 11:13

      |Spoilers|

      Maya deveria ter mais importância. Eu achei que haveria mais mistério em torno dela e de qual lado ela estava. De repente ela morre, sem ter tido muita relevância nem para o Stark nem para o Killian. Ninguem se importou.

      O Stark passa a maior parte do filme carregando uma armadura nas costas e consertando-a, artifício usado como desculpa para a relação dele com o menino Harley.
      e DO NADA, ele invoca aquele monte de armaduras e você pensa "Ué? Pq fizeram aquele drama todo se ele tinha outras armaduras pra usar? Pq não chamou elas antes?"

      E aquele prontuário do ex-militar? Ele brigou tanto por aquela pasta e… oq tinha lá dentro?
      Só aquela folheada q ele deu já justificou tudo? Ou havia algo realmente importante naquela pasta que ele e os "extremis" tanto queriam?

      Pior ainda é o Tony dizer ao James na luta final "Não. As armaduras só funcionam comigo". Oxe! Ele não enfiou uma armadura na Potts logo no início do filme?
      Mas nããão… o Patriota de Ferro TEM que usar a armadura azul que está no presidente… ¬¬

      Resumindo: Achei esse o melhor dos 3 filmes.
      Mas ainda assim ruim.

  2. Marcio Sallem

    29 de abril de 2013 at 3:16

    Mais SPOILERS.

    Cara, bem que o Jon Favreau sempre avisou que o Mandarim era inadaptável para o contexto um tanto pé no chão de Homem de Ferro. A distração funciona no contexto da narrativa, esquecendo que o cara lá é o arqui-inimigo, porém fica um gosto amargo na boca. Até porque, o Thor e muitos outros abriram portas para personagens com poderes mágicos, e os anéis do Mandarim poderiam, enfim, ter uma explicável plausível. Mas… ok. Só que comentei: MUITOS FÃS vão ficar indignados e não tiro a razão deles.

    • João Marcos Flores

      29 de abril de 2013 at 4:41

      Inadaptável pro contexto PÉ NO CHÃO do Homem de Ferro? Acho justamente o contrário: o personagem é realista demais para a natureza fantasiosa do filme.

    • Marcio L. Santos

      29 de abril de 2013 at 12:03

      O contexto pé no chão do filme acabou quando um personagem começou a soltar fogo pela boca … 🙂

    • Marcio Sallem

      29 de abril de 2013 at 15:56

      João Marcos e Marcio L., refiro-me ao Mandarim dos quadrinhos, não ao retratado pelo Ben Kingsley. Vocês estão esquecendo que nas entrevistas de Homem de Ferro 2, o Jon Favreau afirmava que não conseguia bolar uma maneira de introduzi-lo no arco de histórias, que até então era pé no chão, mas não conseguia por causa dos poderes mágicos do vilão? A menção a isto, como também entendi do Tullio, é mais uma reclamação de fã da HQ do que de crítico.

      Agora, sim, devo concordar que o Mandarim de HF3 é realista e crível, diferente de todo o restante do filme.

  3. Daniel Oliveira

    29 de abril de 2013 at 4:21

    Tullio, parabéns pelo texto! Concordo em grande parte com sua crítica. Só achei que você foi bastante bondoso na sua nota. hehehe. Mas cada um tem sua opinião, claro! Compartilho com você a crítica que escrevi em meu blog: http://cinefilosantista.blogspot.com.br/2013/04/critica-homem-de-ferro-3.html
    Abraço!

  4. Pedro Henrique Machado

    29 de abril de 2013 at 13:25

    O problema com esse filme (3) é que você vai pensando que vai ter aquele tom cítrico elevado, como se fosse um sherlok holmes da vida e acaba se frustrando um pouco. espero que o jeito pastelão não venha incorporar o personagem apenas pra lotar as salas.

  5. Marcius Vinicius Freitas

    29 de abril de 2013 at 19:03

    Imaginem, e só imaginem, se no segundo filme de BATMAN de Nolan. o Coringa fosse uma fraude, um ator contratado por outro vilão nos bastidores para dar cara a ameaça do caos. Pena que o Mandarim não é tão conhecido do grande público que vai lotar os cinemas para assistir IRON MAN 3 quanto o Coringa. Por que não pode haver magia nos filmes do Ferroso, por que os anéis do Mandarim não podem ser mágicos? Seria muito mais interessante o confronto entre a ciência super-tecnológica do HOMEM DE FERRO e os poderes mágicos dos anéis do Mandarim. Por mais divertido que o filme foi, não consegui sair sem me sentir frustrado…

  6. Marcos Pedroso

    29 de abril de 2013 at 19:10

    Sinto muito… Mas só não conhecendo a saga Extremis e não tendo acompanhado o elegante Mandarin nos quadrinhos para dizer que este filme agradou…
    Pode ter agradado a quem só conhece o Cabeça de Lata dos dois filmes anteriores, mas eu corto meu saco fora se alguém que realmente acompanha as venturas do Homem de Ferro na banda desenhada ficou satisfeito com este filme, minha nota é 4,5. Infelizmente.

  7. Luck Rock

    29 de abril de 2013 at 19:19

    Achei o filme bem legal apesar das falhas…uma coisa que eu gostei bastante foi o Mandarim…okay,eu não conheço muito o personagem no quadrinho e disseram que ele tem poderes mágicos mas no filme eu adorei a ideia de um vilão tão amedrontador e terrorista qe simplismente é uma farsa…como o Coringa diria…ele é o puro caos…como vc deixa uma população em panico…contando uma mentira.um vilão que faz coisas horriveis mas não existe…GENIAL…ele não é tão caotico quanto o BANE e CORINGA nos filmes do batman mas isso que é legal…não é exagerado.
    COISAS QUE EU NÃO GOSTEI:(spoilers)
    KILLIAN TER PODERES:caraca na boa…no final é mostrado que killian é a essencia de mandarim mas qualé…fogo pela boca e tals…WTF? acho que seria bem mais legal se ele fosse PODEROSO não que tivesse super poderes…o coringa conseguiu causar mais caos que ele com umas balas e uns explosivos…o killian tinha potencial para ser um coringa se ele não tivesse esses poderes.alem do mais a PEPPER matou ele??????????????

    PEPPER CHUCK NORRIS:
    não tenho nem palavras pra isso…a pepper magrinha e fraquinha virou uma chuck norris hot e fez o movimento mais foda que eu ja vi em um filme de herói de quadrinho…não é surpresa nenhuma o tony ser salvo por ela no final isso ja aconteceu no homem de ferro 1 mas qualé…

    HARRY:
    adorei o harry simplismente…mas ele foi pouco explorado no filme…seria um filmaço se mostrassem a recuperação de Tony como fizeram no batman mas ficou tudo amontuado…e vamo lá, não seria nada mal se ele virasse um sidekick do homem de ferro…mas enfim

    ARMADURAS DE LATINHA DE REFRI:
    calma deixa eu ve se entendi…uma armadura de aço e titanio quebra com qualquer coisa? as mesmas armaduras que no homem de ferro 2 não se despedaçaram com os chicotes de ivan vanko?

    BLACK OPS IRON MAN:
    eu não digo que não gostei dessa parte mas um cara ricaço fazndo armas caseiras?

    • Tullio Dias

      2 de maio de 2013 at 0:54

      O lance do Killian me divertiu demais… dei risada no cinema.

  8. Guilherme Guedes

    29 de abril de 2013 at 22:47

    Pra mim é o pior da trilogia, e o Mandarim foi o que mais influenciou na minha opinião. Deviam ter deixado Ben Kingsley realmente ser o vilão, como o dos quadrinhos.

  9. Ney Chamberlain Do Nascimento

    29 de abril de 2013 at 22:52

    Confesso que pouco me envolvi na trama, e que apesar das cenas cômicas, não se comparou nem um pouco com "Os vingadores". Mas vale o ingresso para assistir com a família!

  10. Raquel Reis

    30 de abril de 2013 at 13:50

    Todo mundo tá reclamando desse filme

  11. Marcela Moura

    30 de abril de 2013 at 20:50

    Mandarim como um terrorista é bem sugestivo num mundo onde EUA estão perdendo terreno para a China.

  12. Anônimo

    1 de maio de 2013 at 15:54

    Desculpe pela minha grosseria mas a imagem que está critica passou foi que ficou parecendo aquelas criticas de cinema que são feitas em troca de grana para falar bem do filme por mais que ele seja ruim. (mas sei que a franquia de homem de ferro não precisa disso) só quis comentar porque fico triste por mal ter criticas de cinema serias no Brasil.. antes tinha o Pablo Villaça mas agora ele esta a cada vez menos escrevendo criticas :/ :~~~~ acompanho o tulio no cinematorio tem um tempinho. ele tem potencial para escrever algo bem mais incrive e ser um grande criticol :~~~~ T_T

    • Tullio Dias

      2 de maio de 2013 at 0:52

      Opa, tudo bem? Então, mas eu não gostei de muitas das coisas do Homem de Ferro 3. Reclamei disso, especialmente do Mandarim. Fui bondoso por considerar a franquia como entretenimento. Existem muitos defeitos, quanto mais você pensa, mais acha problemas, mas no final das contas, me diverti. Mesmo com ressalvas. Aliás, se fosse para ganhar dinheiro escrevendo coisas boas, não iria rolar legal comigo. Ia ficar explícito no texto… a gente saca quando a parada é natural ou não. Se não tivesse me divertido, teria deixado bem claro no meio do texto. Talvez a nota tenha ficado um pouco alta mesmo, mas existem muuuitos defeitos e falei da maioria na crítica.

      Só uma pequena correção: quem lida com o Cinematório é o Renato, que também é editor do Cinema em Cena.

      Obrigado pelo voto de confiança e pela mensagem.

  13. Renan Facure

    3 de maio de 2013 at 13:30

    Gostei da mensagem política do filme, mas tmb achei desnecessário, tem hora, lugar e filme pra isso. E mais, desperdiçaram um ótimo vilão, que poderia até mesmo fazer uma pontinha nos outros filmes da Marvel. Bem, é o que eu achei.

    • Jocelyn Alencar

      6 de maio de 2013 at 15:40

      Nada impede isso né. Saí do cinema com a impressão de que ainda poderemos ver o Ben Kingsley nos outros filmes, talvez como o verdadeiro Mandarim, vai saber… Até o agente Coulson vai voltar, então tudo é possível.

  14. Welton Fernandes Duarte

    3 de maio de 2013 at 15:43

    O filme é "bom", não muito bom como muitos esperavam. Para quem conhece a história do Mandarim e seus 10 anéis "mágicos", quando se depara com ele sendo somente um ator, fica bastante decepcionado. A trilha sonora deixou a deseja. As cenas cômicas foram boas. O roteiro é "bom", se desconsiderar as histórias do homem de ferros e os seus inimigos. A A. I. M. ficou parecendo ser um exército de super humanos e não um grupo de cientistas inteligentes. O melhor filme 3 para mim ainda é o do Batman.

  15. Thais Jardim

    5 de maio de 2013 at 15:54

    O unico problema dos filmes do Homem de ferro sao os viloes, nenhum faz a gente ficar com odio deles, sao muito fracos…Mas no resto gostei muito do filme…

  16. Gerson Jorge Ribeiro

    5 de maio de 2013 at 20:44

    Comentar…

  17. Nívia Almeida

    6 de maio de 2013 at 1:58

    Não foi a melhor produção, mas em resumo vale a pena assistir!! Adoro suas críticas meu amigo!

  18. Sergio Souza

    6 de maio de 2013 at 5:30

    Uma coisa que não vi ninguém reclamar ainda foi sobre o 3D do filme, se é que podemos falar que teve algum 3D ali. Diferente dos Vingadores, acabei pagando um pouco a mais pelo 3D pelo fato da opção de ver o filme no IMAX, que realmente vale a pena e se difere do cinema convencional. Mas a única hora que pude apreciar uma cena legal em 3D foi no trailer do Superman e na própria apresentação do IMAX. Fora isso, no Iron Man eu não reparei em nada 3D, e isso foi uma grande covardia do estúdio.

  19. Jocelyn Alencar

    6 de maio de 2013 at 15:58

    O Mandarim do filme acaba sendo uma "ideia", algo mais forte do que um vilão louco. Até entendo quando vejo muitas pessoas xingando o filme por isso, principalmente os fãs xiitas de quadrinhos (tão radicais quanto a filosofia do Mandarim). Mas pessoalmente, entendi a visão dos roteiristas e do diretor. A Marvel está amadurecendo e segura de que não importa muito a opinião dos xiitas que saem da sala do cinema odiando o filme só pra mostrar que conhecem a história dos quadrinhos, até porque essas mesmas pessoas estarão lá para assistir Iron Man 4. Se não estiverem, quem realmente curte cinema ou está atrás apenas de um bom entretenimento com certeza estará lá.

    Ah, gostei da crítica! O filme tem falhas sim, mas acho que o final da trilogia Batman/Nolan inaugurou uma tendência de filmes com furos absurdos de roteiro e que ainda conseguem deixar o espectador satisfeito 🙂

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Ação

O Homem Do Norte: brutal, mitológico e emocionante épico de Robert Eggers

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O Homem do Norte estreia dia 12 de maio nos cinemas brasileiros e é o terceiro filme dirigido por Robert Eggers. O cineasta é responsável pelos filmes de terror independentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), e, para este projeto contou com uma produção de um grande estúdio (Focus Features) e com um orçamento de 90 milhões de dólares. Estão no elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe.

Dessa maneira conseguimos perceber que O Homem do Norte é um filme ambicioso tanto pelos talentos envolvidos no longa, quanto pela história escolhida por Eggers, um épico baseado na mitologia nórdica. Na trama seguimos o jovem viking Amleth, interpretado por Alexander Skarsgard que após ver seu pai, o rei Aurvandill, vivido por Ethan Hawke, ser traído e morto pelo irmão, foge de sua vila e prometendo voltar para se vingar. Alguns anos depois, Amleth, agora adulto, inicia o planejamento de sua vingança.

É interessante ressaltar que o longa tem uma montagem em capítulos, tornando assim a experiência muito próxima a da literatura. O roteiro navega pelos passos do protagonista como quem nos conta uma história em partes, conseguindo capturar a essência da cultura e transferi-la para a tela de forma acessível. Veja bem, não é necessário ser um estudioso da cultura viking para acompanhar o filme. Embora ele tenha simbolismos que podem parecer confusos e específicos, como a religião e os esportes praticados por eles, a trama principal traz elementos conhecidos e simples: destino e escolhas, intriga familiar, amor, ódio e traição.

O Homem do Norte utiliza de uma fotografia atmosférica que é fria e cinzenta em certos momentos mas também quente e escarlate em outros. Ela amplia alguns cenários em detrimento dos seus personagens, mas quando faz uso de close-ups nos coloca ao encontro das emoções brutais que eles sentem e externalizam. Tudo isso, aliado a uma trilha sonora bem executada e inovadora. Alguns sons são tão diferentes que parecem nos transportar para dentro do filme de forma tão imersiva. Também parabenizo a equipe de Design de Produção, a riqueza de detalhes aqui impressiona.

Outro destaque de O Homem do Norte está, sem surpresa, em seu elenco. Elogiar as performances aqui é até redundante, pois é impossível assistir o filme sem ser impactado por elas. Começando por Alexander Skarsgard (de A Lenda de Tarzan), se você é um grande fã do ator, precisa conferir toda a potência, força e intensidade que ele apresenta aqui. Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) faz a mãe do protagonista, a rainha Gudrún, sua personagem discorre um monólogo que é de arrepiar.

Além disso, a excepcional atriz Anya Taylor-Joy (de A Noite Passada em Soho) repete sua parceria com o diretor e dá vida para Olga da Floresta de Bétulas, outra figura indispensável para o andamento da narrativa, que ajuda Amleth em sua missão,juntos eles são destemidos e inteligentes. Ademais, os atores coadjuvantes ou com menos tempo de tela, não passam despercebidos. Isto é, nota-se a qualidade da produção, quando todos seus personagens conseguem brilhar de alguma forma e nenhum deles é desperdiçado.

 

 Por outro lado, é relevante dizer que sim, o filme é brutal, em razão do universo inserido. Os vikings retratos aqui são guerreiros violentos que executam matanças e escravizam seus inimigos. Para aqueles que assim como eu, são um pouco sensíveis a imagens mais gráficas vale o aviso de que algumas cenas podem ser desconfortáveis para você.

De todo modo, essa odisseia é maravilhosa de acompanhar, é impressionante como um diretor com visão pode fazer seja com pouco ou muito dinheiro. O Homem do Norte irá enfrentar mais uma batalha nos cinemas do Brasil: a disputa por salas com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Por entender que guiar o público a experiências distintas e marcantes pode ser  um dos objetivos de uma crítica, indico fortemente que caso você tenha que escolher entre um dos dois filmes, que seja assistir O Homem do Norte.

Veja bem, esta dica não tem a intenção de diminuir um filme em relação ao outro, e, entende que as duas obras devem ser respeitas. Todavia, é importante incentivar as pessoas a assistirem projetos como este, pois tem sido raros de serem encontrados nas telonas. Um épico histórico, sangrento, arrebatador, visceral, repleto de suspense e reviravoltas, pensado minimamente para que sua ida ao cinema seja recompensadora e singular, assim é O Homem do Norte. Não perca!

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Ação

Crítica de Mulher-Maravilha 1984: Jenkins e Gadot acertam de novo

Três anos e meio após o lançamento de Mulher Maravilha (2017), finalmente pude conferir a sua aguardada continuação. Agora, o cenário passa da Primeira Guerra Mundial para o ano de 1984. Por isso, o título Mulher Maravilha 1984. Já adianto que, para quem gostou do longa anterior, este é tão bom quanto.

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mulher-maravilha 1984 crítica

Crítica de Mulher Maravilha 1984: Jenkins e Gadot acertam de novo.

Três anos e meio após o lançamento de Mulher-Maravilha (2017), finalmente pude conferir a sua aguardada continuação. Agora, o cenário passa da Primeira Guerra Mundial para o ano de 1984. Por isso, o título Mulher-Maravilha 1984. Já adianto que, para quem gostou do longa anterior, este é tão bom quanto.

Inicialmente, senti que a produção de 2017 havia me surpreendido mais. No entanto, vi que não foi isso. Na verdade, tive essa impressão porque na época foi algo novo: foi a primeira vez que eu assisti a um filme baseado em quadrinhos com uma mulher (Gal Gadot) como protagonista. Então, foi um misto de “que filme foda”, com “cara, esperei tanto tempo, que emoção”. Após ver o segundo filme e refletir por um período, cheguei à conclusão de que vale o tempo tanto quanto o outro.

Novo cenário

A diferença é que este tem uma história bem diferente e outro foco. Estamos na década de 80, em Washington. Jenkins mostra o período com todas as cores, estilo e vida que ele merece. O processo de adaptação de Steve (Chris Pine) é hilário. Afinal, o último mundo que ele conheceu foi em 1918. Imagina o choque em ver esse lugar completamente diferente quase 70 anos depois! Esse é um dos pontos positivos da releitura feita pela diretora: um visual colorido, com humor e drama bem equilibrados. DC Comics não é só sombra e drama. Essa mesmice estava irritando, mesmo com filmes sólidos como os da trilogia de Christopher Nolan, por exemplo.

Aproveito para destacar a química de Gadot e Pine. Se em 2017 os dois estavam perfeitos, em 2020 repetem o êxito. A conexão de ambos é convincente o tempo todo, passando por momentos que se dividem entre emoção extrema e risos. Sem dúvidas, um casal que nos apaixona e nos diverte.

Enredo

O vilão da história não é o Deus da guerra. O vilão é um artefato de origem desconhecida, que causa estragos absurdos com quem o usa. No caso, o mundo se vê em grande perigo por causa da ganância e egoísmo de Maxell Lord (um excelente Pedro Pascal). Já adianto que ele não é um monstro ou algo do tipo. Jenkins humaniza bem o personagem, que sim, erra bastante e provoca o caos, mas não passa de um pai que quer deixar o seu filho orgulhoso, e acredita que dinheiro e poder são os ingredientes necessários pra isso.

Outro ponto interessante do roteiro é Barbara Minerva (Kristen Wiig). Uma mulher brilhante, bondosa e alto astral, mas com uma baixa autoestima enorme, que acaba cegando-a e fazendo com que ela transforme a sua inveja e raiva em violência. Assim como Pascal, Wiig se destaca nas cenas em que aparece. Seria legal vê-la novamente na franquia.

Mulher Maravilha

Gadot é o tipo de atriz que você vê e diz: “ela nasceu para esse papel”. Desta vez, ela nos encanta com um toque ainda mais especial: uma trilha sonora de Hans Zimmer. Seus olhares, movimentos e carisma a fazem dominar o filme ponta a ponta. Não dá pra tirar o olho da tela. Dá pra entender a admiração de todos que olham pra ela em qualquer lugar que entra.

Porém, uma das coisas que mais gostei no filme foi ver o lado frágil da heroína. Os primeiros minutos da produção mostram ela criança, aprendendo com seus erros. O tempo passou e ela, por mais madura e inteligente que seja, ainda sofre por Steve, seu único amor. Ele morreu há quase sete décadas e ela ainda não conseguiu deixá-lo ir. Muito menos deu chance a outro homem. Ou seja, o fato de ser uma mulher empoderada, independente, forte e boa, não a faz imune de sofrimento e de não querer abrir mão do que quer. Ser uma heroína não a torna incapaz de sentir.

Veredito

Mulher Maravilha 1984 atende às expectativas. Como longa de ação, tem ótimas cenas de perseguição e luta. Destaco a sequência inicial e outra no Egito. Como drama, vemos os personagens com dilemas morais significativos e bem desenvolvidos. Jenkins abre espaço até para discutir sobre assédio sexual. Visualmente, um espetáculo; tanto o cenário quanto os efeitos especiais são muito bem detalhados e convincentes. Também preciso admitir que o longa chegou bem perto de me fazer chorar, algo que o primeiro não fez.

Ps: a cena pós-créditos é um presente para os fãs. Não saia da sala!

 

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Crítica: Anaconda (1997)

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critica de anaconda

poster anaconda critica filme 1997O CINEMA DE BUTECO ADVERTE: A crítica de Anaconda possui spoilers e você não precisa se preocupar porque saber o que acontece não vai deixar o filme melhor ou pior.

EXISTEM MILHARES DE PRODUÇÕES SOBRE ANIMAIS SELVAGENS SEDENTOS POR SANGUE. Tubarão (Jaws, de Steven Spielberg) ainda permanecerá no topo da lista de filme de horror com bichos mais eficiente de todos os tempos, mas muito disso se deve exatamente à falta de produções de com o mesmo nível de qualidade.

Anaconda, por exemplo, chegou aos cinemas em 1997 e se hoje estou dedicando tempo para escrever essa crítica (e você, curiosamente, dedicando seu tempo para ler) é porque de tão ruim se tornou um verdadeiro filme cult, daqueles que precisamos ler à respeito para encontrar pessoas que dividam conosco uma bizarra admiração pelo longa-metragem estrelado por Jennifer Lopez e Jon Voight.

A trama é bobona: uma turma de documentaristas tentando encontrar uma tribo indígena na Amazônia cruza o caminho de um tiozão com rabo de cavalo inspirado no Steven Seagal. O que já era um autêntico programa de índio, se torna um pesadelo quando descobrem que o do “rabo de cavalo” é um caçador de cobras decidido a capturar a gigantesca Anaconda.

Claro que cobrar atuações de qualidade de uma obra dessas é pedir demais. Jon Voight claramente estava com uns boletos atrasados. A gente entende a Jennifer Lopez e tal. Mas ainda tem o Eric Stolz num papel mega canastrão, Owen Wilson fazendo um “adulto adolescente” ganancioso, e o Ice Cube, bem, a gente também entende. Nenhum ator parece realmente se divertir, exceto por um coadjuvante que solta um “puta que pariu” em alto e bom portunhol antes de morrer. Esse cara deu graças a Deus por morrer.

Num determinado momento, para ilustrar a falta de conteúdo do roteiro e das falas, uma coadjuvante começa a sensualizar dançando sozinha no barquinho. Talvez ela quisesse encantar a serpente do Owen Wilson ou talvez estivesse chapada de maconha da Amazônia, mas nem isso faria muito sentido.

Se as atuações não salvam, o que dizer dos efeitos visuais? Até que o cineasta Luis Llosa (O Especialista, com Sylvester Stallone) tenta iniciar a narrativa com uma atmosfera de suspense mostrando o coitado do Danny Trejo sendo atacado por uma criatura que o público não vê. A tensão é maior quando trabalhamos com o que é subjetivo e está em nossa imaginação. No entanto, logo isso é deixado de lado e acompanhamos a serpente gigante e seu efeito tosco (e muito datado).

Tem até uma parte em que a cobra está sendo atacada por todos os personagens dentro de um ambiente, mas basta ouvir a queda de alguém no rio, que olha na exata direção como se fosse a porra de um cachorro sem patas. Poderia comentar a parte em que criatura vomita Jon Voight, que dá uma infame piscadinha, mas deixa isso pra lá.

Anaconda é um entretenimento classe B do final da década de 1990 e quem ainda não viu, pode ficar feliz de ter acompanhado esse texto e se livrado de perder 1h30 da sua vida. Se você procura filmes de cobras legais (e não tá a fim de ver Emmanuelle), pesquise por Serpent (2017). Esse sim é um bom filme com cobras.

Confira abaixo a edição 94 do programa 365 Filmes em um Ano dedicado para a análise crítica de Anaconda:

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