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Portal Terra divulga lista de melhores filmes do ano

Em tom descontraído, o site Terra publicou uma breve seleção dos melhores (e piores) filmes de 2009. Confira alguns dos vencedores (perdedores) e repare nos títulos das categorias. Hilário! A matéria completa você confere no link acima.

PRÊMIO LADY GAGA (a melhor maquiagem)
Vencedor: Lua Nova

A palidez dos vampiros virginais de Lua Nova pode ser, para muitos, a representação do mau gosto. Para nós, é quase um estilo de vida. Com a quantidade de pancake e glitter – quando é exposto ao sol – que Edward usa, é impossível não achar que estamos vendo Priscilla, a Rainha do Deserto em vez de um filme de vampiros. A maquiagem usada por Pattinson só é superada por aquela usada por Kristen Stewart, que, pasmem, tem o rosto mais vampiresco da história toda. O suave lápis nos olhos e o batom claro conseguem deixá-la ainda menos expressiva do que sua personagem é capaz. É a maquiagem auxiliando nas atuações duvidosas dos atores favoritos de nove entre dez pré-adolescentes românticos do Brasil – e do mundo, ousamos dizer.

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RÊMIO “Ô, LÁ EM CASA” (melhor corpo feminino)
Vencedora: Megan Fox em Garota Infernal

Megan Fox abre os olhos. Fecha os olhos. Câmera lenta. Ela se move. Câmera mais lenta ainda. O tempo passa devagar quando a moça surge em cada cena de Garota Infernal. E a câmera não descansa da moça nem quando ela está toda ensaguentada, sedenta pelo sangue de vários jovens rapazes dispostos a vender seus corpinhos pro diabo. Afinal de contas, quando o diabo em questão é Megan Fox, fica difícil não morder a maçã.

PRÊMIO #PRONTOFALEI (melhor diálogo)
Vencedor: “Eu serei a maior celebridade austríaca desde Hitler”, Brüno em Brüno

Este filme é um festival de frases de efeito, cada uma mais bizarra, chocante e, sobretudo, irônica que a outra. Além das pecinhas de roupa de gosto bastante duvidoso, o Brüno de Sacha Baron Cohen desfilou uma coleção de diálogos inacreditavelmente surreais. Mas poucos conseguem resumir tão bem o senso crítico de ácido sulfúrico quando o humorista, na tentativa de criar um paralelo entre a Áustria e o mundo das celebridades, cita Hitler.

PRÊMIO CIDADÃO KANE (o melhor filme)
Vencedor: Bastardos Inglórios

Essa foi a disputa mais acirrada da eleição. Por um tempo, A Era do Gelo 3, de Carlos Saldanha, e Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar, ficaram no páreo. Mas de repente, Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, tomou a dianteira. O diretor americano que começou fazendo filmes caseiros em Knoxville, sua cidade natal, vem se superando a cada novo trabalho desde 1992, quando lançou Cães de Aluguel. Em 2008, Tarantino anunciou sua parceria com Brad Pitt em Bastardos Inglórios e muita gente torceu o nariz. Mas não é que o cara acertou mais uma vez? Aqui, ele resolve usar como pano de fundo o primeiro ano da invasão do Terceiro Reich. O personagem de Pitt reúne um grupo de soldados americanos judeus para se vingar dos nazistas em atos violentos – mas não tão assim, se considerada toda a filmografia do diretor. Em seguida, os acontecimentos e diálogos vão formando um filme único, como ele já conseguiu em obras anteriores. E prepare-se: o roteiro é recheado de referência cinematográficas. Uma experiência única para qualquer cinéfilo que se preze.