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O Pacto

NICOLAS CAGE: ou você ama ou você odeia. Oscilando com participações em filmes bons com outros extremamente ruins, Cage virou um ator peculiar e que parece se preocupar mais em se divertir com roteiros ruins do que com obras que tenham algo a dizer. Não seria surpresa caso ele seja convidado para estrelar algum Transformers da vida ou mesmo participar de um eventual Os Mercenários 3, quem sabe? Em O Pacto, de Roger Donaldson, o ator se vê novamente em uma produção fraca e sem muito apelo comercial.

A história não oferece nada de novo para o público que consome filmes de ação que chegam direto para a locadora. Homem do bem se envolve com homem do mau e depois de ser ameaçado, precisa bolar uma maneira de livrar seu próprio pescoço e fazer justiça. Sim, é algo bem genérico mesmo e sem muita pressão para cima do elenco, que também conta com Guy Pearce (Prometheus), Jennifer Carpenter (Dexter) e January Jones (a Emma Frost de X-Men: Primeira Classe). A esposa de Will (Cage) é estuprada e um misterioso homem (Pearce) surge querendo oferecer um “pacto”: o estuprador pagaria por seu crime e Will teria apenas que retornar o favor um dia.

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Será que o personagem não parou para refletir no quanto um trato assim poderia ser complicado? “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”, já dizia um ditado popular. Consumido pela raiva e completamente descontrolado, Will aceita o trato e logo tem a notícia de que o algoz de sua esposa havia pagado por seus crimes. Não demora muito para o favor ser cobrado, mas como um professor acostumado com as palavras, Will treme nas bases e desiste de cumprir a sua parte do acordo. Então o problema fica maior e bem, boa coisa não dá.

Além do roteiro digno de alguma “tela quente” da vida (entenda como: entretenimento para quem teve um dia cheio no trabalho, relaxou assistindo a novela das oito e só precisava de um filme imbecil para fechar a noite e dormir como um anjo), das atuações medíocres e de sequências de ação pouco inspiradas, O Pacto também escorrega na sua trilha sonora capenga e que consegue ser ainda mais genérica que o filme em si. Os temas musicais não cativam e sequer parecem funcionar para criar a atmosfera de suspense desejada pelo diretor.

Faça um pacto com você mesmo e tenha consciência de que O Pacto ainda não é a melhor opção de filme do Nicolas Cage para ser assistido. Exceto se você for um cinéfilo masoquista ou for parte da audiência cativa do principal canal da televisão brasileira nas noites de segunda-feiras. Neste caso, a combinação intervalos + dublagem poderá tornar O Pacto interessante. Mas só para você.

Nota: