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Jovens Bruxas


QUER SABER COMO SERIA A VERSÃO FEMININA DE BOB SMITH, VOCALISTA DO THE CURE? Assista Jovens Bruxas e repare bem na personagem histérica de Fairuza Balk, cujo principal papel no cinema continua sendo como a groupie de Quase Famosos. As possibilidades da produção ter buscado influência no cantor é alta e fica claro não apenas pelo estilo do cabelo ou a cara de maluca, mas até mesmo pela forma de se vestir e comportar.

Seria uma injustiça afirmar que este detalhe é a única coisa boa do longa-metragem dirigido por Andrew Fleming? Talvez. Na verdade, não estou certo nem de que isso lá seja uma boa referência (por mais que ame The Cure). Jovens Bruxas é a mistura perfeita do que seria o encontro de Harry Potter com uma versão dark de As Patricinhas de Beverly Hills, o que transforma a produção em uma daquelas gostosas lembranças de minha adolescência, quando eu assistia filmes fabricados (quase que ) exclusivamente para as meninas e me deliciava com as curvas, olhos e lábios de Neve Campbell e Robin Tunney (que hoje me lembra demais uma colega redatora do site musical Audiograma). Admito sem o menor pudor que assisti ao filme no cinema, na época de seu lançamento.

Jovens Bruxas conta a história de uma jovem (Tunney) que chega numa escola, se apaixona por um playboy bundão (Skeet Ulrich, aquele mesmo de Pânico) e se envolve com um trio de garotas excluídas e vítimas de bullying geral por toda a escola. Às vezes penso que o roteiro tenha sido escrito com a finalidade de induzir os jovens a não incomodarem as pessoas mais exóticas, pois elas podem ser feiticeiras malignas que pretendem se vingar por você ter colocado pimenta na coxinha dela durante o lanche ou passado corretivo na cadeira dela. De qualquer maneira, a novata se identifica com o trio de bruxas e acaba entrando de cabeça no mundo da feitiçaria. Claro que a alegria dura pouco e ela descobre que a líder (Balk) é um psicopata com varinha de condão, e logo elas entram em conflito.

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Seria um grande equívoco exigir muito da atuação do elenco, mas o que não se pode ignorar é a maneira como o roteiro faz questão de “mastigar a sopa” para o espectador. Tudo é óbvio, jogado na cara o tempo inteiro, como se o público fosse desprovido da capacidade de utilizar o cérebro. Alguns filmes adolescentes (ou não) tem o hábito de se auto-explicar mesmo nas partes mais óbvias. Será que é uma demonstração do quanto o roteirista é fominha e quer deixar tudo explícito ou é apenas um retardo mental por parte da parcela de público que os produtores desejam atingir?

Revendo o longa-metragem, além de ficar chocado com o quanto aqueles efeitos especiais são fracos e a história é feita para agradar pessoas sem muita coisa na cabeça, fica claro que certos filmes simplesmente não devem ser conferidos novamente. Nossa memória afetiva nunca deve ser colocada à prova, pois os resultados nunca tendem a ser dos mais positivos. Infelizmente.

 

 Nota:

 

2 Comentários
  1. Malu Caires Diz

    Ah, eu adorava esse filme quando era menor kkkkkk De fato, "fica claro que certos filmes simplesmente não devem ser conferidos novamente". Lembro do ritual até hoje: 'leve como pluma, dura como tábua'. Deve ser por assistir filmes como esse que hoje eu adoro um bom trash!

    1. Tullio Dias Diz

      é foda quando a gente ignora isso e estraga a memória afetiva… :/

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