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O Libertino

Lançado no Brasil em 2006 (depois de dois anos de atraso), o filme estrelado por Johnny Depp deixa um gostinho amargo na boca. Depois de assistir ao prólogo maravilhoso, você cria aquela expectativa de que está diante um verdadeiro filme sórdido e com um personagem ainda mais pervertido que o Marques de Sade. Mas é apenas um engano. Estamos diante um personagem que realmente poderia competir com o escritor francês, mas as diferenças terminam por aí. Não existem provocações, insinuações, não existe charme e sedução na produção dirigida por Laurence Dunmore. E isto é, no mínimo, broxante.

John Malkovich e a deliciosa Samantha Morton completam o elenco de uma história que poderia ser bem mais do que é mostrado. Ao invés de mergulhar em uma narrativa devassa, a libertinagem do título dá lugar para um romance platonico entre um escritor e o alcool e uma meretriz. Não há nenhum momento inspirado durante as cenas que estão entre o incrível prólogo e ao epílogo. Johnny Depp não chega a decepcionar, mas o conde de Rochester não empolga e parece buscar refúgio nas sombras de Jack Sparrow (personagem que o ator interpretou na trilogia Piratas do Caribe).

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A história é baseada numa peça de teatro escrita por Stephen Jeffreys, que também assina o roteiro. Por conta da introdução dou 3 caipirinhas… ela realmente vale o filme, mas tenha em mente que se quiser ver um filme chique de putaria, Os Contos Proibidos do Marques de Sade ainda é a melhor opção.

Ficha Técnica:
O Libertino
(The Libertine, 2004)
Dirigido:
Laurence Dunmore
Roteiro: Stephen Jeffreys
Genêro:
Drama
Elenco:
Johnny Depp