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Missão: Madrinha de Casamento

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A GENTE ATÉ RI, mas pelo comentário geral e as boas críticas internacionais, a expectativa acabou sendo elevada demais para a comédia do diretor Paul Feig. Ele realmente fez um bom trabalho e contou com um elenco inspirado, estrelado por Kristen Wiig (que também assina o roteiro) e Rose Byrne, mas uma boa comédia precisa arrancar gargalhadas. As oportunidades estão lá, talvez eu tenha sido insensível demais, mas não consegui aproveitar tanto quanto outras pessoas devem ter aproveitado. 
 

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A introdução é divertida. Os vários desencontros de uma relação sexual, o que já deve ter acontecido com a maioria das pessoas, vale uma boa piada. Essa tentativa de ridicularização do coito poderia ser melhor aproveitada, mas quem é que se importa com a profundidade de uma sequência criada exclusivamente para arrancar risadas do público? 
 
Os fãs da comédia escrachada irão chorar de rir em pelo menos uma sequência. Melissa McCarthy já havia roubado a cena desde sua primeira aparição, mas ganhou meu coração depois de usar o banheiro de uma loja de vestidos. Aliás, essa comédia tratou de desmitificar a aura sagrada feminina. São poucas produções corajosas o suficiente para mostrar que as garotas também correm o risco de ter uma intoxicação alimentar e … bem, vocês podem imaginar. 
 
Mas o lance mesmo de Missão: Madrinha de Casamento é a disputa entre as duas madrinhas, uma querendo aparecer mais que a outra. Não sei dizer o que faltou para conseguir ser divertido, talvez um pouco mais de maldade? As duas madrinhas são boazinhas demais. Vale o duelo de quem fazia o melhor discurso de casamento. Mas é curioso dizer que essa semana, por mais divertida que seja, reforça a ideia de que as madrinhas são boazinhas e até infantis em sua disputa por conseguir a atenção da noiva. 
 
Estou sendo cruel ao avaliar uma comédia chick flick? Talvez. No entanto, um filme deveria funcionar para todos os públicos e não apenas para a parcela de pessoas que se enquadram na trama apresentada. Felizmente não é um filme ruim, tem os seus momentos engraçados, mas passa longe do título de melhor comédia da temporada 2011. Passe Livre permanece imbatível. 

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