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Críticas de filmes

Lua Nova

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Alinhar ao centro

Bem que tentei ver Lua Nova com uma visão menos pessimista. Reconheço que haviam bons momentos no primeiro filme, além da trilha sonora, apesar de que estes momentos são facilmente esquecidos ao avaliar o desempenho dos atores e desenvolvimento da história. Pensei que a continuação iria elevar as qualidades e corrigir alguns defeitos e resolvi dar uma chance para a produção. De quebra ainda consegui fazer a vontade da minha namorada, que parecia ter voltado aos quinze anos de idade e estava louquinha de vontade de ver o filme no cinema. Não entendia aquela excitação toda, mas não iria demorar a descobrir os motivos.

O diretor Chris Weitz havia dirigido A Bussola de Ouro e Um Grande Garoto (baseado no livro de Nick Hornby) e sem dúvida, conseguiu melhorar a atmosfera da saga Crepusculo nos cinemas. Nem de longe chegou perto de fazer um filme espetacular, mas caprichou nos efeitos especiais e se o humor do roteiro não fosse tão adolescente, poderia ter conseguido sucesso em conquistar o público pela irreverencia. Ainda bem que as poucas piadas boas do filme não são exclusivas para o público cativo da saga Crepusculo, ou seja, se você for do tipo que gosta de pensar um pouquinho no que está assistindo também irá achar graça. Outra falha do diretor foi no comando dos atores, principalmente quando Kristen Stewart tenta mostrar seu talento dramático. Será que ela precisava mesmo morder o beicinho a cada cena que tenta disfarçar sua insegurança? Robert Pattinson continua tão apático quanto seu personagem, apesar de que para alívio geral da nação, o vampiro Edward Cullen quase não aparece no filme. E chegamos finalmente no lobisomem interpretado por Taylor Lautner (foi só ele tirar a camisa que entendi a euforia da minha namorada). Desde quando um sujeito de 16 anos é forte daquele jeito? Será que Stephenie Meyer cresceu no meio de gigantes recheados de anabolizantes e se esqueceu de como é um adolescente de verdade? Ou será que achou bonitinho o Daniel Radcliffe (Harry Potter) ter quase trinta anos de idade e ainda interpretar um bruxinho de 17? Usar a justificativa de que se trata de um lobisomem é furada. Meyer conseguiu ser mais sem noção do que quando inventou que vampiros brilham na luz do sol.


de camisa para não causar reações extras nas fãs

A referência ao clássico Romeu e Julieta é escancarada logo no começo do filme. A partir de então, minha paciência foi embora. Muitos podem encarar isso como uma qualidade e reconhecimento de que William Shakespeare é fonte de inspiração para os devaneios insanos de Stephenie Meyer e seus personagens, mas soou como uma imensa cara de pau. E como se não bastasse o livro aparecer em destaque, logo depois os personagens declamam versos da história de amor mais celebre que o mundo já conheceu. Foi o cúmulo da pretensão até mesmo para uma escritora como Stephenie Meyer.

A medida em que o filme avançava, fui ficando meio frustrado com minha namorada e seus ocasionais suspiros. Como se não bastasse assistir aquela bomba, ainda consegui a proeza de ser ignorado (poderia ter sido pior se eu tivesse pagado o ingresso dela). Pelo menos a trilha sonora, ponto alto do filme anterior, não decepcionou e trouxe diversas bandas interessantes. O Muse, único elo de bom gosto que é encontrado na escritora, surge com um remix da faixa “I Belong to You” e encaixa perfeitamente na sequência em que Bella resolve fazer compras. Não por acaso, a minha sequência favorita do filme é embalada por uma canção do Thom Yorke. É um bom exemplo de como uma trilha sonora pode fazer a diferença em determinada cena. Independente da perseguição da vampira Victória ser um dos melhores momentos de Lua Nova, duvido que teria o mesmo impacto sem o apoio de uma canção tão boa.

Quase esqueço de mencionar a participação especial do ator Michael Seen e da atriz Dakota Fanning em uma sequência bem interessante e que acaba revelando um pouco mais da personalidade de Bella. Não deixa de ser curioso ver um ator de verdade dando uma aula gratuita de interpretação para Kristen Stewart e Robert Pattinson, que como disse o Zé do Caixão é um bundão. Nunca irei aceitar um filme de vampiro que não tenha o mínimo de sensualidade, independente de ser voltado para o público que assiste Malhação ou Disney Chanel. Crepusculo continua sendo um desrespeito à tradição de filmes de vampiros. O Drácula deve estar se revirando em seu caixão.

Maior que a tortura de assistir Lua Nova inteirinho e ser ignorado completamente pela namorada, extasiada pelos personagens masculinos e/ou músculos do lobisomen de 16 anos, foi a vergonhosa cena que encerra o filme e prepara o público para Eclipse, que tem data de estreia prevista para junho do ano que vem. Eu realmente poderia ter feito melhor uso do meu sabado.

Ficha Técnica:
Lua Nova (New Moon, 2009)
Dirigido: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer
Genêro: Romance que estraga namoros reais
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson
Trailer


ps: uma Bella se deu bem no fim da história.

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17 Comments

17 Comments

  1. Diego

    9 de dezembro de 2009 at 13:04

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk………..boa T Tosco….devia ter avisado q ia….hahahahaha…..

    ps: uma Bella se deu bem no fim da história.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Lucas

    9 de dezembro de 2009 at 13:48

    "Crepusculo continua sendo um desrespeito à tradição de filmes de vampiros. O Drácula deve estar se revirando em seu caixão."

    Concordo! Totalmente! Vi Crepúsculo e me desanimou completamente de ver o resto dos filmes…

    PS: Senti q rolou uma piada interna com "Bella" no comentário acima!
    hahaha

  3. FernandoDANTE

    9 de dezembro de 2009 at 15:12

    Sim, Crepúsculo é ridículo.

    Só achei uma imprecisão: Daniel Radcliffe tem 20 anos. Nunca que 20 é "quase 30".

  4. bella

    9 de dezembro de 2009 at 16:13

    até eu vou ter que concordar com o ps?

    mas, gente!, vc nem eh exagerado né?

  5. Nat

    9 de dezembro de 2009 at 17:00

    é… ainda bem que existe publico para tudo quanto é porcaria! assim todo mundo tem a oportunidade de ser o bonitinho do momento e de ficar rico… a vida é mesmo maravilhosa!

    e como consigo ser ainda mais chata que você tt, nem da trilha eu não gostei. Mas há de se considerar meu seleto conhecimento a respeito de musica estrangeira! =|

    … ate!

  6. 2T

    9 de dezembro de 2009 at 18:26

    nat! s2

    Ah, sim! O dradcliffe tem vinte anos, mas ele tá forte demais para continuar sendo o Harry Potter. De qualquer forma, achei que tivesse mais de 20, mas beeeem longe de 30! haha, era só para sacanear!

  7. Mariana

    9 de dezembro de 2009 at 19:41

    nossa! e ainda bem q tambem existe gente q escuta qualquer porcaria e acha q a trilha eh ruim!

    nem ligo de ver o filme (comedia do seculo, na minha opiniao) com uma trilha dessas!!

  8. Wendel Wonka

    9 de dezembro de 2009 at 21:57

    "Crepusculo continua sendo um desrespeito à tradição de filmes de vampiros. O Drácula deve estar se revirando em seu caixão." [3] xD

  9. Tainã Senna

    10 de dezembro de 2009 at 1:07

    "Crepusculo continua sendo um desrespeito à tradição de filmes de vampiros. O Drácula deve estar se revirando em seu caixão." [4]

  10. Anonymous

    10 de dezembro de 2009 at 3:09

    Vamos lá…
    Concordo com tudo o que escreveu….
    Mas vale também ressaltar que no livro a historia de Meyer se desenrola de maneira muito mais interesante. O filme, sem sombra de duvidas deixa muito a desejar àqueles que leram a saga.
    E… Os atores são péssimos!
    Talvez, se os produtores tivessem decidido abrir a mao e contratar atores experientes desde o primeiro filme, talvez o resultado seria muito mais satisfatorio.

  11. 2T

    10 de dezembro de 2009 at 11:55

    Gosto da Kstewart, o problema dela é insistir no beicinho. hahahahaha

    E imagino que para os fãs dos livros (?), o filme seja bem corrido e inferior. É a mesma sensação que tenho ao assistir os filmes do Harry Potter, mas lá existe um excelente elenco de apoio regular. Além de que o trio principal não deixa a desejar!

  12. João

    10 de dezembro de 2009 at 15:35

    lembro da stewart em quarto do pânico. dá saudades.
    e eu pensei que os suspiros exagerados eram exclusividade dos teens!
    como faz?
    sou mais tt.
    ele tem o mesmo bronzeado do edwart.

  13. 2T

    10 de dezembro de 2009 at 16:26

    HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA

  14. John Pereira

    18 de dezembro de 2009 at 11:52

    Gosto da Kstewart, o problema dela é insistir no beicinho. [2]

    E o pior é que o beicinho já está escalado no The Runaways.

    No mais, senti exatamente a mesma coisa ao ver o filme na última quarta-feira. Talvez o único momento que me chamou a atenção pode ser traduzido por um nome: Dakota Fanning.

  15. Anonymous

    6 de janeiro de 2010 at 23:56

    primeiro, crepusculo e lua nova é o maximo …
    esse autorzinho tá é cm inveja pq foi rejeitado pela namorada dele!! iiii
    e outra taylor lautner é a perfeição em pessoa assim como o edward cullen são muitos gatoosss
    isso chama-se dor de cotovelo
    hahahahahahaha
    fik ai depressivooooo

  16. Wendel Wonka

    7 de janeiro de 2010 at 10:32

    ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
    UAHUAHUUAHUHAUAH
    Comment Epic Fail! (Y)

  17. 2T

    10 de janeiro de 2010 at 1:50

    FIK AÍ DEPRESSIVOOOOOOOOOOOOOO

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAA

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O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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Bombando!